Ciranda Cultural

[Mês do Terror] Hora do Espanto - O segredo dos vizinhos

22 outubro

Título: Hora do Espanto - O segredo dos vizinhos
Autor: Edgar J. Hyde
Editora: Ciranda Cultural
Ano: 2016
Páginas: 112

Edgar J. Hyde é um dos autores mais misteriosos que eu já li, para começar não existe nada no google sobre ele, apenas a provável cidade em que nasceu. Só por esse ponto, no quesito de mistério e suspense o autor já merece um destaque. Você deve estar se perguntando, como eu fui ler um livro de um autor que não conhecia previamente e que não tem nada sobre ele na internet? Bom, não vou mentir escolhi o livro pela capa e como gosto de ler livros de terror decidi que deveria arriscar na leitura.

O livro se trata de uma ficção voltada para o público infanto-juvenil, portanto eu achei a história bem leve e condizente com a idade do seu público. Dominic é um adolescente que começa a notar que seus vizinhos são um tanto peculiares, com exceção do filho do casal ele nunca viu nenhum dos dois fora de casa e ele sempre ouve barulhos estranhos vindo da casa deles. Motivado a descobrir o segredo de seus vizinhos ele junto a dois amigos decide espiá-los e a partir desse ponto toda ação do livro acontece.

Como mencionei, achei a história bem leve e condizente com o público para o qual foi escrito. Fica sempre aquela pulguinha atrás da orelha entre entender o que é real e o que é imaginação. O livro é bem curtinho e pode ser lido em poucas horas, o seu contexto é bem enxuto, não tem delongas e até mesmo um pouco previsível. Por não se tratar de uma história complexa o livro atende ao objetivo de entreter e lembra as clássicas histórias de terror infantil. Em um balanço geral a leitura me agradou por ter bastante ação e ter um personagem principal bem perspicaz. Vale frisar mais uma vez que o livro é voltado para o público infantil, então não esperem que a escrita se assemelhe a do Stephen King ou outro autor voltado para o terror. Enfim, recomendo a leitura para crianças e adultos que tenham a imaginação bem aberta a tal experiência.
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Distopia

[Mês do Terror] Resenha - O Ceifador

19 outubro


Título: O Ceifador
Autor: Neal Shusterman
Editora: Seguinte
Ano: 2017
Páginas: 448

Quando recebi da editora Companhia das Letras do selo Seguinte o livro "A Nuvem" fiquei tão interessada na história que a primeira coisa que fiz foi procurar o primeiro volume da série Scythe, "O Ceifador", para comprar. Assim que chegou eu iniciei a leitura, porém como estava em uma fase não muito boa para leitura, pouco tempo e muitos problemas, acabei colocando o livro um pouquinho de lado, mas assim que fui me restabelecendo retomei a leitura de pronto e não demorei para encerrá-la. Posso afirmar que leitura incrível!

Eu decidi trazer a resenha do primeiro livro no especial de Halloween por ter como tema central a morte, porém não classifico-o como terror, talvez se classifique melhor como distopia. No universo em que a história se apresenta a humanidade se tornou imortal, não existem mais doenças e de tempos em tempos as pessoas podem se restaurar para parecerem mais jovens. Uma grande inteligência artificial, que tudo vê, denominada Nuvem rege a população e possibilita a imortalidade. A única organização que não está diretamente sobre o seu controle da Nuvem é a Ceifa, que são os responsáveis por selecionar quais os humanos irão morrer, sim caros leitores, uma organização para controlar a morte, com a imortalidade uma superpopulação tornaria a vida em sociedade inviável. Os ceifadores são responsáveis por escolher quem irão coletar e precisam cumprir uma "cota" de mortes.

Para fazer parte da Ceifa existe um rigoroso treinamento e para alguém se tornar ceifador é necessário que seja escolhido por um membro da organização. Normalmente, são escolhidas pessoas que não desejam ser ceifadores, porém que possuem boa índole. Foi pensando nisso que o ceifador Faraday decidiu treinar Citra e Rowan, os dois precisam passar por um longo treinamento para então se tornarem ceifadores. Porém, esse percurso não será fácil para nenhum dos dois.

A escrita de Neal Shusterman é simplesmente viciante, flui tão bem que mal percebi o tempo passar e estava tão envolvida com o enredo que as mais de quatrocentas páginas pareceram poucas para tamanha genialidade do autor. Quando mencionei que iria ler a série muitas pessoas me falaram que a leitura era muito boa, mas não consegui imaginar o quanto eu iria gostar.

