HQs/Mangás

Resenha: Persépolis

25 março


Título: Persépolis - completo
Editora: Quadrinhos na CIA.
Páginas: 352
Ano: 2007

Na época das eleições para presidente no Brasil, vi uma imagem em que fazia uma comparação das mulheres antes da revolução islâmica e após no Irã. Confesso que não fazia ideia sobre a história do país e posso dizer, com um pouco de vergonha, que pensei que o regime islâmico sempre existiu por lá. Fui pesquisar mais sobre o tema e cheguei então a graphic novel (romance gráfico) ilustrado e escrito por Marjane Satrapi, uma autobiografia retrata sua perspectiva e os efeitos de uma guerra da infância a sua vida adulta em ordem cronológica.

A história se inicia na década de 1980 quando Marjane era uma criança que sonhava em ser profetiza e conversava com Deus constantemente, mas em seu país começava a revolução islâmica que entre outras coisas obrigava o uso do véu para as mulheres, meninos e meninas deveriam estudar separados, ensinamentos religiosos nas escolas e diversas outras regras em prol da religião islâmica. Seus pais sempre liberais, falavam abertamente sobre política e na década de 1970, participavam ativamente de movimentos contra o regime ditatorial comandado com pelo xá Reza. Com o regime islâmico instaurado no país a guerra ganhou cada vez mais espaço. Atrocidades aconteciam a todo momento e até mesmo uma casa do bairro onde Marjane morava foi bombardeada, os pais optavam para manter seus filhos seguros enviá-los para fora do país. Marjane permaneceu no Irã até os quatorze anos, seus pais decidiram enviá-la para a Áustria para ter uma boa educação. Uma criança morando sozinha em um país estrangeiro, abalada pela guerra e a distância dos pais, obviamente passaria por grandes desafios, além dos dilemas já típicos da adolescência.

Marjane Sartrapi não economizou na hora de retratar sua vida de forma sincera, abordando todo o seu processo de amadurecimento, momentos em que levaram-a contestar a existência de Deus quando seus sonhos de infância deixaram de ser realidade, quando seus heróis mudaram, quando a adolescência conturbada longe dos pais ficou cada vez mais difícil e quando em sua vida adulta demorou um tempo para reencontrar sua essência que era tão clara ainda na infância, mas que se viu cada vez mais distante ao longo dos anos. A leitura é bem diversificada e em alguns momentos até mesmo engraçada, mas sempre reflexiva. Uma graphic novel enriquecedora sobre uma cultura que pouco conhecia e tão distante da minha realidade. Recomendo essa leitura para todos que gostam de história, ou mesmo, para quem não gosta, provavelmente a forma leve como a autora coloca os fatos irá garantir que a leitura seja de fato surpreendente.
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HQs/Mangás

Resenha: Black Hammer - origens secretas

15 dezembro

Título: Black Hammer - Origens Secretas
Autores: Jeff Lemire, Dean Ormston e Dave Stewart
Editora: Intrínseca
Páginas: 184
Ano: 2018

Olá amigos leitores! O final do ano chegou e com ele veio também a correria, infelizmente não tenho lido tanto quanto gostaria, mas sempre que tenho um tempinho livre me dedico um pouco a esse hábito que tanto amo. Entre idas e vindas decidi ler a história em quadrinhos "Black Hammer - Origens Secretas" e posso dizer que fiquei extremamente motivada a continuar lendo a série. Jeff Lemire já é um velho conhecido do mundo dos quadrinhos de super-heróis conhecidos do grande público e dessa vez traz através de "Black Hammer" super-heróis intensos, complexos, repletos de sentimentos e bem elaborados.

O grupo de heróis teve um passado de grandes vitórias salvando o mundo, mas no presente precisam esconder seus super poderes e assim levam uma vida pacata em uma cidade interiorana. Eles estão presos a essa cidade não conseguem sair e sequer sabem o que está acontecendo em seu local de origem. O relacionamento entre eles não se encontra na fase mais tranquila, eles agem como qualquer família e possuem problemas bem similares.

A leitura surpreende por sua originalidade, mesmo com a presença de homenagens sutis aos super-heróis já conhecidos o livro não se descaracteriza e os personagens ganham vida de forma quase instantânea. A jornada a qual são submetidos ao morarem em uma fazenda do interior, se escondendo e não demonstrando quem de fato são é dura, eles se encontram cansados para manter essa máscara por muito tempo o que deixa a trama com um tom dramático na medida certa.

A ação fica por conta das lembranças do passado e o peso maior do presente é o drama que vivem internamente por trás da imagem de família tradicional que passam. Uma leitura que me surpreendeu e me envolveu em um universo totalmente fora da minha caixa, saindo da zona de conforto. Por mais que os quadrinho estejam inseridos no meu cotidiano ainda me considero leiga perante a esse universo e ainda tenho muito o que explorar, mas posso afirmar que essa HQ vale a pena conhecer.

Com relação ao acabamento e a estrutura estética da edição não tenho sobre o que reclamar, a HQ é confeccionada em capa cartão e suas ilustrações são coloridas. O trabalho gráfico está maravilhoso, as ilustrações impecáveis e conferem uma maior originalidade para a leitura. Encerro essa resenha reiterando que é uma ótima leitura para quem gosta de HQs e para quem achou a composição interessante, provavelmente irá se surpreender.

Já leu? Ficou interessado em ler? Não gostou? Me conta nos comentários o que achou sua opinião é muito importante.
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HQs/Mangás

Resenha: Ms. Marvel - Últimos dias

31 agosto


Título: Ms. Marvel - Últimos dias
Autores: Wilson e Alphona
Editora: Panini Comics
Páginas: 124
Ano: 2018

"Ms. Marvel - Últimos dias" vem para encerrar uma fase da Kamala Khan para dar origem a uma nova que começa no encadernado "Superfamosa" que já está disponível para a venda junto com o seu subsequente, mas por motivos financeiros ainda não tenho esses volumes. O que eu posso dizer desse desfecho é que é incrível, já estava na espera pelo encontro de Kamala Khan e Carol Denvers (a primeira Ms. Marvel) que aparece nesse volume como Capitã Marvel e esse crossover atendeu as minhas expectativas da melhor forma possível.

