Sobre Livros

2019 com livros

15 janeiro


Ao início de cada ano é comum nos pegarmos planejando e criando resoluções para ter um ano conforme o esperado. Porém, sabemos que é muito difícil cumprir essas metas, no início começamos motivados e acreditando que iremos conseguir e aos poucos vamos deixando de lado esses objetivos. Já faz muito tempo que abandonei metas (listas) de leitura porque eu creio que devemos ler o que somos instigados pelo momento e ler por obrigação não é algo que vai se tornar prazeroso de uma hora para outra. Além disso, quantidade não define qualidade. Por isso, a minha proposta para esse ano é ler o que me faz bem e seguir mantendo o hábito de leitura, mesmo com o tempo corrido.

Ao longo do ano passado eu li poucos livros, mas foi um ano extremamente feliz com relação as leituras, me despi de preconceitos literários e li gêneros que talvez não consideraria em outras épocas, mas que naquele determinado momento fez sentido e se encaixava com o que buscava. Passei por diversas "ressacas literárias" e teve meses que simplesmente não consegui concluir nenhum livro, um dos aprendizados mais valiosos do ano que passou é que me conheci mais como leitora e reconheço que tenho muito mais para aprender.

Não vou determinar um número de livros que irei ler e nem o tipo, vou apenas me comprometer a ler o que eu quero e deixar a mente aberta para novos gêneros, novas experiências literárias, sem pressão, buscando o equilíbrio e o prazer que somente os livros podem trazer.

Se você está começando no universo dos livros e não tem o hábito de ler, não tenha medo de abandonar uma leitura, procure livros que te agradem e que estimulem o hábito da leitura. Assim, com o passar do tempo ler um livro se torna algo natural e pode ser inclusive que leia e goste daquele livro que foi abandonado algum dia. Leia o que te faz bem!
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Harper Collins

Te conto um conto: A liga dos ruivos

11 janeiro

Título: A Liga dos Ruivos (Sherlock Holmes: obra completa - Volume 1)
Autor: Arthur Conan Doyle
Editora: Harper Collins
Páginas: 272 a 293
Ano: 2016

Já faz um tempo que planejava voltar a escrever para essa coluna no blog, pois sou apaixonada por contos e acabei não lendo tanto quanto gostaria no ano passado. E para abrir com chave de ouro o ano de 2019 não poderia escolher outro autor que não fosse Sir. Arthur Conan Doyle, o criador de um dos detetives mais famosos do mundo Sherlock Holmes. O conto em questão é bem curtinho e está entre "As Aventuras de Sherlock Holmes", que compreende os primeiros contos que Doyle escreveu de Sherlock e seu amigo Watson. Na tradução da Harper Collins o título ficou como "A liga dos ruivos", mas em outras traduções um título muito usado foi "A Liga dos Cabeças Vermelhas".

Sherlock Holmes é um detetive muito peculiar que apenas com suas observações consegue chegar a conclusões surpreendentes. Inteligente, excêntrico e gosta de um bom desafio. Sua fama percorre Londres e muitas pessoas o procuram, mas são os casos mais estranhos que o instigam. Watson segue sendo um grande amigo para ele e sempre o acompanha para desvendar os casos mais surpreendentes. Quando o Sr. Jabez Wilson o procura ele não hesita em aceitar o caso e conto já começa com a clássica descrição das deduções de Sherlock sobre o homem que busca-o para desvendar um mistério. O seu cliente relata o caso dizendo que tudo começou com um anuncio de jornal que buscava um ruivo legítimo para participar de uma liga exclusiva para quem tivesse essa característica.

"À liga dos ruivos:Por doação do finado Exekiah Hopkins, de Lebanon, Pensilvânia, EUA, existe agora outra vaga que dá direito a um membro da Liga a receber um salário de quatro libras por semana por serviços puramente nominais. Todos os homens ruivos de perfeita saúde física e mental, com mais de vinte e um anos, podem candidatar-se. Apresente-se pessoalmente na segunda-feira, às 11 horas, a Duncan Ross, no escritório da Liga, Pope's Court, 7, Fleet Street."

