Resenha

Contos Inacabados: Aldarion e Erendis

15 junho



          Fala aí Rascunheiros, tudo certo?
          Hoje vou falar um pouco mais sobre a obra de Tolkien e da Terra Média.
         No livro Contos Inacabados, temos um conto da segunda era intitulado Aldarion e Erendis: A esposa do Marinheiro.
         Antes, quero lembrar que nas divisões das Eras da Terra Média temos muitos escritos sobre a Primeira Era (os Filhos de Húrin, boa parte do Silmarillion, algumas partes do Contos Inacabados, dentre outros) e mais escritos ainda sobre a Terceira Era (O Hobbit, O Senhor dos Anéis e partes de Silmarillion e Contos Inacabados). Entretanto, a Segunda Era é um pouco obscura, visto que Tolkien deixou nosso mundo sem finalizar seus trabalhos. A razão, segundo o próprio Tolkien foi que a maior parte da história da Segunda Era trata sobre Númenor e que boa parte desse material foi perdido durante o Akallabêth (A queda de Númenor), uma vez que Tolkien afirmava que a história da Terra Média era a história do nosso passado mais remoto (isso mesmo, da humanidade e do planeta Terra). Logo, há poucos escritos sobre a Segunda Era e isso só me deixa mais curioso sobre esse período. Ao que tudo indica, foi um período de transição de vilões, uma vez que Morgoth havia sido derrotado e Sauron estava começando a ganhar força durante a tal Segunda Era.
          Mas vamos ao Conto. Das linhagens de Elros (Irmão de Elrond e descendente de Elfos e Homens, fundador de Númenor), veio a nascer Anardil, mais conhecido como Aldarion. Este herdou do avô materno Vëantur, Capitão dos Navios do Rei Tar-Elendil, a paixão pela navegação, tendo aprendido muito com Círdan sobre a construção de navios em suas viagens de Númenor à Terra Média. Meneldur, pai de Aldarion e futuro rei de Númenor nunca fez muito para impedi-lo nessa paixão, mas se desgostava de ver um herdeiro de Númenor tão ausente em sua Terra.

        Aldarion fez muitas viagens e, tendo aos poucos se afastado do pai pelos sucessivos desentendimentos, foi proibido a qualquer mulher da casa real levar o tradicional ramo verde do retorno, um ramo da árvore oiolarë. Nessa ocasião, Erendis, humana de rara beleza que passou a viver sob os cuidados da Rainha Almarian (esposa de Meneldur) e que já havia atraído antes a atenção de Aldarion, se ofereceu para levar o ramo de oiolarë, visto que a proibição do rei não era dada a ela. Assim, iniciou o amor de Aldarion por Erendis, que apressou seu retorno a Númenor e trouxe, na volta, um diamante de presente para sua amada. Provocando constantemente a ira de seu pai, Aldarion cada vez passava menos tempo em Númenor e mais tempo navegando. Perdendo as esperanças, Erendis voltou a casa dos pais. Aldarion, voltando de sua longa viagem, na qual quase sofreu naufrágio, procurou saber de Erendis, mas pelo orgulho e teimosia acabou não indo ao seu encontro. Erendis também era uma mulher do tipo tudo ou nada, e não estava disposta a dividir seu homem com o mar. Tendo ganhado o coração de Aldarion, acabaram por se casar e ter uma filha, Ancalimë, a mais bela mulher da linhagem de Elros, exceto por Ar-Zimraphel. Aldarion conseguiu permanecer com sua esposa e filha por um tempo em Númenor, mas o coração do marinheiro sempre se voltava para o mar. O fim desse conto (que não tem um fim de fato, tem trechos de rascunhos), não lhes digo porque tem importância singular nos acontecimentos da Terceira Era, mas digo que é triste e ao mesmo tempo admirável o rumo que toma a história da Esposa do Marinheiro, vale muito a pena ler. O conto, ao todo, possui 53 páginas, sem contar as notas fixadas ao final do livro, que auxiliam o leitor a se situar. 
          De fato, o livro Contos Inacabados é para os leitores ja familiarizados com as obras comuns de Tolkien, do contrário é muito fácil se perder e a leitura se torna monótona. Este livro é mais um complemento para tentar completar o quebra-cabeças mental da Terra-Média, adicionando fatos antes desconhecidos e entendendo conexões. Como diversão apenas, vale ler o conto de Aldarion e Erendis, tranquilo de se ler, necessitando apenas o conhecimento de que a descendência de Elros tinha uma vida muito mais longa que a dos humanos comuns, uma vez que o próprio era meio elfo. Vale lembrar que os reis de Gondor e Arnor eram descendentes de Elros, sendo possível notar em Aragorn a longevidade quando este conta a Eowyn, sobrinha do rei Théoden de Rohan a sua idade.
          Então é isso pessoal. Espero que estejam gostando das publicações sobre a Terra Média. Em breve teremos mais.
Até a próxima.


