Filmes

[Especial Halloween] Sessão Pipoca: A Babá

15 outubro


Olá rascunheiros! Como estamos em clima de Halloween aqui no blog decidi diversificar um pouco e trazer um filme de comédia de terror que estreou a pouco na Netflix, A Babá (The Babysitter - 2017). Eu sempre tive um certo preconceito com os filmes desse gênero já que os considero totalmente clichês e por vezes, com piadas forçadas. Por se tratar de um filme produzido pela Netflix resolvi dá uma chance.
Já adianto que o filme mantém grande parte dos clichês do gênero, já que vem com cenas de violência e sangue jorrando de forma exagerada, mas ainda assim não achei-o ruim. Não é um filme excepcional que merece um Oscar, mas é um filme que pode garantir boas gargalhadas e traz um enredo que prende, além de contar com um elenco que eu considero bom. Vou falar um pouco mais sobre o elenco, mas antes vou falar mais sobre a sinopse do filme.

Cole (Judah Lewis) é um nerd que vive sofrendo bullying, principalmente por aos treze anos ainda ter uma babá, a Bee (Samara Weaving). Bee carrega consigo todo o estereótipo pré-definido para uma babá em filmes no geral, ela é bonita e abusa de roupas curtas. Além disso, Cole é apaixonado por ela, mas a relação dos dois é bem legal, ela o compreende e dá atenção a ele. Até que um dia ele decide espionar a sua babá durante a noite e acaba presenciando um culto satânico organizado por Bee e seus amigos.
Como já mencionei os personagens são estereotipados, como grande parte dos filmes de comédia de terror produzido nos EUA. Cole tem a típica imagem de nerd, com roupas fora da moda e óculos. Bee como já mencionei abusa das roupas curtas e passa uma imagem de sensualidade. A líder de torcida interpretada pela Bella Thorne possui uma preocupação exacerbada com a beleza, cabe um parêntese aqui já que a atriz estrelou outro filme produzido pela Netflix o “Fica Comigo” que vale super a pena conferir. Tem ainda o atleta, interpretado por Robbie Amell, que fica a maior parte do filme sem camisa. Entre outros esteriótipos que já estamos tão habituados.


Mesmo com todos os estereótipos e clichês a história consegue prender justamente pela atuação dos personagens e pela forma como o suspense repleto de ação vai ganhando forma ao longo do filme. Como disse no início, esse não é um filme excepcional, a história não chega nem perto de ser profunda, mas ainda assim pode arrancar boas risadas e te deixar apreensivo. Mesmo não gostando do gênero, considerei o filme mediano. Se você estiver sem muita coisa pra fazer em busca de um passatempo pode ser uma boa opção.
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Halloween

[Especial Halloween] Você Sabe o que é CreepyPasta?

13 outubro



Olá Rascunheiros do terror. Renner de novo na área porque outubro e terror me deixam super animado. Hoje vim falar rapidinho de uma mídia de terror totalmente diferente. Não é filme e nem livro. A internet é um espaço relativamente novo e nem sempre os games de terror super realistas estiveram por aí. Assistir filmes também não era tão acessível pra geral e aí as pessoas se viravam com o que tinham. Então, alguns malucos resolveram criar histórias macabras e postar pros coleguinhas em blogs e fóruns. Esses minicontos de terror, suspense e mindfuck geralmente faziam paralelos muito fortes com a realidade, provocando medo pela possibilidade de ser real de fato. Estou falando das creepypastas.

Se vocês não conhecem, essas histórias são muito bem escritas, envolventes e que mexem com nossa imaginação de uma forma sinistra. Em geral é difícil dizer se uma creepypasta é baseada em uma história real ou não. O nome vem do termo copypasta, expressão usada na net pra definir textos que sofrem muito ctrl+c e ctrl+v, se tornando virais. Elas geralmente agregam arquivos como fotos, videos e áudios que só tornam a coisa mais convincente.