Instigado por seu auxiliar o Sr. Jabez Wilson decide se candidatar para vaga e ao chegar no local encontra uma multidão de ruivos, porém quando chega a sua vez ele é admitido logo de cara para a vaga. O que ele precisa fazer é bem simplório, deve estar presente no escritório todos os dias das 10 às 14 horas, não pode se ausentar em nenhum momento e deve transcrever a enciclopédia Britânica. Durante o transcorrer das semanas ele cumpre a atividade e sempre recebe o seu salário por semana, até que um dia ele chega ao local e encontra um bilhete fixado na porta dizendo que a liga dos ruivos foi encerrada. Indignado e triste por não receber mais o salário semanal ele vai em busca de Sherlock Holmes para entender o que aconteceu com a liga.


Caros leitores, o desfecho desse conto é surpreendente e mesmo que eu tenha desvendado quem era o 'vilão' da história, ainda assim me peguei surpresa com o desfecho e suas motivações. Um conto para ler em uma sentada só, mas tão rico e de fácil compreensão que provavelmente irá instigar quem nunca leu nada do autor a iniciar nesse universo. Indico essa leitura para qualquer pessoa que goste de ler, sem restrição. Sir. Arthur Conan Doyle é um autor incrível e que merece estar entre as leituras de todos.

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Planeta

Resenha: O que o sol faz com as flores

07 janeiro


Título: o que o sol faz com as flores
Autora: rupi kaur
Editora: Planeta
Ano: 2018
Páginas: 256

No geral sempre começo uma resenha de um determinado livro explicando como cheguei até ele e as minhas motivações para ler, mas dessa vez quero deixar alguns trechos do livro em questão, uma pequena prova do seu conteúdo e como ele é incrível.

"a ironia da solidão
é que todo mundo sente
ao mesmo tempo
-juntos"

"você não acorda um belo dia e se transforma em borboleta
-crescer é um processo"

"por que girassóis ele me pergunta
eu aponto para o campo amarelo
os girassóis adoram o sol eu digo
quando o sol sai eles se erguem
quando o sol vai embora
eles abaixam a cabeça de tristeza
é o que o sol faz com as flores
é o que você faz comigo

-o sol e suas flores"
"como me livro dessa inveja
quando vejo você se superando
irmã eu quero ter amor-próprio para saber
que suas conquistas não são meus fracassos.
-não somos rivais"

No ano passado comecei a ler livros de poesias contemporâneas e mesmo tendo iniciado nesse universo a pouco sigo me surpreendendo. É verdade que vivemos uma vasta onda de manifestações em redes sociais de textos, poemas e afins, grande parte encontramos disponível para quem queira ler, mas ainda não valorizamos o suficiente esse trabalho. A maior parte dos autores do gênero utilizam as redes sociais como recurso para expressar a arte deles e eu acho isso incrível. É uma forma de atingir uma vasta quantidade de leitores, mas ainda assim existem pessoas que acreditam que poesia não é para elas.

Em "o que o sol faz com as flores" o leitor é convidado a explorar uma coletânea de poesias divididas em cinco categorias (ou capítulos): murchar, cair, enraizar, crescer e florescer. Rupi Kaur traz a tona dores, lembranças, sentimentos, origens, crescimento, amadurecimento e tantos outros sentimentos expressos através de palavras que tomam forma de poesia e são capazes de acolher, cuidar e confortar corações que buscam um pouco de calma em meio a uma grande tempestade. É como se sentir em casa e se deparar com as mais duras verdades expostas de forma sincera e aceitá-las como forma de crescimento para então amadurecer e seguir em frente. Um trabalho belíssimo e encantador, com ilustrações cheias de expressão e força que complementam ainda mais o trabalho da autora.