Fonte(s): Segunda Figura retirada de Tolkien Gateway, desenhada por Steamey, mostrando Erendis entregando o ramo de oiolarë para Aldarion.
Primeira Figura retirada de http://users.bestweb.net/~jfgm/FootersWeb/UT-I-Part02.htm
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Harlequin

Resenha: As Filhas da Noiva

13 junho

Título: As Filhas da Noiva
Autora: Susan Mallery
Editora: Harlequin
Ano: 2018
Páginas: 352
Classificação: 


Esse foi o primeiro contato que tive com a escrita de Susan Mallery e posso dizer que foi surpreendente. Não é um daqueles romances que a história gira em torno do casal, mas sim da noiva e de suas três filhas. Sabe aquele livro que você começa sem saber exatamente o que esperar, mas acaba se surpreendendo? Pois é, As Filhas da Noiva é este livro.

Depois de muitos anos viúva, Maggie encontrou em Neil um porto seguro e tudo o que ela mais deseja é ser noiva e realizar o casamento dos seus sonhos como ela nunca teve oportunidade. Suas três filhas a apoiam, pelo fato da mãe ter ficado tantos anos sozinha e completamente desamparada pela morte do marido, que deixou somente dívidas. Ambas guardam lembranças diferentes desse tempo difícil que a mãe viveu, mas sabem que ela agora está prestes a ser feliz novamente.

Courtney é a filha mais nova, trabalha como camareira no hotel de Joyce que é a melhor amiga de sua mãe. Joyce foi quem acolheu Maggie quando ela se sentiu sozinha pela morte do marido. Courtney é desastrada, foi diagnosticada com déficit de aprendizagem aos 10 anos e guarda vários segredos porque quer provar pra sua família que também pode ser capaz de realizar algo. Quando descobre que o neto de Joyce está indo para o hotel, não acredita que será capaz de se apaixonar por ele, por serem de mundos completamente diferentes. Sienna é a filha do meio, trabalha como arrecadadora de fundos para ajudar mulheres em situação de violência doméstica, e apesar de ser considerada a mais bonita, é também a mais difícil de lidar e tem opiniões muito fortes a respeito de sua família, principalmente em relação à Courtney. Ela já foi noiva duas vezes e vivencia um relacionamento com David que deseja que ela se case com ele de qualquer jeito. Rachel é a filha mais velha, tem um filho de 11 anos chamado Josh, está divorciada de Greg e passa os seus dias dividida entre o trabalho de ser cabeleireira e maquiadora, além de dar conta de ser mãe e dona de casa. E com tanto trabalho a ser feito, Greg aos poucos participa cada vez mais de sua vida e ela não sabe como lidar com ele, afinal tudo estava terminado. Em meio aos preparativos do casamento da mãe, com poucos meses para o grande dia, poderão essas três irmãs lidar com tudo o que está prestes a acontecer na vida de cada uma delas?

As Filhas da Noiva é um daqueles livros para ler com bastante tempo, porque quando você mergulha na história, é difícil conseguir parar. Durante muitos momentos, imaginei que esse livro daria um ótimo filme daqueles que você presencia a convivência familiar e a vida de cada um desses personagens. Apesar de aparentar ser um livro bem leve, é uma narrativa repleta de segredos em que a falta do diálogo entre mãe e filhas é um fator marcante. Apesar de ter gostado muito da forma como a autora constrói a história, em alguns momentos, as atitudes imaturas dos personagens me irritaram, mas aos poucos fui compreendendo melhor cada um deles.

