HQs/Mangás

Resenha: Fullmetal Alchemist- Volume1

13 agosto


Fala pessoal, aqui é o Renner e hoje vamos falar de mangás. Eu mesmo não sou muito acompanhador do universo de mangás/animes, não desperta tanto meu interesse quanto os trabalhos ocidentais, as conhecidas HQ’s. A Carol é mais fã de mangás e sempre trás pra vocês alguns muito legais, mas hoje é minha vez e já explico o porquê...
Ôh do aço!!!

Isso mesmo, vim falar do mangá de Fullmetal Alchemist. Já sou suspeito pra falar de Fullmetal porque tem uma importância ímpar na minha infância. Lembro que chegava do futebol no fim da tarde e ainda suado sentava na sala e ligava na RedeTV pra ver o Alquimista de Aço e depois Supercampeões. Tinham outros animes que passavam lá, mas foram esses dois que marcaram essa época e ficaram pra sempre na minha memória, logo rever o anime e ler o mangá trazem sempre uma nostalgia das mais gostosas. Mas chega de enrolação e vamos pro mangá.

Fullmetal Alchemist conta a jornada dos dois irmãos, Edward e Alphonse Elric, em busca de recuperar as partes de seus corpos perdidos durante um processo alquímico. A maioria de vocês deve saber por alto o porque, mas neste primeiro mangá é tratada uma história introdutória para explicar como é o mundo de Fullmetal, explicar o que é a alquimia e quais as regras do seu uso. Somente para situar um pouco vocês, o universo de Fullmetal é bastante militarista e os melhores alquimistas se tornam membros desse governo militar. Ed e Al (os apelidos pelos quais os irmãos se chamam) são duas crianças durante essa obra, mas ainda assim Ed se torna um alquimista federal e seu irmão mais novo o acompanha nessa jornada. Uma parte interessante de se observar ao longo dessas obras são os automails, próteses metálicas que substituem membros perdidos (como o braço direito e a perna esquerda de Edward) e que de certa forma dão nome à obra que, curiosamente (e felizmente) não foi traduzido para o português. O bom dessa obra é que quase todos os personagens são bem criados, causam bastante empatia no leitor, seja pela graça e pela bondade ou pela crueldade e seriedade. O fato é que Fullmetal se adapta bem para jovens (indicado a partir dos 14 anos) e adultos e tem uma história que te prende. Ele é uma obra descontraída, cheia de momentos cômicos, mas também tem dentro do seu eixo principal o drama dos irmãos que os tornam mais unidos. Esse amor fraterno forte me lembra muito de Supernatural (seriado de TV) onde cada irmão só tem um ao outro e os dois estão sempre viajando em busca de respostas, é uma trama bem parecida.  É uma obra leve em que cada mangá pode ser lido em um dia, com uma arte muito bacana. Esta é uma nova edição de republicação feita pela JBC que ficou espetacular e que tá baratinha, vale muito à pena dar uma conferida. Como estou dando sequência, provavelmente teremos mais Fullmetal Alchemist por aqui em breve e, se você gostou ou tem algo a acrescentar, deixa aí seu comentário pra gente pode saber. Até a próxima!


Extras: O anime é bem bacana e pode ser encontrado para assistir online. Este primeiro mangá corresponde ao terceiro episódio do anime Brotherhood (que é mais fiel ao mangá do que o anime de 2003) porque é necessário introduzir mais rapidamente os personagens e a alquimia, sendo os dois primeiros episódios feitos para isso. O anime é bastante fiel ao mangá, sendo uma ótima adaptação.
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Intrínseca

Resenha: O Oceano no Fim do Caminho

03 agosto



Sinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos.
Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.
Há algum tempo atrás decidi que precisava adicionar as obras de Neil Gaiman a minha ‘pequena’ lista de leitura e timidamente dei os meus primeiros passos lendo uma versão de “Joãozinho e Maria” escrita por ele. Tive receio em não gostar de seus livros mais aclamados e me peguei pensando que nada melhor do que encarar um clássico infantil para embarcar em tal universo, a leitura transcorreu de forma agradável, porém não me vi surpreendida pela obra ( tem resenha aqui no blog). Eis que no meu aniversário deste ano fui presenteada com a obra “O Oceano no Fim do Caminho”, não poderia ficar mais feliz e grata, não demorei para começar a ler e a primeira expressão que me vem a cabeça para descrevê-lo é “Uau! Que livro!”.