Todos as poesias são escritas apenas com letras minúsculas e a única pontuação utilizada é o ponto final, a autora escreve assim para honrar suas origens já que em gurmukhi não existe distinção entre as letras e utiliza-se apenas de ponto final. O que coloca em evidência mais uma vez um dos temas que são recorrentes em sua poesia a igualdade. As poesias dão ainda mais força para o movimento de emponderamento feminino e representam o feminismo como deve ser.

As poesias de "o que o sol faz com as flores" me comoveram e envolveram ainda mais do que "outros jeitos de usar a boca" e indico a leitura para todos, a linguagem é simples o que não deixa ainda mais belo o trabalho da autora. Vale a pena conhecer.
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Resenha

Resenha: Uma coisa absolutamente fantástica

04 janeiro

Título: Uma coisa absolutamente fantástica
Autor: Hank Green
Ano: 2018
Editora: Seguinte
Páginas:344

Olá amigos leitores! Depois de um mês para descansar estamos retornando a nossa programação normal do blog. Esse ano eu decidi começar com uma leitura bem descontraída, já fazia alguns dias que não engatava nenhum livro, começava um ou outro, mas estava com aquela sensação de ressaca literária, logo decidi procurar algo que me distraísse e motivasse retornar as leituras. Foi nessa busca que encontrei o livro "Uma coisa absolutamente fantástica" do Hank Green, o irmão do John Green (sim, o autor de "A culpa é das estrelas"). Os dois possuem um canal no youtube e como já conhecia as obras do John Green fiquei bem instigada para saber como seu irmão escreve e sendo bem sincera esperava algo bem parecido e o que encontrei foi uma surpresa.

April May é uma jovem que vê sua vida caminhando de uma forma totalmente inesperada, de um dia para o outro deixa de ser uma pessoa com um emprego pouco interessante, até mesmo desmotivada e se torna uma sub celebridade que descobriu uma escultura gigante. April quando percebe a escultura liga para o seu amigo Andy e assim gravam o primeiro vídeo sobre essa escultura que ela chama de Carl, por terem sido os primeiros o vídeo logo viraliza. Enquanto isso, esculturas similares também apareceram ao redor do mundo, ninguém sabe como elas foram instaladas e nem como chegaram, instigada e cada vez mais interessada na fama April se envolve cada vez mais nesse mistério.

Além de todo o mistério em volta desses "seres" estranhos ainda tem o envolvimento de April com toda essa história e como ela lida com a fama. Muitas vezes a forma como a protagonista se comporta é irritante e infantil, mas bem próxima da realidade atual do nosso mundo, onde a quantidade de "likes" e seguidores em redes sociais ditam padrões e se tornam essenciais. Tirando todo o fator extraordinário por trás da história essa proximidade da realidade deixou a protagonista bem palpável, o que foi um dos aspectos que me surpreendeu, mesmo ficando irritada com o seu comportamento eu consegui humanizá-la e encaixá-la em um contexto. 

Como era de se esperar os personagens do livro tem uma semelhança com os do John Green, são personagens nerds e que citam grandes referências desse universo ao longo da leitura. Os livros com personagens assim me agradam bastante e ganham pontos positivos comigo.

A história tem sim alguns defeitos, primeiro o final em aberto e sem algumas respostas, o que me incomoda porque imagino que provavelmente terá uma sequência e o segundo aspecto que me incomodou é que uma situação foi 'desfeita' e ainda não consegui concordar com o que foi proposto. Colocando tudo em uma balança foi uma leitura bem prazerosa, me tirou aquele desconforto de não estar encontrando nada que me fizesse engatar uma leitura de fato e me surpreender por proporcionar surpresas agradáveis. Eu classifico o livro como "Young Adult" creio que os jovens leitores irão aproveitar bem a história e perceber essa tênue linha de fama que existe nas redes sociais no mundo atual.