O livro é narrado em terceira pessoa, mas em nenhum momento é um ponto negativo, pelo contrário, a história torna-se ainda mais viva e podemos conhecer melhor cada um desses personagens que são muito bem descritos pela autora. Susan Mallery realça seu talento ao escrever sobre temas que muitas vezes não sabemos como lidar em nossa vida cotidiana. É um livro bem real que muitas vezes confronta nossos sentimentos e opiniões. É um livro que fala sobre segredos de família, sobre encontrar um amor verdadeiro e sobre as tentativas de aceitar o outro que está ao nosso lado e é por esses motivos que sem dúvidas recomendo este livro!

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Parceria

Resenha: A Caçadora de Dragões

11 junho

Título: A Caçadora de Dragões
Autora: Kristen Ciccarelli
Editora: Seguinte
Páginas: 398
Ano: 2018

A literatura fantástica sempre esteve presente em minha vida de leitora, ainda na infância histórias com criaturas e seres mágicos já me encantavam. Já na vida adulta os livros do gênero ainda se fazem presentes, vide meu histórico de leitura que não me deixa mentir. Algumas pessoas até estranham quando eu falo que sou fã de Harry Potter e me questionam se eu não "amadureci" meus gostos. Na minha opinião não existe idade para se ler o que gosta, há quem julgue, mas o importante é a felicidade do leitor. Para mim não existe leitura mais agradável, quando um autor cria um universo único e insere personagens fortes e decididos, além claro, de incluir criaturas mágicas, é bem provável que a leitura irá fluir muito bem. Então, volto a reafirmar que adoro ler literatura fantástica e independente da minha idade será um gênero que sempre irei me sentir confortável. Dito isso, vamos ao que de fato interessa.

Quando recebi "A Caçadora de Dragões" da Kristen Ciccarelli me interessei logo de cara e posso adiantar que foi uma leitura agradabilíssima. A trama gira em torno de Asha, a temida caçadora de dragões e filha do rei de Figaard. Ela pode até ser uma princesa, mas não se parece em nada com as princesas convencionais que estamos tão habituados. Ela é forte e decidida, não mede esforços para alcançar seus objetivos e está disposta a fazer qualquer coisa para se ver livre do casamento arranjado que está prestes a ser envolvida. 

Sua relação com os dragões vem da infância, quando tinha pesadelos a noite sua mãe não via outra saída senão contar-lhe histórias antigas para acalmá-la. Porém, tomar conhecimento dessas histórias pode ter um preço alto, já que as mesmas são proibidas no reino desde que os dragões se tornaram inimigos. Os dragões se sentem atraídos por contadores de histórias e ao ouvir uma história o dragão fica ainda mais forte, ou seja, destruição garantida. Quando ainda era pequena Asha atraiu o primeiro dragão, Kozu, o mais forte de todos e como consequência grande parte do reino foi destruído. Por causa do episódio ela ficou conhecida como Iskari, que nas histórias antigas era aquela que levava a destruição. Ela carrega dentro de si uma grande dor pelas mortes que aconteceram naquele episódio e desde então começou a se dedicar exclusivamente a caçar dragões.

"... Era uma menina triste. Aonde Namsara levava risadas e amor, Iskari levava destruição e morte. Quando Iskari aparecia as pessoas se escondiam em suas casas. Quando falava, todos chorava. Quando ela caçava, nunca errava o alvo."

Quando o pai de Asha lhe atribuiu a missão de matar Kozu em troca de se ver livre do casamento que estava prestes a acontecer, ela aceitou a tarefa de bom grado. Assim dá início a sua jornada, que nem de longe seria simples, mas ela estava disposta a fazer qualquer coisa para se ver livre do casamento. Além disso, matar o dragão que lhe acarreta tanta dor parece até mesmo ser um bônus.