O quarto encadernado reúne os volumes 16 a 19 de Ms. Marvel, que continua sendo escrito pela G. Willow Wilson e nessa edição volta a ser ilustrado por Adrian Alphona, essa parceria continua funcionando bem e traz mais uma edição que não tem como colocar defeito. Como já disse em "Últimos dias" rola o tão esperado encontro entre a Capitã Marvel e a atual Ms. Marvel, que está encarando os últimos dias do Universo Marvel, a Kamala é super fã da Carol Denvers e não foi por acaso que adotou o primeiro nome dela como super-heroína. O encontro tem aquele embaraço básico e bem humorado que a Kamala sempre passa quando encontra um super-herói que ela é fã, porém a situação é bem tensa. A garota além de enfrentar um possível apocalipse, tem o seu irmão sequestrado por um velho conhecido. 

Esse volume reserva grandes emoções, já que pela primeira vez Kamala vê sua família em um fogo cruzado entre a sua vida comum e sua vida como super-heroína. Claro que em algum momento suas decisões como super-heroína iriam confrontar diretamente com a sua vida com a família, mas ainda assim fiquei bem impressionada como esse embate foi conduzido e como o desfecho merece um destaque.

Outra surpresa boa desse encadernado é o crossover entre o Espetacular Homem-Aranha e a Ms. Marvel, os acontecimentos se dão um pouco antes dos Últimos Dias e funciona bem de forma isolada, já que os dois personagens são bem humorados e mereciam esse encontro. A Doutora Minerva aparece vestida com o uniforme da Ms. Marvel original e realizando um sequestro em um hospital. O combate contra a Minerva é cheio de ação e reviravoltas e muito bom humor, mais uma vez me peguei rindo de diversas situações.

O desfecho está digno de todo o nível dos demais encadernados da série e vale muito a pena ser lido. Eu acredito que já reforcei nas outras resenhas o quanto eu gosto da Kamala e o quanto ela foge da linha tradicional de super-heróis e se você chegou até aqui ainda com dúvida sobre acompanhar essa série ou não, posso dizer que vale a pena. Vou deixar os outros links das resenhas dos outros volumes aqui embaixo e sigo dizendo que precisam fazer o filme da Ms. Marvel. Em breve, espero ter a oportunidade de trazer mais resenhas da nova série da Ms. Marvel.

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HQs/Mangás

Resenha: Ms. Marvel - Apaixonada

20 agosto


Título: Ms. Marvel - Apaixonada
Autores: G. Willow Wilson, Miyazawa e Bondoc
Editora: Panini Comics
Páginas: 124
Ano: 2017

Mais um encadernado da Ms. Marvel lido e já faz um bom tempo que estou devendo essa resenha aqui no blog. Ms. Marvel - Apaixonada reúne as edições 12 a 15 de Ms Marvel e a edição 2 de S.H.I.E.L.D e segue sendo uma ótima HQ. Kamala é uma adolescente como qualquer outra, só que o seu trabalho consiste basicamente em salvar a cidade de grandes ameaças. Após vencer seu grande inimigo nos volumes anteriores, ela está crente que as novas ameaças serão fáceis de se encarar, porém até mesmo o baile do dia dos namorados pode ser ainda mais difícil do que ela imagina. Logo de cara nos deparamos com Loki, o vilão mais amado da Marvel, sendo enviado para Nova Jersey, onde é a área da Ms. Marvel. Óbvio que o Loki não vem a Terra sem causar uma confusão mínima e, claro, algumas risadas também.

Já em um segundo momento, nossa protagonista se vê apaixonada. Sim, apesar dela ser uma super-heroína ela não está isenta desse sentimento que atinge a todos em algum momento da vida. O cara é perfeito, bonito e tem interesses em comum com a nossa protagonista, mas será que ela está preparada para encarar os desafios do primeiro amor? No finalzinho, ainda tem uma história da S.H.I.E.L.D., quando Jemma Simmons se infiltra no colégio Coles, para interceptar um possível traficante e acontecimentos bem estranhos podem surgir. Claro, Ms. Marvel irá entrar em ação para ajudar a solucionar o caso.

Já disse em outras resenhas que Kamala é uma super-heroína única e que gosto muito dela. Primeiro, porque ela quebra esteriótipos, ela foi concebida em uma época em que já não é mais necessário usar uma roupa sexy para salvar o mundo, libertando as super-heroínas de padrões sexistas. Segundo, ela é inteligente e tem gostos geeks, ela gosta de acompanhar o universo dos super heróis, gosta de jogar, ver filmes e os quadrinhos estão cheios de referência da cultura pop. Terceiro, ela é engraçada, impossível terminar a leitura de algum volume sem ter dado ao menos uma risada. Por fim, ela tem todos os defeitos que os adolescentes tem e, principalmente, ama a família dela. Poderia enumerar muitas outras características que muito me agradam na personagem, porém vou deixar para um outro momento essa lista extensa.

As ilustrações mais uma vez casam bem com a edição e deixam a história ainda melhor, mesmo com a alteração dos ilustradores que não são os mesmos dos volumes anteriores. Mais uma vez a autora não deixou a peteca cair e acertou em cheio na história, o nível é mantido com louvor. Como já mencionei a HQ é bem humorada e condizente, além de ser atual e conversar bem com o público mais jovem. Aliás, ouso dizer que em qualquer idade, sendo homem ou mulher, provavelmente se você gostar de super-heróis, precisa conhecer a Ms. Marvel. Estou só esperando quando vão anunciar o filme dessa garota, sem dúvidas ela irá conquistar um grande público. Deixo aqui a minha indicação para todos que leem quadrinhos, ou até mesmo para aquelas pessoas que estão a procura de uma boa leitura de entretenimento.