Hoje com menos força (já foi uma febre), as creepypastas variam muito de tema, tamanho e origem, mas costumam se encaixar em categorias: Narrativas, diários, rituais, episódios perdidos e partes secretas de jogos/jogos banidos. A questão é que isso entra na sua cabeça e te deixa atônito (e extasiado) por dias. Algumas creepypastas famosas seguem abaixo:

Os Rugrats - A teoria

Segundo a creepy, os rugrats (desenho) é apenas uma invenção da imaginação de angélica  e nenhuma das crianças realmente existe[...]





Leitura completa: Creepypasta - Rugrats

LSD - Dream Emulator

A alguns anos atrás enquanto eu procurava por jogos paranormais ou assustadores, eu esbarrei com um de origem japonesa totalmente obscuro e feito para Playstation chamado LSD: Dream Emulator [...]



Slender Man - O homem Esguio

Ele normalmente é visto usando um terno preto e é muito magro. É capaz de esticar seus membros e o próprio tronco para tamanhos desumanos a fim de seduzir suas presas [...]




Leitura completa: Creepypasta - Slenderman

Caverna do Dragão: O verdadeiro Final


Diz a lenda que o desenho “Caverna do Dragão” era escrito por um grupo de jogadores de RPG e que, depois de cada jogo, eles escreviam sua aventura e a transformavam em roteiro de desenho para vender para a produtora. Como todo jogo de RPG tem um final, o desenho também teve. Mas esse final nunca foi ao ar. Sabe porque? [...]

          Bom, existem muitas creepypastas na internet e se você está afim de uma leiturinha de terror e não tem nenhum livro em casa, fica a dica dessa que, por muito tempo foi uma maneira de passar o tempo pra mim quando a net não permitia assistir filmes em streaming ou vídeos no youtube.
Até a próxima pessoal e aproveitem o mês do Terror.

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Penguim

[Dia das Crianças] Resenha: O Jardim Secreto

12 outubro


O dia das crianças é uma data que sempre me deixa um pouco nostálgica lembrando da minha infância. Desde muito cedo eu sempre gostei de ler e apesar de ter lido uma quantidade significativa de livros, são pouco que me recordo nitidamente, mas alguns autores ficaram na lembrança, vale citar J.K. Rowling, Pedro Bandeira e Maurice Druon. Nem preciso mencionar as diversas adaptações dos clássicos infantis que tive contato seja lendo ou assistindo animações. Foi através de uma animação que conheci a história “O Jardim Secreto”. Eu não me recordo nitidamente de todos os detalhes do filme, mas lembro que me encantei com a história e foi tomada por esse sentimento nostálgico que decidi iniciar a leitura desse clássico infantil incrível.