Logo no início me vi envolvida por toda essa trama, imaginava que grandes reviravoltas estava por vir, mas ainda assim me surpreendi em muitos pontos. Asha é uma garota que faz acontecer, ela enfrenta os seus monstros internos diariamente e ainda quando se trata de matar dragões ela sempre está um passo a frente. Se ver como a personificação da destruição não é fácil, mas a sua missão entre tantas outras coisas conduz-a uma jornada interior, fornecendo-a uma claridade maior sobre tudo o que está acontecendo em sua vida.

É óbvio que existe um romance proibido nessa história, na verdade não só um, afinal como em todos os gênero existem clichês. Não irei entrar em detalhes, mas digo que o romance em si não é a tábua de salvação para a protagonista desse livro. Ele compõe sim a construção da personagem, chega a mudar algumas atitudes dela, mas nada que me fizesse 'vomitar arco-íris' ou tirar a credibilidade dela como uma mulher empoderada. Afinal, vale ressaltar mais uma vez que feminismo não se trata de superioridade feminina, apesar dessa confusão ser comum até hoje.

A leitura foi incrível, me lembrou até mesmo de uma outra história com dragões que li na adolescência e que muito me agradou, fiquei com vontade de relê-la, mas isso é outro assunto, depois irei falar um pouco sobre esses livros aqui no blog. "A Caçadora de Dragões" é o primeiro volume de uma série, e claro, estou curiosa para saber o que vai acontecer nos próximos volumes, mas só me resta torcer para não demorem pra sair (espero que a autora atenda as preces de seus leitores, risos).

Não posso deixar de mencionar que amei a arte da capa, achei que ficou muito bem concisa com o tema do livro e a escolha do vermelho ressaltou ainda mais o que o livro traz. Ouso dizer que gostei bem mais do que a capa internacional. Com relação aos outros detalhes gráficos como tipografia, qualidade do papel e fonte está tudo incrível, não há o que reclamar. As histórias antigas ganharam capítulos que as destacam e são interessantíssimas.

Deixo aqui a minha indicação para os amantes da boa e velha literatura fantástica, acredito que não irão se arrepender ao realizar essa leitura.
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Aleph

Resenha: O Planeta dos Macacos

08 junho

Título: O planeta dos macacos
Autor: Pierre Boulle
Editora: Aleph
Páginas: 216
Ano:2015