Citra e Rowan são personagens cativantes, mas os demais personagens que vão ganhando destaque ao longo do livro são igualmente envolventes. É difícil se por no lugar deles que precisam escolher quais as pessoas irão selecionar para por fim a vida, uma profissão que é difícil de se imaginar. O autor consegue expressar isso muito bem em seu livro, as dores, as dificuldades e as dúvidas dos dois jovens que precisam passar por todo um treinamento para se tornarem algo que nunca desejaram.

É difícil escrever distopias originais com tantos livros que precederam com tamanha qualidade e estou dizendo isso pensando nas distopias clássicas. Claro que existem as referências, mas com certeza até o momento a série Scythe se manteve original e me deixou bem satisfeita. Se estou curiosa para ler o segundo volume? A expectativa agora está ainda mais alta e espero que seja atendida. Se recomendo? Claro, se você gosta de distopias essa é uma leitura que irá valer a pena.
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DarkSide

Te Conto um Conto [Mês do Terror]: O Baile da Morte Vermelha - Edgar Allan Poe

05 outubro


Fala aí queridos Rascunheiros,

Como vocês já devem ter percebido, eu amo esse mês e gosto muito do Halloween, principalmente porque eu associo alguns dos melhores momentos na vida a leituras/jogos de terror que já experimentei. E como não tem sido diferente, eu vim aqui trazer pra vocês uma coletânea de contos do nosso ilustríssimo Edgar Allan Poe, contidos na obra Medo Clássico, publicada pela editora Darkside. Essa obra consiste numa coletânea de trabalhos do autor (não contém todos porque são muitos) e é uma edição para se colecionar, visto que tem um trabalho editorial impecável, com capa dura, ótima diagramação, detalhes em fio de ouro e outras cositas mas.

Como eu já havia lido alguns dos primeiros contos, abri este livro diretamente no primeiro que eu não conhecia, aqui chamado de "O Baile da Morte Vermelha". Em outras traduções é chamado também de "A Máscara Vermelha da Morte", uma tradução literal do título original. Neste conto muito curto (menos de 10 páginas neste livro), vemos aquele tom extremamente sombrio e mórbido, característica ímpar de Poe na medida em que ele traz uma história que aborda a peste. Num período da história da humanidade em que surgiram as cidades e as mesmas começaram a ganhar massa populacional, frequentemente a raça humana se via vítima de mini eventos de extinção, dado que a higiene e o saneamento eram precários e as aglomerações facilitavam a disseminação das doenças rapidamente. 

O exemplo mais conhecido foi a peste negra, um evento que chegou a dizimar cerca de um terço da população da Europa da idade média. Neste conto Poe usa de evento semelhante, e com o surgimento e avanço da peste, o protagonista Príncipe Próspero se isola em um castelo com cortesãos e gente da alta sociedade, como uma forma de quarentena invertida, em que se isolaram os indivíduos ricos/nobres saudáveis do resto do mundo. Vivendo isolados do resto do mundo e no luxo habitual, o príncipe planejou um baile de máscaras para entretenimento dos confinados. E aí entra toda a morbidez típica de Poe. A descrição do baile mais parece um mausoléu do que uma festa. E há o maldito relógio de pêndulo. Como o conto é curto, não posso contar mais para não estragar o final, mas admito que nem toda obra de um grande autor é uma grande obra. Este é o caso com O Baile da Morte Vermelha, que nem de longe se iguala à qualidade de outras obras do autor. Não digo que foi uma experiência ruim, mas também não impressiona. Difícil dizer, mas acredito que tenha sido mal desenvolvida, poderia ganhar mais umas páginas e surgir um final melhor. Uma pena. Creio que os próximos contos agradarão mais.

De toda forma, é válida como experiência de conhecer a obra completa do autor, além de ser bem curtinha e não se tornar um arrependimento pelo tempo curto gasto.
Até a próxima pessoal, comentem aí se já leram algo do autor e se gostaram.

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Generale

[Especial Halloween] Resenha: Medo de Palhaço

31 outubro



Autores: Marcelo Milici, Filipe Falcão, Gabriel Paixão, Matheus Ferraz e Rodrigo Ramos.
Editora: Generale. Páginas: 274.
Você tem medo de palhaços? Você já ouviu o termo Coulrofobia se referindo a esse tipo de medo? Não é muito raro nos depararmos com histórias assustadoras de palhaços ou mesmo ouvir relatos de pessoas que possuem medo desses personagens. Se você tem interesse e quer saber mais sobre esses personagens que muitas vezes são uma tentativa frustrada de humor e acabam assustando ao invés de provocar risos, "Medo de palhaço" é o livro indicado para você. O pessoal do blog Boca do Inferno decidiu reunir nesse livro um compilado sobre a origem, as lendas, os livros e filmes protagonizados por palhaços.
“Medo de Palhaço” está simplesmente I-N-C-R-Í-V-E-L. Além da parte gráfica que está muito bem elaborada, o livro está muito bem escrito e conta com uma pesquisa minuciosa sobre o tema, apresentando desde fatos históricos até fatos recentes tudo com muita propriedade. Preciso confessar que não sou fã de palhaços, não consigo encontrar graça nesses personagens, e mesmo não tendo coulrofobia prefiro por diversas vezes manter uma certa distância na vida real e deixá-los próximos apenas em filmes ou livros de terror/horror. E como estamos falando sobre o Halloween este livro cabe super bem pra situação.
Logo na introdução um dos autores do livro conta como surgiu a obsessão pelo tema e como superou o próprio medo de palhaço. Ele chega a citar que um dos personagens que mais o aterrorizou na infância era do Batman, isso mesmo, você não leu errado, tudo isso por causa de uma cena em que o Coringa aparece após uma jornalista ter um ataque de risos em meio a uma apresentação no telejornal. A forma como o autor tem propriedade para falar sobre o assunto garante a veracidade dos fatos expostos.