A história inicia-se na Índia onde é apresentada a protagonista Mary Lennox, uma criança antipática, magricela, de cabelos ralos e desprovida de beleza. O pai dela trabalhava para o governo e sempre estava muito ocupado, a mãe por sua vez era uma mulher bonita e alegre, porém nunca teve interesse em Mary, assim que a colocou no mundo entregou para aia (babá em hindu) criá-la e deu a entender que não queria a criança por perto. Foi assim, desprovida de amor materno e paterno que Mary cresceu e seguiu dando ordens aos seus empregados que faziam de tudo para que ela fosse agradada, até o dia em que ocorre uma epidemia de cólera que deixa a garotinha órfã e então ela vê sua realidade se transformando aos poucos. Primeiro, ela foi encaminhada para um lar provisório e em seguida foi enviada a um tio distante na Inglaterra.
O tio, assim como seus pais não quis se aproximar dela, deixou-a sob os cuidados de empregados. Assim Mary se vê em uma nova realidade, os empregados já não se preocupam tanto em agradá-la e deixam com que ela fique ao ar livre, a única restrição que possui é que não fique andando pela casa. Aos poucos Mary descobre os prazeres de estar ao ar livre e fica instigada a descobrir os segredos que se ocultam nos jardins da mansão, já que fica sabendo da existência de um jardim secreto. Ela logo encontra o Jardim Secreto e fica impressionada com a beleza do lugar e começa a cuidar do lugar todos os dias sem contar para os adultos.
"Mary era uma pessoinha estranha e determinada, e agora que tinha algo interessante em que concentrar sua determinação, ficou obstinada para valer. Trabalhava muito cavoucando a terra e arrancando o mato, e à medida que as horas iam passando, ela se sentia satisfeita com seu trabalha, ao invés de se cansar dele. (...)"
Não tarda muito para Mary descobrir mais um segredo, durante as noites de chuva ela escuta uma criança chorando até que um dia acaba conhecendo seu primo Colin, um garoto acamado e que assim como Mary é muito mimado e todos fazem a sua vontade. O fato dele não gostar de outras pessoas foi o que o levou a se manter escondido, na verdade ele acha que todas as pessoas estão olhando para ele com dó, já que suas pernas são fracas e por isso, não consegue andar. Além disso, ele se sente condenado a morte. Mary não se intimida com a presença dele e ele também não se intimida com a dela, dando início a uma amizade.
A amizade dos dois se torna uma bela história e é o Jardim Secreto que os une cada vez mais, ajudando-os através de suas plantas e beleza a descobrir os prazeres da infância, a terem vontade de viver e acima de tudo a terem esperanças.
Passei por alto um pouco sobre os dois personagens principais da história e tentei ao máximo não entrar nos mínimos detalhes, para que quem não conhece a obra não tenha spoilers e também por acreditar que o encanto está justamente nos detalhes. Apesar da história ser infantil eu encontrei personagens densos, bem compostos e que encontram juntos na forma da amizade uma maneira de se enxergarem crianças, mesmo com a ausência de amor paternal ou maternal acham conforto em um jardim a muito abandonado devido a uma tragédia. A antipatia dos dois protagonistas é compreensível e em nenhum momento deixa a leitura cansativa.
No início do livro tem uma contextualização histórica sobre a obra e sobre a sua autora que vale a pena ser lida, mas pra quem ainda não conhece a história indico lê-la apenas depois de ter realizado a leitura por completo, pois nela contém o perfil dos personagens e detalhes do enredo que podem revelar um pouco mais do que o devido.

Eu gostei muito da leitura e recomendo a todos, adultos ou crianças, se estiverem interessados. Outros livros infantis já foram resenhados aqui no blog, aproveito para deixar o link caso estejam interessados, são eles: A Bela e a Fera, O Mágico de Oz, A Fantástica Fábrica de Chocolates, A mais bela de todas, Diário de uma garota nada popular, Extraordinário, João e Maria, Matilda, Once Upon a Time e muitos outros. Espero que tenham gostado da postagem e se quiserem deixem um comentário, vou adorar conhecer a opinião de vocês.
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Filmes