Essa é a primeira dica do ano de leitura aqui do blog, quero aproveitar agradecer a todos que nos acompanham ao longo desses anos e desejar que todos façam ótimas leituras sempre! Um livro é sempre um bom companheiro.
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Seriados

AnnE with an "E"

17 dezembro


Olá pessoal! Hoje vou falar um pouco sobre uma série que comecei a ver sem nenhuma pretensão e virei fã.  AnnE with an "E" me conquistou, no início pensei que seria só mais um seriado sobre um livro que está fazendo sucesso e que nem devia ser interessante e fiquei muito feliz por estar enganada. Movida pela curiosidade vi o primeiro episódio e não tardou muito para me encantar pela mocinha cheia de imaginação, que ama os livros e sonha em ter uma família.

Anne é uma garota órfã que é adotada 'acidentalmente' por um casal de irmãos, os dois são fazendeiros. A intenção deles era adotar um menino e não uma menina. Devido ao engano através de um mal entendido Anne chegou até eles e a vida pacata dos dois logo mudou totalmente de rumo. Primeiro, eles precisaram lidar com toda a novidade que era ter uma criança em casa, ainda mais uma criança cheia de imaginação e bem tagarela. Anne precisa convence-los que ela é a melhor opção e precisa ainda vencer muitos obstáculos para alcançar o coração dos dois. 

O seriado surpreende por ter um roteiro que convence do início ao fim. A direção de fotografia , figurinos e cenários são incríveis. Mesmo que ainda não tenha lido os livros, tenho cada vez mais certeza que os livros são ótimos. Anne é uma personagem excepcional e que passa por um processo de reconstrução e dá um show no quesito maturidade. Sua infância foi marcada por negligencias e bullying e ainda assim a forma como encara a vida de uma perspectiva única é incrível.

Amybeth McNulty é quem dá vida a Anne no seriado e sua atuação é impecável, aliás o elenco todo é composto por atores sensacionais no meu ponto de vista. A princípio não acreditei em todo o potencial da série e me surpreendi em todos os aspectos. Reafirmo mais uma vez que esse é um seriado que vale a pena ser assistido, dotado de sensibilidade, atores que interpretam de forma magistral e um roteiro que encanta e mostra que é possível se reconstruir basta ter amor e apoio.


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HQs/Mangás

Resenha: Black Hammer - origens secretas

15 dezembro

Título: Black Hammer - Origens Secretas
Autores: Jeff Lemire, Dean Ormston e Dave Stewart
Editora: Intrínseca
Páginas: 184
Ano: 2018

Olá amigos leitores! O final do ano chegou e com ele veio também a correria, infelizmente não tenho lido tanto quanto gostaria, mas sempre que tenho um tempinho livre me dedico um pouco a esse hábito que tanto amo. Entre idas e vindas decidi ler a história em quadrinhos "Black Hammer - Origens Secretas" e posso dizer que fiquei extremamente motivada a continuar lendo a série. Jeff Lemire já é um velho conhecido do mundo dos quadrinhos de super-heróis conhecidos do grande público e dessa vez traz através de "Black Hammer" super-heróis intensos, complexos, repletos de sentimentos e bem elaborados.

O grupo de heróis teve um passado de grandes vitórias salvando o mundo, mas no presente precisam esconder seus super poderes e assim levam uma vida pacata em uma cidade interiorana. Eles estão presos a essa cidade não conseguem sair e sequer sabem o que está acontecendo em seu local de origem. O relacionamento entre eles não se encontra na fase mais tranquila, eles agem como qualquer família e possuem problemas bem similares.

A leitura surpreende por sua originalidade, mesmo com a presença de homenagens sutis aos super-heróis já conhecidos o livro não se descaracteriza e os personagens ganham vida de forma quase instantânea. A jornada a qual são submetidos ao morarem em uma fazenda do interior, se escondendo e não demonstrando quem de fato são é dura, eles se encontram cansados para manter essa máscara por muito tempo o que deixa a trama com um tom dramático na medida certa.