        Fala aí pessoal, Renner de volta. Vim aqui fazer uma resenha muito feliz e já explico porque. É que em março do ano passado teve uma promoção na Amazon Kindle e alguns títulos estavam disponíveis gratuitamente no formato ebook, mas só podia escolher um deles. O meu plano era pegar o 2001: Uma Odisséia no Espaço, mas por um feliz engano peguei O Planeta dos Macacos. Na época, lembro ter ficado extremamente chateado com o meu equívoco, mas esclareço: Eu tinha pouco conhecimento da obra escrita. Acreditava se tratar dessas obras geradas de uma franquia cinematográfica de sucesso (eu sei, meio desinformado eu).
        Bem, desacreditado da leitura, enrolei para iniciar (até porque leio muito pouco ebook, a maior parte é mídia física). E agora, mais de um ano depois, me surpreendi ao finalizá-lo.
           A obra é de 1963, escrita pelo francês Pierre Boulle e que ficção científica de qualidade, meus amigos. Ela se inicia com um casal, Jinn e Phyllis que está em viagem interestelar, por mero passeio, num futuro remoto, quando estes se deparam com um objeto pequeno à deriva, refletindo a luz das estrelas próximas. Indo em busca da mesma, se deparam com uma garrafa contendo um relato escrito em papel, que estes iniciam a leitura. Assim, toma forma a história de Ulysse Mérou, um francês que saiu numa viagem interestelar no ano de 2500, deixando a Terra em direção ao sistema de Betelgeuse, uma estrela das mais brilhantes vistas da Terra, localizada na constelação de Órion ( e isso, a ficção pega emprestado da realidade). Lá chegando, descobrem um planeta que contém na atmosfera oxigênio e nitrogênio e decidem descer até o mesmo, usando um módulo de sua nave, que permanece orbitando o planeta, a que chamam Sóror. Em sua descida, descobrem que há uma civilização no planeta, avistando uma cidade, mas pousam um pouco afastados de tal. Vale lembrar que Ulysse é um dos 3 tripulantes da viagem, sendo o chefe o professor Antelle, um renomado cientista da Terra que investiu suas economias na criação da nave que os levou até o sistema de Betelgeuse e o terceiro, Arthur Levain, amigo de Antelle. Na descida, os três se deparam com uma humana, que logo descobrem, tem comportamentos animalescos. Nesse primeiro contato, após uma série de acontecimentos, o módulo que os três usaram para descer ao planeta Sóror foi destruído por outros humanos.
         A história é narrada por Ulysse Mérou e, a partir desse ponto, os três são levados pela tribo animalesca humana, momento pelo qual Ulysse começa a criar uma certa afeição pela mulher do primeiro contato, a quem batizam de Nova. Esses humanos, importante frisar, são desprovidos da "alma" que constitui a principal diferença entre humanos e animais na nossa sociedade real. Após alguns dias cativos na tribo dos humanos, começa a se ouvir armas atirando e Ulysse se descobre sendo caçado. Todos os humanos iniciam uma fuga e, em pouco tempo é constatado, para choque de Ulysse, que são macacos que estão caçando os humanos. Arthur Levain, guiado pelo desespero, é morto na frente de Ulysse, e este é capturado. O que acontece depois? Não quero estragar a surpresa da melhor parte do livro. Ulysse escapa ou não? o que ele descobre? Como termina?
          O que eu posso dizer é que o desenvolvimento dessa história é excelente e o final é de uma satisfação inigualável.  Este livro é bastante fiel a elementos científicos, só tomando liberdade poética em pequenos pontos, para amarrar a história. Ele também é recheado de alegorias, como a posição de cada uma das espécies (gorilas,orangotangos e chimpanzés) na sociedade, distribuída em castas, apresentando uma crítica a organização da nossa sociedade. Há também a troca de papéis, horrorizando os mais insensíveis por meio da empatia, na medida em que aqui os humanos usam macacos nos seus testes e no planeta dos macacos, os mesmos usam humanos. Há ainda o uso dos mesmos argumentos da nossa sociedade, o que traz à tona uma sensação quase intragável. Pierre é genial na forma como explica boa parte das coisas no livro, de forma muito aceitável cientificamente. Só peca na explicação do passado de Sóror e da ascensão dos macacos. Apesar de pouco crível, a descrição do passado é muito interessante.
          Uma  última consideração: É notável que Pierre Boulle faz uso de uma assertiva muito difundida pela história e pela ficção sobre ascensão e declínio de organizações sociais. Esse recurso é muito visto por exemplo, nas obras da Fundação de Isaac Asimov, bem como na história dos impérios macedônico, romano (base da obra de Asimov) e tantos outros que se repetem no mesmo ciclo. Fato é que o final deste livro vai te deixar EUFÓRICO! Leitura recomendadíssima. Fico por aqui e peço que deixem comentários aí para discutirmos sobre essa obra. 




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O amor está no ar ...

05 junho


Olá galerinha! Tudo bem com vocês? Espero que sim!
            O dia dos namorados está chegado, o clima de romance aumenta a cada dia. Sei que muito de vocês estão ansiosos para descobrir qual o surpresa irá ganhar esse ano do parceiro ou parceira. Infelizmente não temos uma bola de cristal para descobrir, mas enquanto vocês esperam o dia dos amantes que tal ouvir um pouco de música e ler alguns livros românticos, talvez você possa usar como inspiração na sua declaração de amor.


Confira a lista:

#1 - Livro Austenlândia - Shannon Hale


Muitos de vocês sabem,  que os livros da escritora Jane Austen são incríveis. Se você é um fã do trabalho dela, talvez devesse conhecer esta adaptação, que é uma homenagem ao trabalho dessa mulher poderosa. A resenha desse livro maravilhoso está disponível no blog. Visite a categoria Resenha ou pesquise na barra de ferramentas. Conheça um pouco da história.