Os primeiros capítulos se dedicam a situar o leitor sobre a origem dos palhaços desde a Roma Antiga aos dias atuais, aborda ainda um pouco sobre a etimologia da palavra palhaço em alguns idiomas, auxiliando a formar a imagem do personagem em questão. Além disso, ainda é abordado sobre os bobos da corte e a diferença entre eles e os palhaços. Apesar de estarem conectados por brincarem com os costumes da época os palhaços apresentam uma função social distinta. Como já mencionei o livro traz uma visão termo coulrofobia com embasamento científico, explicando um pouco mais sobre o trauma e os sintomas.
Uma das lendas abordadas no livro é a do palhaço que roubava órgãos em Osasco. Por não ter registros específicos do caso, acredita-se que na década de 1990 algumas crianças foram abordadas por uma pessoa caracterizada de palhaço e em seguida desapareceram. Dias depois o corpo era encontrado com uma grande incisão que ia da barriga ao tórax. As autópsias revelaram que os corpos estavam sem coração, rins e outros órgãos aptos para o transplante. O medo tomou conta da região de Osasco e das cidades vizinhas na época. A repercussão nas mídias não ganhou proporções nacionais o que garantiu o início de uma lenda. Com o passar dos anos a história foi ganhando novas versões e se espalhando de diferentes formas, mas não há dúvidas que o medo se espalhou naquela região.
Outra história apresentada é a de John Wayne Gacy Jr. um cidadão acima de qualquer suspeita, com uma ficha impecável que se vestia de palhaço para entreter crianças. Seus vizinhos ficaram surpresos quando a polícia começou a escavar o quintal dele e encontrar diversos corpos. O livro conta com um capítulo exclusivo sobre todos os detalhes da vida do serial killer, como foi descoberto e seu julgamento. Ao final do capítulo é apresentado alguns ‘reviews’ de filmes baseados na história de Garcy e ao final é dada uma nota para o mesmo. O com maior pontuação é “Dear Mr. Garcy”, que é classificado como um thriller psicológico de primeira linha, com pouco sangue, porém bem estruturado.

Para quem é cinéfilo e gosta de filmes de terror esse livro é um prato cheio, pois traz diversos reviews como o citado anteriormente de filmes com palhaço na trama principal, todos acompanhados de uma nota ao final. O que é ótimo para ajudar na hora de escolher um filme do gênero para assistir. Um dos destaques é o Pennywise, que no momento é um dos palhaços mais famosos da literatura e do cinema, são várias páginas dedicadas a esse personagem. Alguns personagens de desenho animado também foram lembrados como Krusty que aparece em “Os Simpsons” e Arco-Íris: O Palhaço Colorido que aparece em “As Meninas super Poderosa”. Tem ainda, um capítulo especial só para o Coringa, o vilão do Batman, que traz muitos detalhes e fatos interessantes sobre o personagem.




Por se tratar de um livro enciclopédia é impossível entrar nos mínimos detalhes sobre o vasto conteúdo apresentado nele. Posso afirmar que os autores se engajaram e fizeram um trabalho impecável. A escrita é da mais alta qualidade e todos os fatos são bem organizados. Os autores possuem total domínio sobre o tema e conseguem surpreender o leitor. A edição está magnífica, conta com diversas fotografias, páginas coloridas e um design gráfico lindo. Se você tem curiosidade em conhecer um pouco mais sobre lendas, histórias reais e filmes relacionados com o tema esse é o livro ideal.
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Halloween