Sessão Pipoca Halloween: Jogo Perigoso

07 outubro




Fala pessoal, Renner aqui pra falar do filme Jogo Perigoso como prometido. Stephen King está com tudo, recebendo adaptações de suas obras por todo lado. Só em 2017 tivemos pelo menos 5:
- It: A coisa (parte 1);
- O Nevoeiro (série original Netflix);
- A Torre Negra;
- Jogo Perigoso;
- Mr Mercedes;
Não é nenhuma novidade que as obras do rei do terror sejam tão adaptadas ao cinema e televisão já que são muitas e muito marcantes pela sua qualidade. Entretanto, nem todas conseguem se sair tão bem quanto a obra escrita devido a alguns erros decisivos nas adaptações. A série O nevoeiro mesmo já foi cancelada para segunda temporada, A Torre Negra não rendeu muito público, a antiga série de 2013, Sob a Redoma, também não agradou a muitos. Bom, esse não parece ser o caso de Jogo Perigoso. Como alguns devem saber, tem a resenha da obra escrita aqui no blog, postada semana passada. Vi o filme assim que lançado e bem: A adaptação foi muito bem feita. Pode não render público por falta de divulgação, mas é boa.
Primeiro de tudo, devo lembrar aos leitores que cada mídia de entretenimento é única e, portanto, nem tudo que funciona bem na obra escrita funciona pro cinema/TV. O livro não tem limitações de caracteres enquanto os filmes e séries tem limite de tempo máximo. Desta forma, geralmente as obras são condensadas. Entretanto Jogo Perigoso coube bem nas suas 1 hora e 43 minutos. Senti que a tensão da cena do copo d’água foi um pouco cortada pela cena ser tão rápida, mas parece que foi necessário. O filme da o tempo certo para cada cena e foca nas partes importantes, as cenas do cachorro, os dramas pessoais das memórias de Jess e seus problemas familiares, além das consciências dela levando-a as conclusões. Com toda a liberdade criativa para adaptar, diria que o filme ficou muito bom, um pouco corrido, mas isso é porque eu li o livro e nele a obra é completa. A adaptação cobre bem todos os pontos importantes da obra e, de quebra, traz a tona cenas bastante complicadas de assistir. Uma modificação no roteiro que funciona bem são as consciências, que no livro são a esposinha e a antiga amiga Ruth Neary, enquanto no filme são os próprios protagonistas (Jessie e Gerald). A importância das consciências no filme é um pouco menor, mas ainda funciona. O filme também se passa nos dias atuais (tem um telefone celular) enquanto o original tinha um fixo no quarto. Outra adaptação que impactou em cenas do filme foi o fato de no filme Jess estar com uma camisola, enquanto no livro ela está apenas de calcinha. Em momentos conclusivos a roupa faz a diferença numa cena. Pela ausência da consciência de Ruth, o final do filme sofre uma mudança, com uma carta literal endereçada a alguém que não pode recebê-la. Provavelmente o orçamento do filme foi bem baixo, permitindo um bom retorno. Inicialmente já seria, uma vez que boa parte das cenas são no quarto ou na beira do lago e a quantidade de personagens já é reduzida, mas o pessoal deu um jeito de cortar ainda mais personagens para economizar (não tem o advogado amigo, nem Ruth e esposinha). Concluindo, o filme é uma adaptação de qualidade e com muito menos divulgação do que merecido, vale a pena a pipoca. Só lembrem-se: É preciso ter estômago para assistir algumas coisas, o filme deveria ter um disclaimer porque algumas cenas são reais demais.
Fatos curiosos:
Se It: A Coisa (2017)  foi lançado 27 anos após o primeiro filme fazendo referência aos intervalos de aparição de pennywise, Jogo Perigoso foi lançado logo após o acontecimento de um eclipse solar total em 21 de agosto (Eclipse), cena importante na memória de Jessie durante o filme. O livro também foi lançado após um eclipse solar de 1991.
SPOILER:
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Durante o filme, quando o cachorro come parte do cadáver Gerald, uma das consciências diz “fora o cujo ali?”, fazendo referência à outra obra de King chamada Cujo, cujo protagonista é um cachorro que... vocês sabem.
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END SPOILER
Bom galera, é isso aí. Caso não possam comprar o livro por agora, fica aí o filme, dica de programinha de outubro para o Halloween. Qualquer coisa comentem aqui o que acharam. Vejo vocês na próxima. Fui!!!
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Halloween

[Especial Halloween] Resenha: Jogo Perigoso

01 outubro


Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Avaliação: 4/5 estrelas
Páginas: 336



                   Olá rascunheiros, Renner de novo aqui pra falar com vocês de terror. Isso mesmo, mês de Outubro com direito a sexta-feira 13 (yeahhh) vai ser o terror! E pra abrir esse mês, vamos falar de um livro que li em agosto de um autor que é o rei do terror. No ano passado tivemos um especial de Halloween com ele mesmo abrindo (Misery, resenha aqui).