#Música A Thousand Years - Christina Perri
Se você assistiu o filme Amanhecer parte 1 da saga Crepúsculo com certeza irá lembrar-se dessa música. Além de ser a principal trilha sonora de uma Saga campeã de bilheteria, também é uma das músicas mais tocadas em casamentos. Quem sabe você queira usar no seu!
Trecho:
“Have died every day waiting for you
Darling, don't be afraid, I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more”
“Eu morri todos os dias esperando você
Querido, não tenha medo, eu te amei
Por mil anos
Eu te amarei por mais mil”

#2 - Livro Namorado de aluguel – Kasie West


Ir ao baile de formatura desacompanhada não é algo tão legal, principalmente, quando há poucos dias você tinha um namorado para te levar. Mas se você não tem um namorado para te acompanhar à festa que tal alugar um?
A resenha desse livro romântico e divertido está disponível no blog. Visite a categoria Resenha ou pesquise na barra de ferramentas. Conheça um pouco mais da história.

#Música I Wouldn’t Mind – He is We
Tem dias que estamos emotivos e queremos ficar bem pertinho do mozão. Esta música romântica será capaz de fazer você reviver momentos incríveis vividos juntos. Você até poderá usa-la em um vídeo romântico para o dia dos namorados.

Trecho:
“I’d fall anywhere with you
I’m by your side”
“Eu cairia em qualquer lugar com você
Eu estou do seu lado”

#3 - Livro A Bela e a Fera - Madame de Beaumont e Madame de Villeneuve


Os contos de fadas não podiam ficar fora dessa lista. Quem nunca sonhou com o príncipe encantado ou com a princesa gentil?
Este livro incrível vai te ensinar que o amor não tem beleza, e que riqueza está bem além do ouro. Além disso, poderá te deixar ainda mais em clima de romance.
Conheça mais dessa belíssima história lendo a sua resenha aqui no blog. Você já sabe o que fazer!

#Música Trevo (Tu) – Anavitória ft. Tiago Iorc
Essa é uma daquelas músicas para você ficar coladinha no seu amor e relaxar, deitar juntos na rede da varanda do sítio ou dividir a coberta naquele friozinho. O importante é aproveitar os bons momentos!
Trecho:
“Tu é trevo de quatro folhas
É manhã de domingo à toa
Conversa rara e boa
Pedaço de sonho que faz meu querer acordar
Pra vida”

#Música Marry Me – Train
E para fechar este post com chave de ouro, que tal um pedido de casamento?
Se você está preparando uma surpresa como essa para seu amado ou sua amada, sugiro esta bela canção.
Trecho:
“Love has surely shifted my way
Marry Me
Today and every day
Marry Me”
“O amor certamente tem mudado meu jeito
Case comigo
Hoje e todos os dias
Case comigo”


Ouça todas as músicas:

Espero que vocês tenham gostado. Aproveite bastante às sugestões. Lembre-se que ainda teremos muitas músicas rolando por aqui. Até a próxima!


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Parceria

Resenha: Só Escute

05 junho


Título: Só Escute
Autora: Sarah Dessen
Editora: Seguinte
Ano: 2017
Páginas: 347
Classificação: 

Esse foi o meu primeiro contato com a escrita da Sarah Dessen e posso dizer que estou sendo muito feliz em minhas últimas leituras. De uma forma encantadora, Só Escute entrou para a minha vida e o que li nesse livro, aprendi e vivenciei com ele é algo que quero levar para a minha vida inteira. Comecei o livro esperando uma leitura leve, mais tranquila e o que encontrei foi totalmente o oposto e por isso digo que Sarah Dessen sabe como cativar um leitor sem precisar de um grande jogo de palavras, ela simplesmente mostra a realidade e muitas vezes é isso que precisamos.