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HQs/Mangás

Resenha: Garota-ranho vol.1

15 agosto


Título: Garota-ranho Vol.1
Autores: Bryan Lee O'Malley, Lesleie Hung, Mickey Quinn
Editora: Quadrinhos na Cia.
Páginas: 
Ano: 2016

Nos últimos anos eu tenho me encontrado em leituras de quadrinhos, descobri no gênero uma riqueza que não fazia ideia. Por muito tempo pensava que os quadrinhos eram voltados apenas para o público infantil e juvenil e, para a minha surpresa, o gênero tem trazido grandes surpresas para a minha vida de leitora, extrapolando o gênero de super-heróis (isso não é uma crítica) me deparei com conteúdos diversificados nesse universo e incríveis. Quando uma história em quadrinhos (HQ) propõe fazer uma crítica a situações atuais, sou a primeira da fila a querer ler e é o que promete e cumpre Garota-ranho.

Para começar a nossa conversa sobre o livro preciso confessar uma coisa, não fazia ideia do que significava a palavra ranho, que nada mais é do que muco nasal, popularmente conhecido como catarro. Sim, caros leitores jamais imaginei que iria ler algo que tivesse ranho no título, a vida é uma caixinha de surpresas. Vencendo essa barreira dei início a leitura que traz a história de Lottie Person uma blogueira de modas de Los Angeles que aparentemente tem uma vida perfeita, bela, "chique sem esforço"  (como descrita na HQ), repleta de amigos e jovem. O que ela não quer que ninguém saiba é que por trás da tela a vida dela está um caos, ela tem uma alergia fortíssima, falta-lhe autoconfiança e alguns acontecimentos estranhos tem acontecido em sua vida, até mesmo um possível assassinato.

A história em quadrinhos abusa de uma linguagem informal, cheia de gírias e expressões usadas na blogosfera. Utiliza ainda, cores fortes e traços belíssimos para fazer uma crítica sobre algo que todos estão cansados de saber, mas ainda assim desejam muito acreditar, na perfeição (glamour) que é passado diariamente por milhares de pessoas em seus canais de comunicação. Digo isso não só pelos 'digital influencers', mas por todos que muitas vezes estão passando por situações complicadas, porém em suas redes sociais ostentam a perfeição e o glamour, muitas vezes só para se sentirem incluídos nesse universo. Não estou dizendo que é errado usar as redes sociais para publicar momentos de felicidade, situações cotidianas e sim pra alertar do perigo que existe por trás de tentar manter a tal fachada e seguir tantos padrões que são ditados diariamente por esses meios. Em um mundo que está cada vez mais imerso em tecnologias, onde as relações virtuais tem tomado o espaço de diálogos olhos nos olhos é necessário ter bom senso e discernir entre o que é bom do que é ruim. É um grande desafio quando 'curtidas', comentários e número de seguidores abalam diariamente a auto-confiança e ditam como as pessoas devem ser.

Ufa! Depois desse discurso todo sobre a atual situação em que o mundo se encontra e que essa HQ descreve com tanta clareza, acredito que ficou evidente o quão atual e relevante é o tema abordado nesses quadrinhos. O que não me agradou tanto na obra são os saltos temporais, pois me deixaram um pouco confusa para o primeiro volume de uma série. Os saltos se dão devido aos lapsos de memória da protagonista, causados pelo remédio que está tomando para combater a alergia, portanto são justificados. O suspense por si só e a dúvida que fica em volta da protagonista já garante a curiosidade para ler os próximos volumes dessa série de HQs.




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HQs/Mangás

Resenha: O outro cão que guarda as estrelas

25 julho


Título: O outro cão que guarda as estrelas (Zoku Hashi Mamoru Inu)
Autor: Takashi Murakami
Editora: JBC
Ano: 2015
Páginas: 176

Histórias com cachorros sempre me emocionam, eu acredito que o amor de um cão por seu dono é sempre puro e sincero, sempre tem algo para ensinar aos humanos. Portanto, é sempre bom ter uma caixinha de lenços ao lado quando se lê algo em que esses seres são protagonistas. Pelo menos comigo essa é a regra, sempre cai um cisco nos meus olhos e as lágrimas são certeiras. "O outro cão que guarda as estrelas" traz a história de dois cãezinhos que mudaram totalmente a vida de seus donos e que mangá incrível. 

Já faz um bom tempo que publiquei aqui no blog a resenha do primeiro volume desse mangá "O cão que guarda as estrelas" (confira aqui) e não me lembro ao certo porque não fiz resenha do segundo volume naquela época. Conferindo os títulos na minha estante me bateu aquela vontade de reler esse mangá e mais uma vez me peguei comovida pela beleza da história e refletindo sobre o quão valiosas são as amizades na nossa vida. E quem é conhecido por ser o melhor amigo do homem? Os cachorros. Essa não é uma regra e o que vou dizer a seguir não é baseado em nenhuma pesquisa e sim na minha experiência pessoal. Os animais de estimação trazem grandes benefícios aos seus donos, os ajudam a socializar melhor, reduzir o estresse, a ter mais momentos felizes, combater a depressão entre tantos outros benefícios. Os animais trazem uma dose diária de amor à vida das pessoas.

Como já mencionei esse segundo volume traz a história de dois cãezinhos que de forma direta mudaram a vida de seus donos e contribuíram com a melhoria na qualidade de vida de ambos. O primeiro é irmão de Happy que conhecemos no primeiro volume, um cãozinho que estava com a saúde fragilizada e que por muitos foi rejeitado, até que uma idosa viu ele e decidiu levá-lo para casa. Muito cansada, a idosa procurava um motivo para acabar com a sua vida e reconheceu no frágil cachorrinho o gatilho que precisava para cumprir o seu objetivo. O segundo cãozinho  também por muitos rejeitado, estava à venda em um petshop há alguns anos e tinha seus dias de vida contado, já que não conseguia ser vendido. Seu destino muda quando um garoto de rua o sequestra. O que ninguém sabia é que a vida dos dois seria salva pelo poder da amizade.