                Hoje vamos falar de um livro um tanto controverso de Stephen King: Jogo Perigoso. Muitos fãs não gostam muito desse livro porque na época em que foi escrito (1992) King vinha numa maré de bons livros com criaturas misteriosas e esse livro é um thriller mais voltado pra condição humana de forma geral (assim como o Misery). Outros acham este livro meio arrastado, mas a verdade é que ele é um livro com muitos detalhes das cenas, com uma enrolaçãozinha que tem a função de criar aquela tensão de suspense, esperando alguma coisa acontecer. O início do livro mais parece um capítulo de 50 tons de cinza, mas assim que algo inesperado acontece, começa o livro de fato. Na minha opinião (e na de Bernard Cornwell) uma escrita muito difícil, já que é praticamente um monólogo em um único ambiente.
                A obra começa com um jogo sexual feito num rancho particular pra apimentar o casamento de um casal a beira dos 40 que dá muito errado quando a mulher (que de cara percebe-se que despreza o marido) numa reação descontrolada vê seu marido ter um ataque cardíaco e cair da cama. Nesse momento de preliminares sexuais, ela se encontra seminua e presa por algemas reais a cabeceira da cama. A partir daí vem todas as fases que uma situação complexa dessas pode gerar:
Negação – ela não acredita que ele possa ter morrido durante o ataque ou a queda e tenta gritar para que ele acorde...
Desespero – descobrindo que seu marido está morto, ela começa a prestar atenção aos sons próximos e tenta gritar para que algum vizinho escute...
Aceitação – Quando chega à conclusão que ninguém está por perto e ninguém virá ajudá-la, aceita que está condenada a definhar ali, algemada no meio do nada...
                A partir daí, começam a surgir vozes (sim, ela ouve vozes internas) com personalidades distintas dela. Uma esposinha passiva e submissa que gosta de fazer tudo para agradar o marido e ter a vida perfeita e uma mais forte, #girlpower que tenta ajudá-la a raciocinar para que ela esgote as possibilidades para tentar escapar da morte certa. Mas estar presa só traz a tona velhas lembranças enterradas por toda uma vida (a roda que range), e essas lembranças remoídas acabam ajudando em alguns pontos o caminho dela. Se e como ela consegue escapar é com vocês, pessoal, só ler.
                

                Pessoalmente eu gostei muito do livro e achei muito bem feito porque ele é muito descritivo e mesmo pessoas com pouca imaginação conseguem desenhar bem as cenas. Já pessoas como eu (uma imaginação tão vívida!) chegam a criar um filme completo na mente e devido ao teor dos temas abordados aqui (pedofilia, necrofilia, carne humana rolando, abuso sexual, etc, etc) isso se torna quase torturante em alguns pontos. Houve momentos em que eu precisei parar um minuto, tomar uma água, comer alguma coisa e esperar o estômago se acalmar para continuar. Outro ponto que chama bastante atenção de forma positiva é a acurácia realística da coisa: Os fatores do comportamento biológico (circulação sanguínea, dores no corpo), a física dos acontecimentos (a cena do copo d’água) são muito bem projetados para que pareça uma situação real e ela se torna totalmente plausível. Entretanto, é um livro bem 8 ou 80 e a maioria odeia essa obra do King, acha arrastada. Para os que não sabem, dia 29/09/17 saiu o filme adaptado dessa obra pela Netflix, o qual vai ter uma resenha aqui semana que vem, comparando as obras escrita e cinematográfica.
Bom galera, para não dar spoilers da obra, por hoje é só. Espero que tenham a oportunidade de ler este livro, mas lembrem: É para quem tem bom estômago (ou nenhuma imaginação).
Deixa aí sua opinião nos comentários e que venha o mês do Terror!
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HQs/Mangás

Resenha: Orange (Volume 1 ao 4)

30 setembro

Autor: Ichigo Takano
Editora: JBC
Clássificação: 5/5 estrelas
Já não é novidade que cada vez mais eu tenho me aproximado do universo dos mangás e tenho que confessar que os chamados shoujo (quadrinhos voltados para o público feminino) tem ganhado um bom espaço na minha estante e é nesse gênero que se encaixa Orange. Desde a primeira vez que ouvi sobre este mangá já sabia que era uma história bem bonitinha que aquece o coração e eu não estava errada.
Essa será uma resenha breve, já que não vou me aprofundar muito na sinopse de cada um dos mangás (não quero estragar a leitura de vocês com spoilers), vou me reter um pouco mais nos sentimentos durante a leitura.