Annabel Greene está iniciando um novo ano no colégio e para ela a vida não está sendo fácil. Apesar de trabalhar como modelo e apresentar-se de forma glamorosa, sua vida está longe de ser tão bela quanto as passarelas que ela desfila e os comerciais que ela grava. Na verdade, sua melhor amiga não conversa mais com ela desde que algo sério aconteceu e a insulta de todas as formas, sua irmã mais velha está vivendo em outra cidade e a irmã do meio está passando por um transtorno alimentar que iniciou durante a carreira de modelo. Apesar de sua família ser aparentemente exemplar e ambas as irmãs terem transitado no mundo da moda, tudo o que Annabel deseja é poder ir para o colégio tranquilamente sem carregar todo o peso que ela tem em sua vida.

A realidade do colégio se mostra cruel e sem nenhuma amiga, Annabel sente-se completamente sozinha. Durante os intervalos, ela se senta no meio entre Clarke e Owen Armstrong com uma distância considerável entre eles. Apesar de conhecer Clarke, ela encarava Owen a distância e já tinha ouvido vários comentários desagradáveis a respeito dele como ser agressivo, considerando toda a sua força e altura. Ele passa os intervalos com os fones no ouvido e de certa forma estar perto dele começa a intrigá-la sobre quem ele é. Porém, essa distância entre ambos diminui quando ocorre uma briga entre ela e sua ex melhor amiga Sophie, e ao cair no chão é Owen quem a ajuda a se levantar, além de oferecê-la uma carona até a sua casa, já que a mãe de Annabel não poderia buscá-la. A partir daí, ambos iniciam uma grande amizade com confissões, trocas de músicas e muita sinceridade. Poderá essa amizade mudar a vida de Annabel e amenizar os traumas do passado?



Só Escute é um livro maravilhoso que por mais que se fale sobre ele, nada mais incrível do que a própria experiência de lê-lo. Durante a leitura, me vi presa ao enredo que inicia com um segredo e por mais que eu imaginasse o que pudesse ser, posso dizer que foi bem surpreendente. O livro é narrado em primeira pessoa e em muitos momentos a personagem retorna ao passado para contar sua história com as suas primeiras amizades, relacionamentos, problemas familiares que estão todos guardados na memória de Annabel.

Durante a leitura, eu mergulhei nessa trama e conheci uma personagem real, que apesar de aparentar ser de uma forma, ela vive algo completamente diferente, além de ser totalmente oposta de suas irmãs e tenta de todas as formas amenizar a tensão dos pais. Annabel tem medo de encarar o novo, de falar quando realmente é necessário, mas ela não é a única, existem milhares de garotas assim, que sem dúvidas se identificarão com ela. Já o Owen é um personagem incrível com personalidade própria, que não importa com a opinião dos outros e é bem realista. Quanto a Sophie, essa eu considero a grande vilã da história, ainda que de forma secundária.


Só Escute é um livro que fala sobre as tentativas de ser feliz, de não julgar o outro somente por aquilo que vemos, mas tentar entendê-lo. É um convite para conhecer novas pessoas, fortalecer os vínculos e conhecer melhor aqueles que estão ao nosso lado, mas é também uma leitura que abre os nossos olhos para a realidade e exige de nós um posicionamento, além de proatividade mediante a determinados acontecimentos. Só Escute é uma leitura necessária e é por isso que sem dúvidas recomendo este livro!

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Resenha

Te conto um Conto: Um bom Casamento (Escuridão Total Sem Estrelas)