"E depois ficam só as lembranças. E as lembranças desvanecem e se confundem, viram borrões..."

Neil Gaiman conseguiu me encantar com uma narrativa que mistura fantasia e realidade narrada por um adulto de aproximadamente quarenta anos que ainda abriga em si a perspectiva de quando era criança de fatos ocorridos em tal fase. O que é realidade? O que é imaginação? São as perguntas que acompanham a leitura do início ao fim.

"(...) -Vou dizer uma coisa importante para você. Os adultos também não se parecem com adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos. Nenhum, no mundo inteirinho.(...)"

Durante a leitura senti uma forte nostalgia, ao mesmo tempo que o protagonista visita o seu passado e traz a tona suas lembranças da infância, me veio a cabeça diversas recordações de quando era criança, situações que hoje eu vejo de outra forma, mas que naquela fase deixava a imaginação fluir diante das circunstâncias de uma forma que só é permitido às crianças fazer isso. E que gostinho bom!
Deixando de lado essa sensação temos um protagonista carregado de problemas que está passando por um período de luto, por isso está de volta a sua terra natal para participar de um funeral, não fica claro quem é a pessoa que faleceu, mas é perceptível que é alguém próximo a ele. É esse impacto causado pela dor da perda, que desencadeia lembranças tristes que há muito havia sido perdidas no tempo junto a doce lembrança de uma amiga de infância que ficou conhecendo em meio a uma tragédia e que o ajudou muito. A relação familiar com os pais e a irmã também ganha destaque e mesmo de forma simplista e subjetiva o autor consegue retratar muito bem o que se passa entre eles.
Aos poucos o enredo vai tomando forma e alguns elementos fantásticos são inseridos ao longo da leitura, seria somente a imaginação de uma criança? Prefiro me abster em ter uma resposta definitiva a essa pergunta. A magia deste livro está justamente na forma como cada pessoa interpreta-o e se permite enxergar nas entrelinhas o que de fato Neil Gaiman quis trazer a tona com a sua obra. Uma leitura que pode surpreender, encantar e envolver a todos os tipos de leitores desde que se permitam. Sei que fui bem subjetiva nesta resenha, mas só assim para não falar demais e acabar com a surpresa dos novos leitores.

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HQs/Mangás

Resenha: Constantine - A fagulha e a chama

24 julho



Tudo tem um preço. Por mais que você tente trapacear para obter algo sem pagar por isso, o universo move suas alavancas invisíveis para cobrar seu preço.
Olha eu aqui de novo pra falar de mais HQ’s. E hoje vamos a Constantine: A fagulha e a Chama.
Se você não conhece, deve ter pensado no filme com Keanu Reeves chamado Constantine. É o mesmo cara, Renner? É sim. John Constantine é um personagem da DC comics que tem envolvimento com ocultismo, demonologia e magia. Na série Hellblazer (de onde o filme se baseia) temos mais temas voltados para o inferno e os demônios.
Já nesta HQ ele tem mais envolvimento com magia, objetos místicos e feiticeiros, mas o seu “trabalho” no mundo é manter o equilíbrio para que ninguém que se aventure pelos caminhos da magia sem conhecer direito onde está se metendo e pague um preço muito alto ou se torne poderoso demais para desequilibrar a balança. Ambientado em cenários muito lúgubres, sujos e sempre escuros e depressivos, temos uma sensação de um estilo Noir, com cores mortas e apenas alguns objetos ou personagens com cores mais vivas em cena. O próprio protagonista tem direito a quase todos os adjetivos ruins de um anti-herói. Egoísta, arrogante, negligente e individualista e em alguns momentos apresenta um humor negro. Nesse encadernado ele está tentando impedir um grupo de poderosos feiticeiros/magos de alcançar um artefato místico que permite acessar qualquer recurso mágico do planeta. É meu primeiro contato com o personagem nos quadrinhos e eu gostei bastante. Essa faceta cruel e sofrida da humanidade me atrai muito. A capa e a arte são de um brasileiro, o Renato Guedes, e muito atraentes. O nível de imersão foi tal que eu conseguia imaginar a cena se movendo como um filme na minha cabeça. O final deixa o arco aberto para uma continuação com aquele gostinho de quero mais saber o que vai rolar. Essa HQ faz parte dos novos 52 da DC e vale muito a pena pra quem curtir a ambientação e a temática que falei a pouco.