A ação fica por conta das lembranças do passado e o peso maior do presente é o drama que vivem internamente por trás da imagem de família tradicional que passam. Uma leitura que me surpreendeu e me envolveu em um universo totalmente fora da minha caixa, saindo da zona de conforto. Por mais que os quadrinho estejam inseridos no meu cotidiano ainda me considero leiga perante a esse universo e ainda tenho muito o que explorar, mas posso afirmar que essa HQ vale a pena conhecer.

Com relação ao acabamento e a estrutura estética da edição não tenho sobre o que reclamar, a HQ é confeccionada em capa cartão e suas ilustrações são coloridas. O trabalho gráfico está maravilhoso, as ilustrações impecáveis e conferem uma maior originalidade para a leitura. Encerro essa resenha reiterando que é uma ótima leitura para quem gosta de HQs e para quem achou a composição interessante, provavelmente irá se surpreender.

Já leu? Ficou interessado em ler? Não gostou? Me conta nos comentários o que achou sua opinião é muito importante.
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Planeta

Resenha: Mil beijos de garotos

26 novembro


Título: Mil Beijos de Garotos
Autora: Tillie Colle
Editora: Planeta
Páginas: 400
Ano: 2017

Olá leitores! Hoje a resenha é do livro "Mil beijos de garotos" da Tillie Colle, enquanto eu o lia sua história me lembrou dois filmes clássicos (não vou dizer antigo)  que foram reprisados diversas vezes na sessão da tarde durante a minha infância "Meu primeiro amor" e "ABC do amor" (para ser justa, o último não tão antigo, risos), ambos trazem personagens que descobriram o amor em sua forma mais pura ainda na infância e tão cedo também sofreram de amor. Como adoro esses filmes por consequência também adorei o livro.

Poppy e Rune se conhecem ainda na infância e de uma forma inexplicável se tornam imediatamente inseparáveis. Aos oito anos, Poppy recebe de sua vó como o último desejo dela um pote que contém mil papéis cortados em forma de coração, eles devem ser preenchidos descrevendo todos os beijos que fizerem o coração de Poppy bater mais rápido a fim de eternizá-los. Poppy aceita a missão (ou aventura como ela mesma descreve) e não quer demorar a começar. É nesse momento que Rune percebe que não quer ver Poppy beijando outra pessoa e assim nasce o amor entre eles. Aos quinze anos eles se separam pela primeira vez desde que se conheceram, Rune precisa retornar ao seu país de origem junto com a família. Essa separação deixou o coração dos dois partidos e agora após dois anos separados eles se encontram novamente, mas precisam enfrentar outros obstáculos para enfim permanecerem juntos.

"Mil beijos de garotos" é um livro que aquece a alma e nos permite acreditar que o amor pode sim superar todas as distâncias e que é um sentimento inexplicável que pode chegar em qualquer idade. A história do livro pode soar um tanto melancólica, mas a sua beleza reside na força do amor dos protagonistas que vem desde a infância. Uma história que remete às histórias de amor clássicas onde o amor transcende as barreiras do que é possível explicar e é um sentimento tao forte e belo que é capaz de comover até mesmo os corações mais duros.

A escrita é delicada e cheia de sensibilidade, o livro pode ser lido rapidamente devido a forma fluida que a autora utiliza para compor seu enredo. Uma história que tinha tudo para ser triste, mas se mostra bela e confortante, seus elementos bem dosados conferem um equilíbrio a obra que enche de esperança e encanta. "Mil beijos de garotos" superou as minhas expectativas que a princípio seria apenas mais um romance voltado para o público adolescente e que muito pouco viria acrescentar algo em minhas experiencias literárias e para a minha surpresa me encantei e emocionei ao longo de suas páginas. O enredo é simplista mas ainda assim consegue alcançar seu objetivo. Fiquei muito feliz de ter tido a oportunidade de lê-lo e recomendo-o a todos que gostam de um velho e bom romance que remete aos clássicos da sessão da tarde e jamais deixam de encantar.

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