[Especial Halloween] Sessão Pipoca: Stranger Things 2

28 outubro


Olá Rascunheiros! Renner aqui pra essa véspera de Halloween (de novo). A segunda temporada de Stranger Things acabou de sair na Netflix e, claro, maratonamos. A sequência desta série cheia de referências como a “Chicken Race” do filme footlose com a canção icônica de Bonnie Tyler “I Need a Hero”, as fantasias de Ghostbusters no Halloween, o pôster de Tubarão na casa de Will, a estréia de O Exterminador do Futuro passando em todas as TV’s. Stranger Things captura essa sensação nostálgica dos anos 80, mas não fica só nisso. A história tem um arco crescente com cenas bem encaixadas, ambientação muito bem feita, todos os pontos bem explanados e bem amarrada.
O marketing dessa temporada surpreendeu (apesar do hype que a série já vinha surfando), com o lançamento de vários teasers e posters cheios de referências (como sempre) e um vídeo com a nossa eterna Chiquinha (Maria Antonieta de Las Nieves) atuando de forma cômica o papel de eleven. Isso sem falar da parceria com o SBT para exibir um especial de Stranger Things, uma aposta inovadora para a Netflix que pode levar os originais Netflix a outro patamar num futuro breve. Teve até uma chamada com Marília Gabriela sobre esse especial, que você confere aqui

 

Daqui para frente, teremos SPOILERS.
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 Nessa segunda temporada vemos que Will escapou do “Upside Down” mas não completamente. Vemos também os conflitos da adolescência iminente dos garotos e da eleven, com cenas de ciúmes até. Novos personagens são adicionados e completam muito bem todo esse mundo, com Mike sentindo que os garotos tentam substituir Eleven com a nova garota Max, o ex-garoto nerd Bob sendo a boa companhia para Joyce (mãe de Will), Billy sendo o novo valentão da escola (posto que era de Steve) e Steve perdendo a Nancy para o irmão de Will. A segunda temporada, longe de ser uma fã service, cresce muito na segunda temporada, mostrando que os demogorgons são apenas lacaios de algo muito maior (uma besta lovecraftiana), que o “Upside Down” está se alastrando, mostrando que eleven não foi a única que sobrou dos experimentos de Brenner e muito mais. Os irmãos Duffer, criadores da série, estão bastante empenhados em entregar uma história de qualidade e, para tanto, tem trabalhado de forma magistral.
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FIM DO SPOILER


E como se não bastasse os 9 episódios muito bem encaixados, todas as referências, os teasers, assim que você terminar de ver a série, será direcionado para um “behind the scenes” com os atores, criadores e produtores falando sobre todo o processo criativo da série chamado “O Universo de Stranger Things”.
Bom galera, aproveitem o fim de semana e maratonem essa série que está fazendo sucesso por toda a sua qualidade e acompanhem de perto o que acontece com Mike, Will, Lucas, Dustin e Eleven, nossos eternos gonnies ou clube dos otários, como preferirem.
Se você já viu a segunda temporada de Stranger Things, deixa ai seu comentário sobre o que achou, se não viu fala o que espera dela. Fui e até a próxima. Happy Halloween!!!
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Desejados

[Especial Halloween] Top 5: Desejados

25 outubro



Olá rascunheiros! Dando sequências nas postagens especiais do mês de Halloween decidi trazer a minha ‘wishlist’ de livros de terror/horror. Para começar vou citar dois quadrinhos que tenho desejado há um bom tempo, mas estou na esperança de esbarrar em uma promoção básica (aliás, nada melhor do que uma boa promoção de livros pra gente completar a nossa estante, oremos!) e em seguida vou citar dois clássicos e finalmente um livro mais recente.


Fragmentos do Horror (Junji Ito)
Como estou cada vez mais familiarizada em ler mangás e claro, pretendo conhecer diversos gêneros dentro deste universo, não poderia deixar de fora da minha lista um autor que é tão conhecido por seus quadrinhos de horror. Fragmentos do Horror traz uma coletânea de histórias curtas que prometem mexer com os nervos dos leitores, aterrorizar e exige que tenha estômago para realizar a leitura, são várias as promessas e estou curiosa para saber se é tudo isso que comentam.


Sinopse: Mestre do terror em quadrinhos, Junji Ito combina o surrealismo e o escatológico em suas histórias. O resultado é sempre bizarro, mas ainda assim — ou quem sabe até por isso mesmo — belo. Se você tem coragem (e estômago), não pode perder Fragmentos do Horror, primeiro livro de mangá publicado pela DarkSide Books. Fragmentos do Horror é uma coleção de histórias curtas, perfeitas para quem quer experimentar o que essa mente tão delirante é capaz de produzir. Itosan oferece ao leitor nove encontros com o desconhecido. Cada quadrinho pode ser fatal, cuidado! Entre as histórias da coletânea, temos uma mansão velha de madeira que gira sobre seus habitantes. Uma turma de dissecação com um assunto nada comum. Um funeral em que os mortos definitivamente não são postos para descansar. Variando do aterrorizante ao cômico, do erótico para o repugnante, essas histórias apresentam o retorno de Junji Ito há muito aguardado para o mundo do horror. Fragmentos do Horror faz parte da nova coleção DarkSide Graphic Novel Tokyo Terror e, como todos os títulos da Caveirinha, vem numa caprichosa edição em capa dura. A tradução foi feita diretamente do japonês e a publicação segue a orientação original, da direita para a esquerda — como tem que ser.