Se você gostou da resenha ou acha que faltou alguma coisa, deixa ai nos comentários.
EXTRAS: Eu particularmente não sou tão fã do filme porque: 1º acho o Keanu Reeves com muita cara de mocinho pro papel; 2º o filme aborda o lado mais cristão de inferno e demônios, pegada meio exorcista da coisa (o quadrinho que ele se baseia também é), e eu prefiro outras formas de misticismo, preferindo a pegada dessa HQ que vos apresento.
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Lançamentos

Top 5: Livros Desejados do Mês de Julho

22 julho


Olá pessoal, tudo bem?
Finalmente estou voltando ao blog e retornando com uma das colunas que mais gosto, a dos livros desejados. Nesses últimos meses tem saído muitos livros que chamaram a minha atenção, e apesar de gostar de diversificar minhas escolhas, hoje eu decidi compartilhar com vocês os meus desejados românticos para esse mês de julho. Então vamos lá?


Li poucos livros sobre casamento e Meus dias com você tem uma sinopse bem intrigante, sem falar que a capa está linda. A premissa já me fez pensar nas escolhas que fazemos ao longo da vida e por mais que possa trazer uma lição, existe algo do qual não escapamos que são os momentos perdidos. Sem contar que não sei o que esperar da trama, mas espero que a leitura seja imprevisível. Já estou ansiosa para conhecer essa história!

Sinopse: Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta?
Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho.Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira?Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade.A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento – e, quem sabe, o destino de seu grande amor.


Perto o bastante para tocar tem uma trama diferente, e apesar de não ter lido o primeiro livro da autora publicado aqui no Brasil (Antes de Partir) já estou ansiosa por esse. A capa está linda e apesar da condição da personagem, o livro parece ter um toque de romance com um pouco de mistério. Mais um livro que não poderia deixar de estar na minha lista de desejados!

Sinopse: Uma jovem alérgica ao toque de humanos. Da autora de Antes de partir Jubilee Jenkins é uma jovem com uma condição médica rara: ela é alérgica ao toque de outros humanos. Depois de uma humilhante experiência de quase morte na escola, Jubilee tornou-se uma reclusa, vivendo os últimos nove anos nos confins da pequena Nova Jersey, na casa que sua mãe deixou quando fugiu com um empresário de Long Island. Mas agora, sua mãe está morta, e, sem seu apoio financeiro, Jubilee é forçada a sair de casa e encarar o mundo do qual tem se escondido — e as pessoas que o habitam. Uma dessas pessoas é Eric Keegan, um homem que acabou de se mudar para a cidade por causa do seu trabalho e que está lutando para descobrir como sua vida saiu dos trilhos. Até que um dia, ele conhece uma mulher misteriosa chamada Jubilee.

Ao ler a sinopse de Um Diário Para Melissa eu já imaginei um livro envolvente que parece ser difícil não gostar. Sempre gostei de diários e li poucos livros com eles, mas essas histórias costumam ser repletas de segredos que envolvem os personagens da trama. Somado a isso, também tem receitas, então não poderia deixar de embarcar nessa aventura. Espero que seja uma boa leitura.