Apesar de ser o segundo volume, a história desse mangá pode ser lida sem se ter o conhecimento da anterior.  Porém, indico que leia os dois, já que ambos possuem belas histórias. Amor, amizade, companheirismo e a importância de se ter alguém com quem dividir o fardo da vida ficam em evidência nos dois volumes. É impossível parar de ler antes de chegar ao final, são aqueles mangás que prendem a atenção do início ao fim. Uma leitura para se recordar com carinho e sempre visitar quando se busca conforto em uma leitura, mas sempre preparado para fortes emoções.

Quando comecei a ler mangás não imaginava que iria me deparar com tantas histórias emocionantes e esses dois mangás entraram para a lista de favoritos do meu ranking geral de leituras. Até para quem nunca leu nada do gênero eu recomendo a leitura, é uma aposta certeira. A proposta é belíssima e a arte ainda mais incrível. A edição é muito bonita, possui orelhas, folhas de qualidade e as ilustrações são em preto e branco.

Se você assim como eu gosta de cachorros e sempre se emociona com enredos do tipo, provavelmente irá gostar dessa história.
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Fullmetal

Resenha: Fullmetal Alchemist Vol.2 e 3

23 julho

Oi pessoal, Renner por aqui.

Bom, no meio do ano passado fiz uma resenha do primeiro volume da republicação de Fullmetal Alchemist, mangá escrito por Hiromu Arakawa. Desde a época já havia lido o volume 2 mas fiquei devendo a resenha porque estava numa reta final de faculdade, em busca de estágio e finalizando o TCC. O tempo passou e eu fui adiando a continuação, passando outras leituras na frente mas, no início de junho reli o volume 2 e li o volume 3 também, história que vos trago aqui, depois de muito tempo.
No primeiro volume, cuja resenha se encontra aqui, é apresentado todo o universo de Fullmetal, explicando o que é a alquimia, como funciona, introduzindo os personagens principais Ed e Al e outros pontos que o piloto sempre trás.
Neste segundo volume, o Coronel Roy Mustang, responsável por tornar Ed um alquimista federal apresenta os garotos a um alquimista especializado na transmutação de quimeras falantes, Shou Tucker, o alquimista da sutura vital. Na busca pelas respostas para recuperarem seus corpos, Ed e Al pesquisam por toda a biblioteca de Tucker e também criam uma amizade com Nina Tucker, a filhinha de Tucker. Exceto pelo cachorro, a menina é muito solitária porque segundo Tucker, a esposa o abandonou 2 anos atrás e ele trabalha muito, dando pouca atenção à filha. Recentemente Tucker está sob mais pressão ainda, uma vez que alquimistas federais tem que mostrar resultados para manter suas licensas e desde sua primeira quimera falante, não obteve mais resultados de sucesso.

Esse volume/episódio da série foi o mais dramático e triste que eu (e acredito que todos) já vi. Shou Tucker, pressionado por resultados, consegue produzir outra quimera falante mas, a que custo? Ed e Al descobrem o segredo de Tucker e o final do primeiro bloco é chocante. Revoltados e desconsolados, Ed e Al acabam se encontrando acidentalmente com o primeiro antagonista da história de Fullmetal, apelidado de Scar. Correndo sérios riscos, eles são perigosamente feridos e somente salvos pelo restante do exército que chega bem a tempo e quase não consegue derrotar Scar, que foge. Com o braço de automail destruido, Ed se vê obrigado a retornar a sua cidade, Resembool para que sua mecânica repare seu braço. Por serem crianças e pelo perigo apresentado por Scar, o Major Armstrong acompanha os dois na viagem. Numa das paradas, encontram um ex-alquimista federal foragido, reconhecido pelo major Armstrong, Doutor Tim Marco. Ele foi conhecido por pesquisas na área da medicina. esse encontro é bem interessante porque faz parte do arco principal e trás algumas respostas para Ed e Al.

Seguindo viagem, chegamos ao volume 3, no qual o major Armstrong conhece mais da história dos garotos e também quando nos é apresentada uma das personagens mais engraçadas de Fullmetal: A vovó Pinako e sua neta Winry Rockbell. Quando Ed e Al perderam tudo, foi Pinako que criou os dois e Winry foi a amizade de infância dos dois. Winry é a mecânica de Ed e fica muito brava pela destruição de suas obras, o que gera momentos cômicos. Neste volume são apresentados mais detalhes do passado dos irmãos Elric. Os garotos tem pressa de voltar para a Cidade Central e investigar a pesquisa que o Doutor Marco deixou escondida por lá, o que faz Winry trabalhar muito. Após um volume inteiro mais calmo e tranquilo, Ed e Al finalmente chegam a Central somente para descobrir que o local que continha as pesquisas de Marco foi incendiado. Outro beco sem saída. Para a sorte deles, existe uma ex-bibliotecária que tem memória fotográfica, Sheska, e que leu toda a obra do doutor Marco. Ela reescreve a obra para os garotos, mas estes descobrem que a codificação em forma de livro de receitas pode ser um desafio e tanto. E depois de dias a fio, conseguem decifrar o método para criar a pedra filosofal, mas um problema muito maior surge no caminho dos garotos que querem recuperar seus corpos. 

A forma como Arakawa planejou e executou sua história é fascinante. Diferente dos mangás que continuam infinitamente devido ao sucesso dos animes e mangás, Fullmetal possui uma estrutura de ganchos e arcos muito bem construida, não faltando detalhes e nem sobrando volumes. É uma história sobre sofrimento, amizade e irmandade com toques de humor, ação e aventura. Não atoa é considerada uma das melhores histórias por muitos leitores. A animação Brotherhood também impressiona pela fidelidade ao mangá, trazendo ainda uma boa trilha sonora. Para mim, há ainda um sentimento nostálgico por ter visto o primeiro anime na infância. Mas continuarei lendo e trazendo para vocês sobre essa série. Comentem aí se já conheciam, se ficaram curiosos. Vejo vocês na próxima.