02 junho

         Fala pessoal, em outubro de 2017 eu fiz uma série de resenhas sobre os contos do livro de Stephen King, Escuridão Total Sem Estrelas. Só que na correria da vida acadêmica, acabou faltando a resenha do quarto e último conto, Um bom casamento.
          Se você  não sabe do que estou falando, confira aqui as resenhas de 1922, Gigante do Volante e Extensão Justa, para entender que quando se trata da perversidade humana, parece que não existem limites e que, no momento mais escuro de uma pessoa, toda a expectativa pode ir por água abaixo.
         Você algum dia já se questionou o quão sozinho você está? Você tem filhos, marido/esposa, irmãos, pai/mãe, primos, amigos, mas ninguém está 100% por dentro da sua vida além de você. Por mais aberto e receptivo, por mais intimista que seja um casal, você nunca conhece 100% da vida, ideias e pensamentos de outra pessoa. Você pode até viver junto com alguém por 25, 50 anos e jamais saber tudo sobre essa pessoa. Um pensamento um pouco obscuro e solitário, não é? Eu me questiono com frequência, quanto  da vida de alguém que eu realmente gosto é mistério, se aquela pessoa não seria, de fato, um desconhecido para mim.
         Foi exatamente esse questionamento que Darcy se fez durante aquele fatídico dia em que estava sozinha em casa vendo TV e precisou de pilhas novas para o controle. Não encontrava em nenhum lugar da casa e foi até a garagem de Bob, seu esposo, porque sabia que lá encontraria as benditas pilhas. Bob tinha viajado para avaliar uma coleção de moedas da Segunda Guerra, era um colecionador de moedas, tinha uma paixão numismática. Estando ela sozinha, precisou ir até a garagem, que era domínio de Bob e que ela pouco conhecia, atrás de pilhas. Mas o que ela descobriu lá não foi nada agradável. Darcy, que em 2009 completara 25 anos de casada com Bob, o qual conhecera durante o trabalho na juventude e que compartilhava a mesma paixão do pai dela por coleções de moedas, jamais suspeitou que existissem segredos entre eles. Descobriu um deles tropeçando numa caixa na garagem. Espantou-se pelo fato da caixa estar fora do lugar, dada a organização quase maníaca de Bob. Espantou-se ainda mais com o conteúdo da caixa, que ela poderia apenas ter empurrado de volta para debaixo da bancada e esquecido. Mas não, viu um catálogo de tricô e quando o pegou, viu outros catálogos dela. Bob afirmava que Darcy era compulsiva por catálogos de compras (e as compras também) e a repreendia por isso. Recuperando seus queridos catálogos (que acabariam na lixeira, assim que Bob voltasse), Darcy descobriu algo que não era um catálogo. Uma revista pornográfica, e mais que isso, uma revista de sadomasoquismo. A princípio julgou ser apenas curiosidade masculina, talvez por medo da descoberta inesperada. Depois de muito pensar a respeito, decidiu deixar para lá, sabendo que para preservar um casamento de 27 anos, era preciso deixa para lá certos acontecimentos de importância menor. Empurrou a caixa de papelão com as mãos, pressionando-a contra a parede de volta ao lugar que deveria estar. Ouviu um baque surdo, e isso só a deixou mais paranóica. Não queria conferir, então voltou para dentro da casa. Atendeu um telefonema do filho falando do sucesso nos negócios. Após a curiosidade falou mais alto e conferiu o motivo do baque surdo e não gostou do que encontrou. E você leitor, também não vai gostar. 
         Parada para respirar, a escrita do King é muito descritiva, criando uma zona de suspense, além de fazer com que até mesmo os menos inventivos criem uma imagem mental do ambiente da cena do livro. É quase como ver um filme enquanto lê. Voltando ao conto, Darcy achou um pequeno esconderijo no rodapé e, dentro dele, uma caixinha de madeira que ela reconheceu como um presente  que ela dera a Bob uns 5 anos antes  para guardar abotoaduras. Abriu a caixinha e encontrou três cartões de plástico presos por um elástico. Um de doador de sangue, um da biblioteca de North Conway e uma carteira de motorista, todos no nome de Marjorie Duvall. Mas QUEM era Marjorie Duvall? Como Bob a conhecia? Porque o nome não era estranho a Darcy e o mais importante: POR QUE estes documentos estavam escondidos nas coisas de Bob?
         O desenrolar dessa história, deixo para vocês descobrirem no conto de 87 páginas e prometo que quem ler não vai se arrepender de descobrir o desfecho eletrizante. Há também um filme de 2014 baseado no conto e de mesmo nome que, infelizmente não tem uma boa nota no IMDB, confira o link aqui.
           Então é isso, fechamos aqui esse que já é um dos meus favoritos de Stephen King. Deixem nos comentários o que vocês acham que acontece na sequência e o que acharam da resenha e até a próxima. 

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