Sinopse: Por 15 anos apresentadora do programa Spotlight, da BBC, a jornalista e escritora britânica Teresa Driscoll conta, em seu emocionante romance de estreia, uma história sobre perda e luto, amadurecimento e superação. Melissa Dance acaba de completar 25 anos e ganha um presente inesperado: um diário escrito por sua mãe, morta quando ela estava com apenas oito anos de idade. Vítima de um câncer, Eleanor decidiu colocar no papel segredos, conselhos, receitas e outros escritos para a filha que ela não veria crescer e se tornar uma mulher. Emocionada e em choque, Melissa parte numa viagem de férias levando consigo o caderno, mas, acima de tudo, revisita aromas e sabores da infância, revive dores nunca superadas completamente e se surpreende com segredos revelados pela mãe que ela mal conheceu. E enquanto tenta lidar com os dilemas que a vida apresenta no presente, acaba se encontrando através de seu passado.


O Problema do Para Sempre é um Young Adult que despertou a minha curiosidade a partir da premissa da garota calada que reencontra com o melhor amiga. Amo esses livros que passam no Ensino Médio e me fazem relembrar um pouco desse período da adolescência, é impossível não ter vontade de ler.

Sinopse: Um romance emocionante sobre uma menina que procura se encontrar. Mallory Dodge viveu muito tempo em silêncio. Mas o destino lhe reserva um novo desafio. Já na infância, ela percebeu que só poderia sobreviver se ficasse calada. Teve que aprender a ficar o mais quieta possível. Aprendeu a passar despercebida, a se esconder. Mas agora, após ter sido adotada por pais amorosos e dedicados, ela precisa enfrentar um novo desafio: sobreviver ao último ano do Ensino Médio em uma escola de verdade. O que Mallory não imaginava é que logo no primeiro dia de aula daria de cara com um velho amigo que não via desde criança, quando viviam juntos no abrigo. A garota começa a notar que não é a única que guarda cicatrizes do passado, além de uma paixão adormecida e inevitável.


Quando esse livro lançou no Goodreads, vi muitos comentários positivos a respeito e até coloquei na minha lista de desejados em inglês, mas fiquei feliz por ter lançado aqui no Brasil. A sinopse me lembrou os filmes sessão da tarde, parecendo ser bem fofo, além de viajar para a Itália. Mal posso esperar pra começar a leitura.

Sinopse: Um verão na Itália, uma antiga história de amor e um segredo de famíliaDepois da morte da mãe, Lina fica com a missão de realizar um último pedido: ir até a Itália para conhecer o pai. Do dia para a noite, ela se vê na famosa paisagem da Toscana, morando em uma casa localizada no mesmo terreno de um cemitério memorial de soldados americanos da Segunda Guerra Mundial, com um homem que nunca tinha ouvido falar. Apesar das belezas arquitetônicas, da história da cidade e das comidas maravilhosas, o que Lina mais quer é ir embora correndo dali. Mas as coisas começam a mudar quando ela recebe um antigo diário da mãe. Nele, a menina embarca em uma misteriosa história de amor, que pode explicar suas próprias origens. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração. Uma trajetória que fará Lina descobrir o amor, a si mesma e também aprender a lidar com a perda. Amor & Gelato é uma deliciosa viagem pelos mais românticos pontos turísticos italianos, com direito a tudo de mais intenso que o lugar tem a oferecer: desde paixões até corações partidos.

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Filmes

Vamos falar sobre músicas e filmes?

09 julho


Bom dia, boa tarde, boa noite. Aqui é o Renner e hoje eu vim trazer algo diferente aqui para o blog.  Sou aficcionado por música e, por isso, estou sempre em busca de mídias que me tragam novas boas experiências sobre o assunto. Então hoje vim compartilhar com vocês alguns filmes sobre música (não necessariamente musicais) que marcaram minha trajetória. Vamos lá que tem filme de todos os gêneros e gostos.