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HQs/Mangás

Resenha: Your lie in april (Vol. 1 ao 4)

29 maio

Título: Your lie in April
Autor/Ilustrador: Naoshi Arakawa
Ano: 2017/2018
Editora: Panini/Planet Mangá
Classificação:      


Eu estou um pouco em falta aqui no blog com as minhas resenhas de quadrinhos e mangás, mas aos poucos vou retomando. Os primeiros mangás que li esse ano foram os da série "Your lie in April", escrito e ilustrado por Naoshi Arakawa. O mangá teve sua adaptação animada feita em 2015 e atualmente está sendo lançado no Brasil. A obra, que é composta por onze volumes, já tem até o volume sete disponível para a compra. Para quem gosta de mangás de drama, assim como eu, a história é um prato cheio de emoções. Sem mais delongas, vamos ao que de fato interessa, o conteúdo.

Kousei Arima é um pianista prodígio que desde a infância é conhecido por sua excelência em seguir as partituras, executando-as com perfeição. Sua treinadora era a sua mãe, que cobrava de forma extremamente rígida para que ele fosse o melhor pianista em todos os concursos dos quais participava. Os dois não possuíam uma relação amorosa como mãe e filho, o mangá dá a entender que a forma como a mãe tratava o filho era somente com a postura de treinadora. A mãe de Kousei estava doente e quando ela faleceu Kousei se afastou de vez dos palcos e parou de participar dos concursos. Ele carrega consigo uma forte amargura, a dor da perda da mãe e o fato de não mais conseguir escutar as notas quando ele está tocando piano.

Kaori é o oposto de Kousei, quando ela toca violino ela expõe todos os seus sentimentos, ela insere sua personalidade nas músicas que está tocando. Uma menina alegre e cheia de vida e quando ela entra na vida de Kousei, acaba convencendo-o a voltar aos palcos. Não pense que o retorno será um processo fácil, Kousei precisa enfrentar seus próprios medos e encarar os fantasmas do passado que ainda o assombram.

Os mangás não se restringem somente a esses dois personagens. Tsubaki é amiga de infância e vizinha de Kousei. Ela é uma jogadora de softbol e tem esperanças de que, com a ajuda de Kaori, a vida do seu amigo retorne aos trilhos e ele volte a seguir em frente. Ryouta é outro amigo de Kousei. Ele é capitão do time de futebol e tem a personalidade estereotipada para esse tipo de personagem. Bonito, faz sucesso com as garotas e superficial, mas lá no fundo as vezes tem algo profundo a dizer. Nos outros volumes da série ainda são introduzidos dois personagens, Takeshi Aiza e Emi Igawa, dois pianistas que sempre sonharam em superar o talento de Kousei desde a infância e que estão prestes a ter a chance de confrontá-lo no palco.

Como já mencionei, os mangás possuem uma alta carga emocional, traz a tona traumas, dores e a forma como cada um lida com os seus problemas. Por baixo de toda a superfície perfeita existem sentimentos que precisam ser trabalhados, dores a serem superadas. Não digo isso somente pelo personagem principal, a história vai além dele. Em alguns momentos essa pode parecer uma fórmula batida quando se trata de drama, mas não se deixe levar somente por isso, é uma história tocante e que quebra essas barreiras. Os personagens que a princípio podem parecer típicos se mostram humanos, reais, suscetíveis a erros e quedas. Qualquer leitor pode se identificar com algum deles. 

O que mais me agradou no mangá foi como a música se faz presente e ultrapassa as folhas de papel. É como se eu escutasse os personagens tocando, tamanha a veracidade demonstrada no texto e nas ilustrações. Além disso, toda vez que uma música é mencionada a mesma vem acompanhada de notas de rodapé que ajudam o leitor a se ambientar e até mesmo buscar a música para ouvir. Acredito que o anime seja tão tocante quanto a leitura e em breve pretendo vê-lo.


Para os leitores de mangás que gostam de um bom drama, não tenho dúvidas que irão se envolver com essa trama. Indico para todos que leram e gostaram de Orange, provavelmente se sentirão envolvidos com essa história. Para quem está começando no mundo dos mangás essa pode ser uma porta de entrada também, por se tratar de uma leitura fluida e com ilustrações bem feitas.