Wytches (Scott Snyder, Jock)
O autor Scott Snyder tem entre os seus trabalhos algumas HQs do Batman (aclamadas pela crítica) e outras histórias do universo da DC, portanto, fiquei bem curiosa para conhecer Wytches que conta uma nova versão sobre as histórias de bruxas que estamos habituados. As bruxas são descritas como seres perversos e diabólicos e prometendo ainda, um ótimo casamento entre o enredo e as ilustrações. Espero poder adquirir o exemplar em breve.


Sinopse: Esqueça tudo o que você já ouviu falar sobre bruxas; quase todas as informações devem estar erradas, de qualquer forma. Aquilo que você aprendeu na escola — que, por séculos, centenas de pessoas foram queimadas, torturadas, perseguidas e assassinadas por bruxaria — é um fato. O que ninguém contou para você é que essas pessoas morreram para proteger uma terrível realidade escondida dos meros mortais: bruxas, bruxas de verdade, existem e estão por aí. Elas são criaturas muito mais perversas e diabólicas do que você poderia pensar — e, portanto, muito mais assustadoras. Ver uma é coisa rara; sobreviver a elas é mais raro ainda. É por isso que quando a família Rook se muda para Litchfield, uma remota cidadezinha de New Hampshire, tentando escapar de uma experiência horrível ao recomeçar do zero, eles não entendem que algo sinistro vive nas florestas ao redor da cidade. Algo que os observa, esperando apenas por uma oportunidade. Algo muito antigo... e voraz. Você até pode conseguir feitiços e milagres delas, mas, para isso, vai precisar pagar o preço. Pai e filha vão descobrir que recomeçar pode ser bem mais difícil quando há uma conspiração secular que envolve a sua família em curso. Com reviravoltas chocantes e uma arte de arregalar os olhos, capaz de combinar medo e beleza, esta é uma obra sobre bruxas que deve ser levada a sério. Scott Snyder já provou suas habilidades como roteirista durante seu tempo escrevendo as hqs do Batman, uma das fases do herói mais aclamadas pela crítica e pelo público nos últimos tempos. Para esta série, ele chama o desenhista Jock, que além de também ter trabalhado em Batman, fez artes conceituais para Star Wars — Os Últimos Jedi e o filme ganhador do Oscar Ex_Machina: Instinto Artificial.


Grandes Contos (H.P. Lovecraft)
H.P. Lovecraft é conhecido como o autor que revolucionou a literatura do horror ao incluir elementos fantásticos tão comuns em livros de ficção científica e fantasia em suas obras, por si só essa afirmação me convence que preciso conhecer a fundo suas obras. Eu li apenas um conto dele e gostei bastante. Vale destacar que a edição é linda!


Edgar Allan Poe - Medo Clássico
Dando sequência nos clássicos não poderia deixar de citar a coletânea de contos do Edgar Allan Poe publicados na coleção Medo Clássico da Darkside. A edição é simplesmente incrível, inclui notas sobre o autor e até mesmo a versão original do poema “O Corvo” e a tradução do mesmo por dois grandes autores Machado de Assis e Fernando Pessoa.


O Vilarejo (Raphael Montes)
Um dos autores nacionais que pretendo conhecer é Raphael Montes, suas obras seguem com diversos elogios e parecem ser realmente aterrorizantes. Em “O Vilarejo” são contadas sete histórias de moradores diferentes de um lugar que vem sendo devastado aos poucos. Estou bem curiosa para conferir o resultado.

Sinopse: Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome. As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.

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Halloween

[Especial Halloween] Te conto um conto: O Aterrorizante Toque da Morte

23 outubro


Robert E. Howard é um escritor estadunidense que escreveu contos e poesias nos mais diversos gêneros. “Conan, O bárbaro” é uma de suas obras de maior destaque e pertence ao subgênero da fantasia “espada e feitiçaria”, do qual é considerado um dos precursores. Eu ainda pretendo falar melhor sobre essa obra um dia aqui no blog, mas hoje o foco será um dos contos presentes no livro “Rosto de Caveira, Os Filhos da Noite e Outros Contos” que como o nome já sugere é uma coletânea de contos fantásticos que conta com elementos sobrenaturais e também combates.
Adam Farrel era um velho que sempre viveu só em seu casarão, nunca teve amigos e sua morte contou apenas com duas testemunhas um médico, Doutor Stein, e um homem chamado Falred. Devido ao fato de Farrel não ter amigos, Falred decidiu que iria velar o corpo do velho durante a noite, mesmo que sozinho. O que ele não sabia é que aquela noite estava longe de ser uma noite tranquila.
Por se tratar de um conto relativamente curto não cabe nesta resenha conter muitos detalhes. O clímax fica por conta de todo o suspense em volta dos acontecimentos noturnos e em como a morte, por si só, é capaz de incomodar e perturbar. É possível sentir toda a tensão do personagem à medida que o medo vai tomando conta dele e o desfecho é sem dúvidas a cereja no topo do bolo.