August Rush – O som do Coração : Filme com uma backstory muito legal de um menino abandonado que vive num orfanato mas que sente a música (alguns músicos possuem realmente esse sentido, é algo impressionante). Este talentoso garoto um dia foge do orfanato e vai viver nas ruas de uma grande cidade e logo descobre os músicos de rua. O curioso é que esse filme é quase um Oliver Twist (pra quem não conhece, é uma famosa obra de Charles Dickens). Vale muito a pena, filme com final feliz bacana.

O Solista : Trata-se de um filme de drama bastante triste em alguns aspectos. Um jornalista sofre um acidente e vai parar no hospital. Durante esse processo, ele começa a ouvir uma música que lhe interessa e busca a fonte dessa música, descobrindo Nathaniel, um mendigo que possui um quadro de esquizofrenia e que encontra na música clássica um dos seus únicos refúgios. O jornalista Steve começa a freqüentar o local onde Nathaniel toca e com o tempo tenta se aproximar e criar um laço muito bacana com ele, trocando idéias sobre o violino. Apesar de dramático, o final é legal, o filme fecha bem e mostra uma realidade interessante. Ponto especial pro Jamie Foxx que atua de uma forma fabulosa.

Whiplash – Em Busca da Perfeição : Outro filme com um tom de drama dirigido por Damian Chazelle e com música composta pelo (na minha opinião) talentoso e promissor Justin Hurwitz, este filme conta a trajetória de um jovem baterista no melhor conservatório dos EUA. Em busca do sonho do reconhecimento como um grande baterista de jazz, Andrew Neiman estuda com muita dedicação até que um dia é visto e chamado pelo professor mais reconhecido e carrasco do conservatório, Terence Fletcher, interpretado por J.K. Simmons (e que provavelmente vai marcar eternamente a carreira do ator pela grande atuação). O começo de um sonho pode se tornar um pesadelo, na medida em que Fletcher adota métodos nada convencionais de ensino. Com tomadas diferentes de qualquer filme que você deve ter visto, a emoção acompanha cada golpe da baqueta de Neiman e a gente sofre junto (principalmente se você for músico). Aclamado pela crítica, bastante criticado pelos músicos (pelo desincentivo a carreira de músico, que é mesmo as vezes aquele terror todo), este é o meu favorito disparado na lista.

Letra e Música : Filme com o estilo da sessão da tarde, com um tom leve e bem gostoso. Neste filme, Hugh Grant é um astro do Pop dos anos 80 com carreira decadente e que faz ponta em pequenos eventos (feiras, talk shows) para sobreviver, até que uma nova oportunidade de voltar ao sucesso surge quando a atual diva do pop o convida para compor uma música e gravar junto com ela em dueto. O problema é que ele nunca compôs e se encontra numa situação difícil, até que surge uma salvação: Sophie Fisher (Drew Barrymore) que cuida de suas plantas começa a ajudá-lo. O filme trás aquela nostalgia das musicas de bandas famosas como Wham!, KC and The Sunshine, Rick Astley e companhia. Outros pontos curiosos são que reza a lenda que esta história é um paralelo da história pessoal de George Michael e que o clipe de “Pop Goes My Heart”, música de abertura lembra em cenário “Play The Game Tonight” do Kansas e o design do Grant lembra muito o Rod Stewart. Filme recheado de referências.