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HQs/Mangás

Resenha: Deadpool – Três Homens Em Conflito

04 janeiro

Eu (Renner) estou de volta, leitores do Rascunho. Feliz 2018 pra todos vocês e que este seja um ano repleto de boas leituras e muuuuita grana pra comprar livros novos.
Hoje vamos falar do terceiro encadernado de Deadpool: Três Homens em Conflito, lançado pela Panini e integrante do selo Nova Marvel. Se você não leu ou não conhece os dois primeiros, tem resenha dos dois aqui (essa não tem no blog, mas tem uma minha no skoob) e aqui.
Esta obra de arte que é Deadpool – Três homens em conflito já começa bem pela referência do título. Isto porque Três Homens em Conflito é o nome em português do aclamado filme de faroeste protagonizado por Clint Eastwood, aquele com a música mais famosa de faroeste que você ouve aqui. Por acaso, essa referência faz ainda mais sentido no título em inglês, que traduzido fica “O Bom, O Mau e o Feio” (se não entendeu, olhe pra capa do encadernado de novo).
Composta de 7 mensais, este encadernado começa com a edição 13 fazendo um flashback retro em que Deadpool (de cabelo afro nos anos 70) resolve fazer parte dos heróis de aluguel, negócio criado por Punho de Ferro e Poderoso (mais conhecido como Luke Cage). Nessa brincadeira, surge um vilão caricato que mais parece um cafetão e o encrenqueiro tagarela que nunca foi muito bem vindo arma muita confusão, rendendo boas risadas. De volta aos dias atuais na edição 14, o tal vilão reaparece com sede de vingança e Punho de Ferro, Luke Cage e Deadpool se reúnem novamente (contra a vontade de Luke, devo dizer) para dar fim ao Homem Branco (muitos trocadilhos com esse nome). Isso tudo para no fim Deadpool ser novamente abordado pelos maníacos que tem neutralizado ele e roubado seus órgãos desde a edição passada. Só que dessa vez ele consegue algumas informações para ir atrás e descobrir ao longo das edições 15 a 19 o que está sendo feito com seus órgãos e até um pouco do seu passado. Sentindo o perigo, nosso querido mercenário procura ajuda e orientação de ninguém menos que Wolverine e capitão América, os quais não levam a sério e nada sabem sobre o que Wade está procurando.
O que você vai descobrir nessa história, é de arrepiar. Acreditem, esse foi o melhor dos três encadernados porque tem realmente uma história. Ainda temos bastante comédia, referências e trocadilhos pelo caminho, afinal se não tivesse não seria o Deadpool, mas temos um drama crescente que evolui a cada virada de página, até chegar ao ponto de te deixar com pena de um mercenário que mata por tédio, que se associa e trabalha com demônios e que não se importa com nada. O deadpool, afinal de contas, sente alguma coisa. Esta obra é de tirar o fôlego, recomendo muito mesmo, acredito que até os leitores mais veteranos vão gostar desse encadernado. A arte, como sempre é bastante explosiva, com cores fortes e enquadramentos de impacto dos filmes de ação. E as piadas, não se esqueçam das piadas de péssimo gosto.
Abaixo deixo algumas fotos para deixar vocês ainda mais inquietos para ler esse encadernado.
Deixem aí em baixo nos comentários o que acharam e até a próxima.


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HQs/Mangás

Resenha: Orange (Volume 1 ao 4)

30 setembro

Autor: Ichigo Takano
Editora: JBC
Clássificação: 5/5 estrelas
Já não é novidade que cada vez mais eu tenho me aproximado do universo dos mangás e tenho que confessar que os chamados shoujo (quadrinhos voltados para o público feminino) tem ganhado um bom espaço na minha estante e é nesse gênero que se encaixa Orange. Desde a primeira vez que ouvi sobre este mangá já sabia que era uma história bem bonitinha que aquece o coração e eu não estava errada.
Essa será uma resenha breve, já que não vou me aprofundar muito na sinopse de cada um dos mangás (não quero estragar a leitura de vocês com spoilers), vou me reter um pouco mais nos sentimentos durante a leitura.

Orange traz a história de Naho uma adolescente de dezesseis anos que está frequentando o colegial e que tem em suas mãos uma carta escrita por ela no futuro, pra ser mais específica a Naho de vinte e seis anos escreveu uma carta para a Naho de dezesseis anos. O conteúdo da carta fala sobre os arrependimentos que ela deve evitar durante o ano que tem pela frente no colegial. Um adolescente por si só já precisa lidar com diversos problemas da fase em que está vivendo e imagina ainda ter que lidar com as consequências de suas atitudes no presente e que no futuro irão significar uma dor irreparável. Naho após constatar que os fatos narrados pela carta são verídicos se vê tomada pelo medo de não conseguir evitar que o futuro se torne realidade. Ela ainda fica na dúvida sobre contar ou não aos seus amigos sobre a carta que recebeu, pois agir sozinha fica cada vez mais difícil.

Essa é uma história sobre amizades, arrependimentos e perdas. Ao mesmo tempo que tem um tom leve traz uma narrativa diferenciada que me envolveu do início até o momento e vem me deixando ansiosa pelo final. Acredito que a maior tortura de qualquer leitor seja ficar ansioso para ler o final de uma história, principalmente quando já se sabe que o final está publicado, pois bem, é assim que me encontro. A história é dividida em cinco volumes e o quinto encontra-se indisponível nos sites que costumo comprar, agora estou na torcida para consegui-lo o mais breve possível para enfim amarrar as pontas dessa história.
Vale ressaltar que por mais que se trate de cartas oriundas do futuro essa não é uma trama complexa e que aborda por exemplo o paradoxo temporal, o autor optou por tratar o tema de uma forma mais simples e traz uma explicação embasada em uma realidade alternativa, ou seja, mesmo que o presente altere o futuro ainda irá existir uma realidade em que aconteceu os fatos narrados pela carta.

Esse é um mangá que sem dúvidas vale a pena ser conhecido por quem gosta de tramas que possuem uma boa dose de drama e que podem levar do riso as lágrimas em poucos instantes. Para um parecer um pouco mais técnico os traços das ilustrações são lindos e o nível de detalhes incríveis, mesmo não conhecendo o Japão pesquisei um pouco sobre alguns lugares citados e posso dizer que a forma como foram retratados ficaram de fato bem reais. Sem dúvidas essa série já tem um lugarzinho reservado no meu coração.

Se quiser me conta nos comentários o que achou desse post, vou adorar saber a sua opinião. ;)

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HQs/Mangás

Resenha: Fullmetal Alchemist- Volume1

13 agosto


Fala pessoal, aqui é o Renner e hoje vamos falar de mangás. Eu mesmo não sou muito acompanhador do universo de mangás/animes, não desperta tanto meu interesse quanto os trabalhos ocidentais, as conhecidas HQ’s. A Carol é mais fã de mangás e sempre trás pra vocês alguns muito legais, mas hoje é minha vez e já explico o porquê...
Ôh do aço!!!

Isso mesmo, vim falar do mangá de Fullmetal Alchemist. Já sou suspeito pra falar de Fullmetal porque tem uma importância ímpar na minha infância. Lembro que chegava do futebol no fim da tarde e ainda suado sentava na sala e ligava na RedeTV pra ver o Alquimista de Aço e depois Supercampeões. Tinham outros animes que passavam lá, mas foram esses dois que marcaram essa época e ficaram pra sempre na minha memória, logo rever o anime e ler o mangá trazem sempre uma nostalgia das mais gostosas. Mas chega de enrolação e vamos pro mangá.