Esse foi o conto que eu mais gostei do livro, ele contém a medida certa de suspense e terror psicológico. O desenvolvimento é rápido e dinâmico, mas não deixa de surpreender. Recomendo a todos que gostam do gênero.
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Halloween

[Especial Halloween] Te conto um conto: O Gato Preto

22 outubro


Falar do mês do terror e não citar Edgar Allan Poe é quase impossível, já que ficou conhecido justamente por sua vasta produção de histórias que envolvem suspense e o terror. As obras de Poe ainda desempenham um papel importante no universo literário, desde o século XIX Edgar vem inspirando grandes autores e continua sendo referência nos dias de hoje. Um dos personagens mais famosos de Poe é o detetive Dupin e "O Corvo" é um de seus poemas mais famosos. Hoje vou falar do conto "O Gato Preto" e foi publicado em 1843.
O conto é narrado em primeira pessoa e logo no início já sabemos que o narrador traz consigo um grande arrependimento devido a uma sucessão de fatos que o atormenta e que ele irá contar a fim de encontrar a paz de espírito. Ele conta que desde a infância sempre gostou de animais domésticos e se sentia feliz por alimentá-los e acariciá-los. Com o passar do tempo casou-se e encontrou na esposa a mesma disposição para cuidar dos animais.  Eles tinham peixes, passarinhos e um gato preto que deram o nome de Pluto.
Existem diversas superstições com relação a gatos pretos e em uma delas existe a alusão de que esses gatos são bruxas que se transformaram no animal e que cruzar com eles na rua traz má sorte. Como já mencionei isso é uma crendice popular que muitas pessoas até hoje acreditam, mas vale ressaltar que não tem nenhum embasamento científico e que em hipótese alguma ninguém tem o direito de maltratar nenhum animal. Dito isso, retorno ao conto, o gato era forte, belo e inteligente e sempre que conversavam sobre o assunto a esposa acabava por mencionar a superstição citada.
Junto com o vício em bebidas alcoólicas a afeição do narrador pelos animais se reduzia com o tempo. Logo, começou a maltratá-los. Mesmo que a princípio não quisesse machucar Pluto com o tempo acabou cometendo um ato inescrupuloso e tirou um dos olhos do animal. O gato se recuperou lentamente e continuava vagando pela casa agora com a órbita vazia, a princípio demonstrava um certo remorso, mas aos poucos foi tomado pela ira, decidiu então enforcar o gato.
Vou me deter nesse ponto para não resumir todo o conto que não é muito longo. É possível lê-lo em poucos minutos e recomendo a leitura para todos que gostam de terror. Mesmo com poucas palavras o conto se torna um tanto assustador, um pouco pelo fato da descrição das cenas de maus tratos ao animal e outro pela condição psicológica do narrador. Sobre a escrita não tem nem o que falar é muito bem feita. A diversidade vai ficar por conta das diversas traduções e como não li o conto traduzido por outras pessoas não posso indicar qual a melhor versão.


A narrativa é imparcial durante todo o texto, os eventos são narrados de forma crua, isentos de opinião ou lamentações durante a sucessão de fatos. Mesmo sabendo do arrependimento do narrador, que deixa claro que se sente envergonhado, a impressão que ele foi o mais sincero possível e que a história é aquela sem tirar e nem por. A reunião de todos esses elementos me prendeu como leitora e o desfecho me surpreendeu. Leitura mais do que indicada.
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Filmes

[Especial Halloween] Sessão Pipoca: A Babá

15 outubro


Olá rascunheiros! Como estamos em clima de Halloween aqui no blog decidi diversificar um pouco e trazer um filme de comédia de terror que estreou a pouco na Netflix, A Babá (The Babysitter - 2017). Eu sempre tive um certo preconceito com os filmes desse gênero já que os considero totalmente clichês e por vezes, com piadas forçadas. Por se tratar de um filme produzido pela Netflix resolvi dá uma chance.
Já adianto que o filme mantém grande parte dos clichês do gênero, já que vem com cenas de violência e sangue jorrando de forma exagerada, mas ainda assim não achei-o ruim. Não é um filme excepcional que merece um Oscar, mas é um filme que pode garantir boas gargalhadas e traz um enredo que prende, além de contar com um elenco que eu considero bom. Vou falar um pouco mais sobre o elenco, mas antes vou falar mais sobre a sinopse do filme.