La La Land : Um filme muito bem cotado atualmente, vencedor de algumas estatuetas e indicado a muitas delas, traz na direção e composição de músicas a mesma dupla de Whiplash. A sinopse do filme é bem previsível e clichê dos filmes de Hollywood, com a mulher que atende numa lanchonete e sonha em ser atriz mas está difícil e um cara que tem o sonho voltado pra música e os dois se conhecem, trocam farpas, óbvio que se apaixonam e... Assista pra ver, vale a pena. O final vai mexer com você, com certeza. Este filme me ganhou pela trilha sonora que Hurwitz fez de uma forma magistral.
Bom galera, é isso. Não estou dizendo que são os melhores filmes sobre música, não fiz nada em ordem, se deixei de citar algum por favor, deixe nos comentários. Eu gosto muito desses filmes todos principalmente pelas músicas que são feitas pros filmes que são muito boas. Aqui abaixo vão algumas menções honrosas para outros filmes sobre música. Espero que vejam, gostem e se encantem assim como eu.
- A escolha perfeita.
- A última música.
- Sing
- Escola do Rock
- Detroit: cidade do rock

PS: Não citei nenhum filme biográfico, eles são legais mas as bandas estão/estiveram aí então não foi algo com um processo de criação, mas são ótimos filmes.
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HQs/Mangás

Resenha: O cão que guarda as estrelas

05 julho



Sinopse: O cão que guarda as estrelas, de Takashi Murakami, é uma graphic novel que conta uma aventura vivida por dois companheiros: um simples senhor, sem dinheiro, emprego, ou família, e seu cachorro. Juntos, eles farão o possível para viver e sobreviver a sua viagem pelo interior do Japão.O diferencial da narrativa fica por conta do ponto de vista. Os acontecimentos são vistos sempre pelo olhar do cachorro e a perspectiva canina dos fatos e seus sentimentos são os companheiros do leitor ao longo das páginas. (Universo HQ)

Quando me propus a conhecer o universo dos mangás não fazia ideia do que me aguardava, não fazia a menor ideia do quanto esse tipo de leitura poderia me afetar e transformar a minha visão de mundo, abordando temáticas interessantíssimas e trazendo enredos emocionantes. Posso dizer que conhecer os quadrinhos japoneses foi uma aposta certeira. Até o momento só fiz leituras que me agradaram e me instigaram a ir em busca de novas em seguida. Foi nessa busca que me deparei com o mangá “O cão que guarda as estrelas”, a princípio encantada pela bela capa e pelo fato do protagonista ser um cãozinho e em seguida pelos elogios que vi tecidos em tantas outras resenhas, porém o mesmo se encontrava esgotado e não o encontrava em livrarias, até que já sem esperanças o vi disponível no site da Amazon, não parei para pensar e o comprei e não me arrependo nenhum segundo pela compra.

Happy é um cãozinho adorável que adora passear com o seu dono diariamente. É durante esses passeios que os dois começam a desenvolver uma bela relação de amizade e com o passar dos anos os dois ficam ainda mais próximos. O seu dono acometido por uma doença grave e desempregado acaba sendo abandonado pela esposa, o relacionamento com a filha também deteriorado acaba afastando-o das duas. Sem ter muitas posses após o divórcio ele parte por uma viagem junto com o seu cãozinho Happy pelo litoral do Japão.

O que esperar dessa viagem? Muitas emoções meus caros leitores. Através de uma visão repleta de sensibilidade e cheia de pureza que só pode ser passada através de narrativas do ponto de vista de animais e crianças, o enredo vai tomando forma e impressionando com as belas ilustrações. Ao mesmo tempo que a amizade entre o cão e seu dono aqueceu o meu coração os meus olhos ficaram marejados tomados pelo drama sensível que era desenvolvido ao longo das páginas. Desde o início o leitor já tem um vislumbre do final triste, porém a caminhada até aquele momento é extremamente rica e intensa. É nos percalços encontrados que o leitor é tomado pelo amor entre o dono e seu melhor amigo e é difícil se tornar imune a esse sentimento tão grandioso que está sendo retratado ali.


Eu não tenho dúvidas que os cães são seres iluminados que preenchem a vida de seus donos com uma amizade e fidelidade inquestionável, portanto já esperava que a leitura iria me comover, o que eu não esperava era a intensidade com que iria me atingir, despertando uma verdadeira enxurrada de lágrimas. Mesmo com toda a carga dramática, encerrei a leitura com o coração cheio de bons sentimentos e extremamente feliz por ter realizado essa leitura.
Ilustração extraída do site Natalie.