Fullmetal Alchemist conta a jornada dos dois irmãos, Edward e Alphonse Elric, em busca de recuperar as partes de seus corpos perdidos durante um processo alquímico. A maioria de vocês deve saber por alto o porque, mas neste primeiro mangá é tratada uma história introdutória para explicar como é o mundo de Fullmetal, explicar o que é a alquimia e quais as regras do seu uso. Somente para situar um pouco vocês, o universo de Fullmetal é bastante militarista e os melhores alquimistas se tornam membros desse governo militar. Ed e Al (os apelidos pelos quais os irmãos se chamam) são duas crianças durante essa obra, mas ainda assim Ed se torna um alquimista federal e seu irmão mais novo o acompanha nessa jornada. Uma parte interessante de se observar ao longo dessas obras são os automails, próteses metálicas que substituem membros perdidos (como o braço direito e a perna esquerda de Edward) e que de certa forma dão nome à obra que, curiosamente (e felizmente) não foi traduzido para o português. O bom dessa obra é que quase todos os personagens são bem criados, causam bastante empatia no leitor, seja pela graça e pela bondade ou pela crueldade e seriedade. O fato é que Fullmetal se adapta bem para jovens (indicado a partir dos 14 anos) e adultos e tem uma história que te prende. Ele é uma obra descontraída, cheia de momentos cômicos, mas também tem dentro do seu eixo principal o drama dos irmãos que os tornam mais unidos. Esse amor fraterno forte me lembra muito de Supernatural (seriado de TV) onde cada irmão só tem um ao outro e os dois estão sempre viajando em busca de respostas, é uma trama bem parecida.  É uma obra leve em que cada mangá pode ser lido em um dia, com uma arte muito bacana. Esta é uma nova edição de republicação feita pela JBC que ficou espetacular e que tá baratinha, vale muito à pena dar uma conferida. Como estou dando sequência, provavelmente teremos mais Fullmetal Alchemist por aqui em breve e, se você gostou ou tem algo a acrescentar, deixa aí seu comentário pra gente pode saber. Até a próxima!


Extras: O anime é bem bacana e pode ser encontrado para assistir online. Este primeiro mangá corresponde ao terceiro episódio do anime Brotherhood (que é mais fiel ao mangá do que o anime de 2003) porque é necessário introduzir mais rapidamente os personagens e a alquimia, sendo os dois primeiros episódios feitos para isso. O anime é bastante fiel ao mangá, sendo uma ótima adaptação.
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HQs/Mangás

Resenha: Constantine - A fagulha e a chama

24 julho



Tudo tem um preço. Por mais que você tente trapacear para obter algo sem pagar por isso, o universo move suas alavancas invisíveis para cobrar seu preço.
Olha eu aqui de novo pra falar de mais HQ’s. E hoje vamos a Constantine: A fagulha e a Chama.
Se você não conhece, deve ter pensado no filme com Keanu Reeves chamado Constantine. É o mesmo cara, Renner? É sim. John Constantine é um personagem da DC comics que tem envolvimento com ocultismo, demonologia e magia. Na série Hellblazer (de onde o filme se baseia) temos mais temas voltados para o inferno e os demônios.
Já nesta HQ ele tem mais envolvimento com magia, objetos místicos e feiticeiros, mas o seu “trabalho” no mundo é manter o equilíbrio para que ninguém que se aventure pelos caminhos da magia sem conhecer direito onde está se metendo e pague um preço muito alto ou se torne poderoso demais para desequilibrar a balança. Ambientado em cenários muito lúgubres, sujos e sempre escuros e depressivos, temos uma sensação de um estilo Noir, com cores mortas e apenas alguns objetos ou personagens com cores mais vivas em cena. O próprio protagonista tem direito a quase todos os adjetivos ruins de um anti-herói. Egoísta, arrogante, negligente e individualista e em alguns momentos apresenta um humor negro. Nesse encadernado ele está tentando impedir um grupo de poderosos feiticeiros/magos de alcançar um artefato místico que permite acessar qualquer recurso mágico do planeta. É meu primeiro contato com o personagem nos quadrinhos e eu gostei bastante. Essa faceta cruel e sofrida da humanidade me atrai muito. A capa e a arte são de um brasileiro, o Renato Guedes, e muito atraentes. O nível de imersão foi tal que eu conseguia imaginar a cena se movendo como um filme na minha cabeça. O final deixa o arco aberto para uma continuação com aquele gostinho de quero mais saber o que vai rolar. Essa HQ faz parte dos novos 52 da DC e vale muito a pena pra quem curtir a ambientação e a temática que falei a pouco.



Se você gostou da resenha ou acha que faltou alguma coisa, deixa ai nos comentários.
EXTRAS: Eu particularmente não sou tão fã do filme porque: 1º acho o Keanu Reeves com muita cara de mocinho pro papel; 2º o filme aborda o lado mais cristão de inferno e demônios, pegada meio exorcista da coisa (o quadrinho que ele se baseia também é), e eu prefiro outras formas de misticismo, preferindo a pegada dessa HQ que vos apresento.
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HQs/Mangás

Resenha: O cão que guarda as estrelas

05 julho



Sinopse: O cão que guarda as estrelas, de Takashi Murakami, é uma graphic novel que conta uma aventura vivida por dois companheiros: um simples senhor, sem dinheiro, emprego, ou família, e seu cachorro. Juntos, eles farão o possível para viver e sobreviver a sua viagem pelo interior do Japão.O diferencial da narrativa fica por conta do ponto de vista. Os acontecimentos são vistos sempre pelo olhar do cachorro e a perspectiva canina dos fatos e seus sentimentos são os companheiros do leitor ao longo das páginas. (Universo HQ)

Quando me propus a conhecer o universo dos mangás não fazia ideia do que me aguardava, não fazia a menor ideia do quanto esse tipo de leitura poderia me afetar e transformar a minha visão de mundo, abordando temáticas interessantíssimas e trazendo enredos emocionantes. Posso dizer que conhecer os quadrinhos japoneses foi uma aposta certeira. Até o momento só fiz leituras que me agradaram e me instigaram a ir em busca de novas em seguida. Foi nessa busca que me deparei com o mangá “O cão que guarda as estrelas”, a princípio encantada pela bela capa e pelo fato do protagonista ser um cãozinho e em seguida pelos elogios que vi tecidos em tantas outras resenhas, porém o mesmo se encontrava esgotado e não o encontrava em livrarias, até que já sem esperanças o vi disponível no site da Amazon, não parei para pensar e o comprei e não me arrependo nenhum segundo pela compra.