Cole (Judah Lewis) é um nerd que vive sofrendo bullying, principalmente por aos treze anos ainda ter uma babá, a Bee (Samara Weaving). Bee carrega consigo todo o estereótipo pré-definido para uma babá em filmes no geral, ela é bonita e abusa de roupas curtas. Além disso, Cole é apaixonado por ela, mas a relação dos dois é bem legal, ela o compreende e dá atenção a ele. Até que um dia ele decide espionar a sua babá durante a noite e acaba presenciando um culto satânico organizado por Bee e seus amigos.
Como já mencionei os personagens são estereotipados, como grande parte dos filmes de comédia de terror produzido nos EUA. Cole tem a típica imagem de nerd, com roupas fora da moda e óculos. Bee como já mencionei abusa das roupas curtas e passa uma imagem de sensualidade. A líder de torcida interpretada pela Bella Thorne possui uma preocupação exacerbada com a beleza, cabe um parêntese aqui já que a atriz estrelou outro filme produzido pela Netflix o “Fica Comigo” que vale super a pena conferir. Tem ainda o atleta, interpretado por Robbie Amell, que fica a maior parte do filme sem camisa. Entre outros esteriótipos que já estamos tão habituados.


Mesmo com todos os estereótipos e clichês a história consegue prender justamente pela atuação dos personagens e pela forma como o suspense repleto de ação vai ganhando forma ao longo do filme. Como disse no início, esse não é um filme excepcional, a história não chega nem perto de ser profunda, mas ainda assim pode arrancar boas risadas e te deixar apreensivo. Mesmo não gostando do gênero, considerei o filme mediano. Se você estiver sem muita coisa pra fazer em busca de um passatempo pode ser uma boa opção.
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Halloween

[Especial Halloween] Você Sabe o que é CreepyPasta?

13 outubro



Olá Rascunheiros do terror. Renner de novo na área porque outubro e terror me deixam super animado. Hoje vim falar rapidinho de uma mídia de terror totalmente diferente. Não é filme e nem livro. A internet é um espaço relativamente novo e nem sempre os games de terror super realistas estiveram por aí. Assistir filmes também não era tão acessível pra geral e aí as pessoas se viravam com o que tinham. Então, alguns malucos resolveram criar histórias macabras e postar pros coleguinhas em blogs e fóruns. Esses minicontos de terror, suspense e mindfuck geralmente faziam paralelos muito fortes com a realidade, provocando medo pela possibilidade de ser real de fato. Estou falando das creepypastas.

Se vocês não conhecem, essas histórias são muito bem escritas, envolventes e que mexem com nossa imaginação de uma forma sinistra. Em geral é difícil dizer se uma creepypasta é baseada em uma história real ou não. O nome vem do termo copypasta, expressão usada na net pra definir textos que sofrem muito ctrl+c e ctrl+v, se tornando virais. Elas geralmente agregam arquivos como fotos, videos e áudios que só tornam a coisa mais convincente.

Hoje com menos força (já foi uma febre), as creepypastas variam muito de tema, tamanho e origem, mas costumam se encaixar em categorias: Narrativas, diários, rituais, episódios perdidos e partes secretas de jogos/jogos banidos. A questão é que isso entra na sua cabeça e te deixa atônito (e extasiado) por dias. Algumas creepypastas famosas seguem abaixo:

Os Rugrats - A teoria

Segundo a creepy, os rugrats (desenho) é apenas uma invenção da imaginação de angélica  e nenhuma das crianças realmente existe[...]





Leitura completa: Creepypasta - Rugrats

LSD - Dream Emulator

A alguns anos atrás enquanto eu procurava por jogos paranormais ou assustadores, eu esbarrei com um de origem japonesa totalmente obscuro e feito para Playstation chamado LSD: Dream Emulator [...]



Slender Man - O homem Esguio

Ele normalmente é visto usando um terno preto e é muito magro. É capaz de esticar seus membros e o próprio tronco para tamanhos desumanos a fim de seduzir suas presas [...]




Leitura completa: Creepypasta - Slenderman

Caverna do Dragão: O verdadeiro Final


Diz a lenda que o desenho “Caverna do Dragão” era escrito por um grupo de jogadores de RPG e que, depois de cada jogo, eles escreviam sua aventura e a transformavam em roteiro de desenho para vender para a produtora. Como todo jogo de RPG tem um final, o desenho também teve. Mas esse final nunca foi ao ar. Sabe porque? [...]