Orange traz a história de Naho uma adolescente de dezesseis anos que está frequentando o colegial e que tem em suas mãos uma carta escrita por ela no futuro, pra ser mais específica a Naho de vinte e seis anos escreveu uma carta para a Naho de dezesseis anos. O conteúdo da carta fala sobre os arrependimentos que ela deve evitar durante o ano que tem pela frente no colegial. Um adolescente por si só já precisa lidar com diversos problemas da fase em que está vivendo e imagina ainda ter que lidar com as consequências de suas atitudes no presente e que no futuro irão significar uma dor irreparável. Naho após constatar que os fatos narrados pela carta são verídicos se vê tomada pelo medo de não conseguir evitar que o futuro se torne realidade. Ela ainda fica na dúvida sobre contar ou não aos seus amigos sobre a carta que recebeu, pois agir sozinha fica cada vez mais difícil.

Essa é uma história sobre amizades, arrependimentos e perdas. Ao mesmo tempo que tem um tom leve traz uma narrativa diferenciada que me envolveu do início até o momento e vem me deixando ansiosa pelo final. Acredito que a maior tortura de qualquer leitor seja ficar ansioso para ler o final de uma história, principalmente quando já se sabe que o final está publicado, pois bem, é assim que me encontro. A história é dividida em cinco volumes e o quinto encontra-se indisponível nos sites que costumo comprar, agora estou na torcida para consegui-lo o mais breve possível para enfim amarrar as pontas dessa história.
Vale ressaltar que por mais que se trate de cartas oriundas do futuro essa não é uma trama complexa e que aborda por exemplo o paradoxo temporal, o autor optou por tratar o tema de uma forma mais simples e traz uma explicação embasada em uma realidade alternativa, ou seja, mesmo que o presente altere o futuro ainda irá existir uma realidade em que aconteceu os fatos narrados pela carta.

Esse é um mangá que sem dúvidas vale a pena ser conhecido por quem gosta de tramas que possuem uma boa dose de drama e que podem levar do riso as lágrimas em poucos instantes. Para um parecer um pouco mais técnico os traços das ilustrações são lindos e o nível de detalhes incríveis, mesmo não conhecendo o Japão pesquisei um pouco sobre alguns lugares citados e posso dizer que a forma como foram retratados ficaram de fato bem reais. Sem dúvidas essa série já tem um lugarzinho reservado no meu coração.

Se quiser me conta nos comentários o que achou desse post, vou adorar saber a sua opinião. ;)

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Biografia

Sessão Pipoca - A biografia dos gênios

24 setembro



Fala pessoal, tô de volta com mais filmes daqueles que você PRECISA assistir ainda nesta vida.

Hoje o tema é bastante nerd porque os filmes que vamos falar são sobre gênios da história. Por ter sido a vida inteira obcecado por mudar o mundo de forma positiva, sempre tive uma atração magnética por filmes biográficos de pessoas brilhantes e acredito que sejam filmes que, além de trazer um caminhão de cultura, nos motivam a ser melhores, a fazer a diferença positiva no mundo.

Uma Mente Brilhante (2001)

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Este filme de 2001 retrata a vida de um grande matemático que nunca teve o devido reconhecimento (na minha opinião). John Forbes Nash é o responsável, dentre outras coisas, pela teoria dos jogos (que já foi utilizada em estratégia militar, economia, comportamento animal, etc, etc). No filme, premiado por 4 Oscars (indicado a 8), a vida de Nash é retratada durante sua jornada acadêmica, mostrando as dificuldades (as manias de nerd), o sucesso e os problemas de saúde do mesmo. O filme é baseado na obra literária homônima (os bookworms podem ler também se preferirem) e é um ótimo programa de fim de semana.