Happy é um cãozinho adorável que adora passear com o seu dono diariamente. É durante esses passeios que os dois começam a desenvolver uma bela relação de amizade e com o passar dos anos os dois ficam ainda mais próximos. O seu dono acometido por uma doença grave e desempregado acaba sendo abandonado pela esposa, o relacionamento com a filha também deteriorado acaba afastando-o das duas. Sem ter muitas posses após o divórcio ele parte por uma viagem junto com o seu cãozinho Happy pelo litoral do Japão.

O que esperar dessa viagem? Muitas emoções meus caros leitores. Através de uma visão repleta de sensibilidade e cheia de pureza que só pode ser passada através de narrativas do ponto de vista de animais e crianças, o enredo vai tomando forma e impressionando com as belas ilustrações. Ao mesmo tempo que a amizade entre o cão e seu dono aqueceu o meu coração os meus olhos ficaram marejados tomados pelo drama sensível que era desenvolvido ao longo das páginas. Desde o início o leitor já tem um vislumbre do final triste, porém a caminhada até aquele momento é extremamente rica e intensa. É nos percalços encontrados que o leitor é tomado pelo amor entre o dono e seu melhor amigo e é difícil se tornar imune a esse sentimento tão grandioso que está sendo retratado ali.


Eu não tenho dúvidas que os cães são seres iluminados que preenchem a vida de seus donos com uma amizade e fidelidade inquestionável, portanto já esperava que a leitura iria me comover, o que eu não esperava era a intensidade com que iria me atingir, despertando uma verdadeira enxurrada de lágrimas. Mesmo com toda a carga dramática, encerrei a leitura com o coração cheio de bons sentimentos e extremamente feliz por ter realizado essa leitura.
Ilustração extraída do site Natalie.

A obra foi premiada em diversos países e ganhou até um filme que foi baseado nesse mangá. Espero ter a oportunidade de falar sobre o filme e sobre a continuação “O outro cão que guarda as estrelas” em breve aqui no blog.
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HQs/Mangás

Resenha: Esquadrão Suicida - Vivendo no Limite

17 junho



Sinopse: Algo de podre no esquadrão Enquanto os integrantes da Força-Tarefa X – mais conhecida como Esquadrão Suicida – tentam se recuperar da desastrosa missão em Gotham City, um segredo sombrio vem à tona com a descoberta de um traidor dentro da equipe. Treinado por Regulus, o líder de uma organização terrorista, o sabotador tem ordens de eliminar Amanda Waller e expor o Esquadrão. Em meio a isso, o grupo é incumbido de caçar e prender o misterioso meta-humano Mitch Shelley, também chamado de Ressurreição. No entanto, isso pode se revelar mais mortal do que se pensava, além de fazer parte do plano suicida de Waller para deter Regulus. Reunindo as edições originais Suicide Squad 8-13 E Resurrection Man 8-9 Em 188 páginas, este volume apresenta uma história que revira as entranhas do Esquadrão Suicida, bem como os coloca em uma de suas missões mais letais. O roteirista ADAM GLASS (da série de tevê Supernatural), com a ajuda dos Artistas Federico Dallocchio (Starcraft) e Fernando Dagnino (Superman), traz uma aventura recheada de ação e insanidade como só poderia ser em se tratando desta equipe.

Explosivo. Se tivesse que definir em uma palavra essa HQ, seria assim. O segundo encadernado dos bad guys da DC na série os novos 52 dá continuidade a Esquadrão Suicida: Chute na Cara (tem resenha dele aqui no blog, se não leu corre lá e confere rapidinho clique aqui). Se você gostou do primeiro, deve amar este aqui por vários motivos. O primeiro motivo é que ele tem muito mais ação que o primeiro (e o primeiro tem um pouco de ação já , então...). O segundo é que ele tem mais consistência na história e é cheio de plot twists de dar até infarto de tão emocionante. O terceiro é que o esquadrão faz menos rotação de membros que no primeiro encadernado, então dá pra acompanhar melhor quem é quem e qual a história de fundo de cada um. O título original é Basilisk Rising, mas adaptá-lo ao invés de somente traduzir serviu muito melhor. Isso porque vivendo no limite descreve exatamente a situação: Um esquadrão com membros desgastados, pirando, de saco cheio, cuja líder também não está nada bem. Os personagens são legais, diferentes e as situações bem exploradas. E tem ação o tempo inteiro. Não tem um minuto de descanso para esses vilões. Vivendo no limite não fecha o cerco. Ao contrário, deixa a história muito aberta para uma sequência (exatamente como no primeiro, quem leu vai entender). Super recomendado (junto com o primeiro, pra entender tudo), essa série do Esquadrão nos novos 52 tem tudo pra dar muito certo, trabalho de primeira do roteirista Adam Glass. Corre lá e confere pra ver do que estou falando.


Curiosidade: Por ser composto pelos mensais 8-13 de suicide squad e 8-9 de Resurrection Man, dá pra notar que Amanda Waller e a Dra. Visyak mudam drasticamente na arte de Resurrection Man. Entretanto não tem muita diferença nos membros do esquadrão. Confira as fotos pra ver.
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