A obra foi premiada em diversos países e ganhou até um filme que foi baseado nesse mangá. Espero ter a oportunidade de falar sobre o filme e sobre a continuação “O outro cão que guarda as estrelas” em breve aqui no blog.
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Biografia

Resenha: Sonho Grande

27 junho


Sinopse: Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira ergueram, em pouco mais de quatro décadas, o maior império da história do capitalismo brasileiro e ganharam uma projeção sem precedentes no cenário mundial. Nos últimos cinco anos eles compraram nada menos que três marcas americanas conhecidas globalmente: Budweiser, Burger King e Heinz. Tudo isso na mais absoluta discrição, esforçando-se para ficar longe dos holofotes. A fórmula de gestão que desenvolveram, seguida com fervor por seus funcionários, se baseia em meritocracia, simplicidade e busca incessante por redução de custos. Uma cultura tão eficiente quanto implacável, em que não há espaço para o desempenho medíocre. Por outro lado, quem traz resultados excepcionais tem a chance de se tornar sócio de suas companhias e fazer fortuna.
Sonho grande é o relato detalhado dos bastidores da trajetória desses empresários desde a fundação do banco Garantia, nos anos 70, até os dias de hoje.
Sabe aquela sensação de que o Brasil não vai pra frente, que o brasileiro é medíocre e nunca vamos superar as grandes potências que todos nós acreditamos sempre? Os sujeitos deste livro não sabem. Sonho Grande é uma biografia não autorizada sobre três empresários brasileiros (e todos os grandes talentos que eles foram lapidando pelo país afora) que nunca foram movidos por dinheiro e sim por sonhos, e assim nunca pararam, sendo hoje donos (maiores sócios) de grandes nomes que você acredita serem norte americanos. Ele conta como do zero, se tornaram donos da maior cervejaria do mundo e de quebra algumas das maiores marcas dos EUA, com sua cultura forte e sua receita simples de sucesso (que parece até mágica). Ler a trajetória desses caras faz você entender que não precisa ser rico nem estudar fora do país pra fazer coisas grandes. E como dizia Jorge Paulo Lemann (pessoa mais rica do Brasil por 4 anos consecutivos) sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno, então porque sonhar pequeno? O livro ensina muitas coisas boas de aplicar desde as pequenas coisas até os níveis empresariais, conta toda a trajetória (inclusive os “tiros errados” e os riscos) e, de quebra, traz uma sensação muito gostosa ao rir de certas situações e se orgulhar de tantas outras. Eu não sei vocês, mas são essas pessoas aqui que me fazem me orgulhar do Brasil, gente que contorna as adversidades, que leva o time junto pra crescer e deixa marcas de sucesso por onde passa, criando gerações cada vez maiores de gente capaz e com sede, que quer fazer mais e melhor. Meus ídolos são os brasileiros campeões de campeonatos acadêmicos/científicos que nadam contra a maré (Battlebotz e Neurociências), são os empreendedores que vão lá e mostram que competitiva é a nossa cultura (a cultura que eles empregam nas empresas, e que todos nós devíamos aprender). Mais que um livro de empreendedorismo ou uma biografia, este é um almanaque nacional do “você pode, vamos juntos”. Além disso, esses caras reinvestem em fundações e na educação pública nacional (Fundação Estudar, Fundação Zerrenner, Endeavor Brasil), fazendo muito mais pelo Brasil (falem mal das empresas privadas gananciosas e egoístas agora) que muitos políticos e até cidadãos. Então larga essa síndrome de cachorro vira-lata que todo brasileiro tem, porque o Burguer King, a Budweiser e a Heinz são de brasileiros, e se reclamar, eles vão comprar a Coca, a Pepsico (dona da Pepsi), a Unilever e a P&G (uma já até teve oferta). Recomendo demais esse livro para todos os brasileiros (principalmente os jovens), leitura flui demais e dá gosto de ler.
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