O Jogo da Imitação (2014)

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Segunda Guerra, a Alemanha nazista de Hitler fazendo grandes avanços territoriais contra os países aliados. Nesse cenário de bombardeios surpresa e ataques rápidos (cuja fotografia é incrível, os ambientes são muito imersivos), conhecer os planos inimigos era de importância ímpar para poder contra-atacar e evacuar cidades. Londres era constantemente bombardeada e o desespero surgiu entre os aliados com um nome: ENIGMA. ENIGMA era uma máquina codificadora das mensagens trocadas pelo eixo, revolucionando a história da criptografia. Em desespero e perdendo a guerra, o governo inglês investe em inteligência e entra em cena o cripto-analista inglês Alan Turing, o qual tenta durante o filme criar uma maneira de decifrar em tempo hábil as mensagens alemãs e mudar o panorama da guerra. Interpretado por Benedict Cumberbatch de uma forma cativante, Turing constrói uma máquina monstruosa (que viria a ser a precursora dos primeiros computadores) que ele afirma ser capaz de decifrar ENIGMA. Além disso, Turing também faz menção a uma de suas famosas criações no filme, o Teste de Turing. Com algum drama e licença histórica (não é 100% fiel a realidade em alguns pontos), este filme se baseia levemente no livro “Alan Turing: The Enigma” de Andrew Hodges e vale toda a pipoca e 'refri' que você puder comprar.

A Teoria do Tudo (2014)

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Mais conhecido pelo público em geral e sucesso de bilheteria, este filme é inspirado no livro da ex-esposa de Stephen Hawking “Travelling to Infinity: My Life with Stephen” e trata da vida de um dos mais famosos físicos da atualidade. Não é mistério para a maioria que Stephen Hawking, além de genial em seu trabalho como Físico Teórico e cosmólogo é um grande guerreiro que superou barreiras inacreditáveis para continuar fazendo o que mais gostava: desvendar o mundo. Neste filme, (interpretado com mérito por Eddie Redmayne) vemos todo a genialidade de seus trabalhos e todo o drama da esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa que consome aos poucos as funções motoras colocando-o em uma cadeira de rodas até chegar em uma situação extrema em que é incapaz de falar. Entretanto isso nunca foi uma barreira para ele, que tem uma voz mecânica muito conhecida  e tem constantemente ajudado a humanidade a compreender nosso universo. O filme é um drama bastante romantizado mas muito bom de se assistir com os amigos nerds ou a(o) namorada(o). Se quiser dicas de leitura, o Hawking escreveu alguns livros de ciência para leigos, “Uma Breve História do Tempo” e “O Universo Numa Casca de Noz” muito aclamados pelo público.

Jobs (2013)

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Nem tudo sobre mudar o mundo é sobre ciência (mas sempre passa por ela). Steve Jobs talvez tenha sido uma das maiores figuras públicas de hoje e não é por menos. Mesmo não sendo quem desenvolveu a maioria dos seus produtos revolucionários, foi um visionário que idealizou cada página virada na tecnologia e transformou dispositivos móveis em necessidade absoluta. Existem muitos filmes/documentários sobre sua vida por aí, mas aqui vou sugerir o que Ashton Kutcher interpreta Jobs por algumas razões: Documentários se preocupam somente com relatar os fatos, sendo pouco atraente e esta obra retrata bem o time Apple (apesar de focar ainda muito em Jobs) trazendo Steve Wozniak, peça importante desse quebra-cabeças. Conta de forma resumida a trajetória de ascensão e demissão de Jobs com a Apple, explicando o seu retorno e seus “defeitos” de perfeccionismo e aparente loucura. Novamente para os que preferem sempre ler, temos a biografia de Jobs (uma de capa branca com a foto dele com a mão no queixo) que é um best-seller daqueles.
Bom, essa lista já está ficando grande então vou só fazer umas menções honrosas e finalizar por aqui. Cabe no programinha de sábado a noite assistir “A Rede Social” que conta a trajetória do criador do facebook, “Infinity” sobre Richard Feynman interpretado por ‘Ferris Bueller’ e “O Segredo de Nikola Tesla” , filme antigo sobre o gênio altruísta da eletricidade (que espero que façam um mais novo, Tesla merece reconhecimento).
Se tiver alguma sugestão de filme que faltou ou alguma coisa para acrescentar, deixe seu comentário aí. Ele é muito importante pra gente. Até a próxima.

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