          Bom, existem muitas creepypastas na internet e se você está afim de uma leiturinha de terror e não tem nenhum livro em casa, fica a dica dessa que, por muito tempo foi uma maneira de passar o tempo pra mim quando a net não permitia assistir filmes em streaming ou vídeos no youtube.
Até a próxima pessoal e aproveitem o mês do Terror.

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Filmes

Sessão Pipoca Halloween: Jogo Perigoso

07 outubro




Fala pessoal, Renner aqui pra falar do filme Jogo Perigoso como prometido. Stephen King está com tudo, recebendo adaptações de suas obras por todo lado. Só em 2017 tivemos pelo menos 5:
- It: A coisa (parte 1);
- O Nevoeiro (série original Netflix);
- A Torre Negra;
- Jogo Perigoso;
- Mr Mercedes;
Não é nenhuma novidade que as obras do rei do terror sejam tão adaptadas ao cinema e televisão já que são muitas e muito marcantes pela sua qualidade. Entretanto, nem todas conseguem se sair tão bem quanto a obra escrita devido a alguns erros decisivos nas adaptações. A série O nevoeiro mesmo já foi cancelada para segunda temporada, A Torre Negra não rendeu muito público, a antiga série de 2013, Sob a Redoma, também não agradou a muitos. Bom, esse não parece ser o caso de Jogo Perigoso. Como alguns devem saber, tem a resenha da obra escrita aqui no blog, postada semana passada. Vi o filme assim que lançado e bem: A adaptação foi muito bem feita. Pode não render público por falta de divulgação, mas é boa.
Primeiro de tudo, devo lembrar aos leitores que cada mídia de entretenimento é única e, portanto, nem tudo que funciona bem na obra escrita funciona pro cinema/TV. O livro não tem limitações de caracteres enquanto os filmes e séries tem limite de tempo máximo. Desta forma, geralmente as obras são condensadas. Entretanto Jogo Perigoso coube bem nas suas 1 hora e 43 minutos. Senti que a tensão da cena do copo d’água foi um pouco cortada pela cena ser tão rápida, mas parece que foi necessário. O filme da o tempo certo para cada cena e foca nas partes importantes, as cenas do cachorro, os dramas pessoais das memórias de Jess e seus problemas familiares, além das consciências dela levando-a as conclusões. Com toda a liberdade criativa para adaptar, diria que o filme ficou muito bom, um pouco corrido, mas isso é porque eu li o livro e nele a obra é completa. A adaptação cobre bem todos os pontos importantes da obra e, de quebra, traz a tona cenas bastante complicadas de assistir. Uma modificação no roteiro que funciona bem são as consciências, que no livro são a esposinha e a antiga amiga Ruth Neary, enquanto no filme são os próprios protagonistas (Jessie e Gerald). A importância das consciências no filme é um pouco menor, mas ainda funciona. O filme também se passa nos dias atuais (tem um telefone celular) enquanto o original tinha um fixo no quarto. Outra adaptação que impactou em cenas do filme foi o fato de no filme Jess estar com uma camisola, enquanto no livro ela está apenas de calcinha. Em momentos conclusivos a roupa faz a diferença numa cena. Pela ausência da consciência de Ruth, o final do filme sofre uma mudança, com uma carta literal endereçada a alguém que não pode recebê-la. Provavelmente o orçamento do filme foi bem baixo, permitindo um bom retorno. Inicialmente já seria, uma vez que boa parte das cenas são no quarto ou na beira do lago e a quantidade de personagens já é reduzida, mas o pessoal deu um jeito de cortar ainda mais personagens para economizar (não tem o advogado amigo, nem Ruth e esposinha). Concluindo, o filme é uma adaptação de qualidade e com muito menos divulgação do que merecido, vale a pena a pipoca. Só lembrem-se: É preciso ter estômago para assistir algumas coisas, o filme deveria ter um disclaimer porque algumas cenas são reais demais.
Fatos curiosos:
Se It: A Coisa (2017)  foi lançado 27 anos após o primeiro filme fazendo referência aos intervalos de aparição de pennywise, Jogo Perigoso foi lançado logo após o acontecimento de um eclipse solar total em 21 de agosto (Eclipse), cena importante na memória de Jessie durante o filme. O livro também foi lançado após um eclipse solar de 1991.
SPOILER:
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Durante o filme, quando o cachorro come parte do cadáver Gerald, uma das consciências diz “fora o cujo ali?”, fazendo referência à outra obra de King chamada Cujo, cujo protagonista é um cachorro que... vocês sabem.
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END SPOILER
Bom galera, é isso aí. Caso não possam comprar o livro por agora, fica aí o filme, dica de programinha de outubro para o Halloween. Qualquer coisa comentem aqui o que acharam. Vejo vocês na próxima. Fui!!!
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