Olá pessoal, tudo bem? É com imenso prazer que anunciamos mais uma parceria muito especial com a autora Josiane Scapin Dutra. Ficamos imensamente felizes pelo mês de maio ter sido bem promissor para nós e esperamos que seja uma parceria de sucesso! Seja bem-vinda Josiane ao nosso cantinho e agradecemos a confiança depositada em nosso trabalho.
A obra Para Onde Você Foi? é um romance que conta a história de Clarissa, uma moça nascida no interior em busca de melhores condições de vida na capital. Abaixo segue uma breve sinopse da obra e um pouco sobre a autora Josiane.

Sinopse:



Quem é Clarissa e o que ela está em busca? Até onde ela está disposta a ir para realizar seus sonhos e que sonhos são esses? Nas páginas deste livro, prepare-se para mergulhar em uma narrativa composta em um estilo direto, cru, desprovido de penduricalhos adjetivistas.  Não há lugar nessas linhas para aquilo que em nada colabora para a compreensão da essência da história que está sendo narrada. Isso porque Josiane Scapin Dutra domina o fio da meada que ela mesma concebeu e maneja com precisão os elementos literários que vão produzir no leitor os efeitos (as surpresas, melhor dizendo) que ela planeja. E funciona.


Biografia:



Josiane já comprova ser, neste seu segundo romance, uma tecelã das palavras, no momento em que avança do tom confessional autobiográfico que pautou sua obra de estreia, As Mortes de Sofia (2008), para palmilhar com segurança a seara da ficção madura. O leitor é levado aqui a acompanhar a saga de Clarissa, moça chegada à Capital proveniente do Interior em busca de emprego e de condições para construir e almejar um futuro digno de ser vivido. A dureza da grande cidade, as armadilhas que ela interpõe no caminho, a busca desesperada por soluções, as paixões, as desilusões, a força para recomeçar, as perdas, a conquista de sonhos, o lento, contínuo e profundo processo de amadurecimento a que todos estamos sujeitos, nós, pessoas comuns de carne e osso, tão bem retratadas pelas pessoas de papel como Clarissa, concebida pela sensibilidade e pelo poder de observação do mundo como ele é, que só os escritores de verdade, como Josiane, possuem.
Embarque com Clarissa e com Josiane nessa saga humana em busca do ser.
(Marcos Fernando Kirst, jornalista e escritor)

Rede Social:
Facebook: https://www.facebook.com/Josiane-Scapin-Dutra-319088711602111/?fref=ts

Interessou-se pelo livro? Você pode adquirir através de qualquer um destes links:
Links para vendas online:
Do Arco da Velha: http://goo.gl/i9wYlm
Livraria Cultura: http://goo.gl/P9j65i



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Quando eu leio Agatha Christie estou sempre preparada para grandes surpresas e Os Crimes ABC é mais um livro incrível escrito pela rainha do crime. Sou fã do jeito único de investigação da querida Miss Marple, mas a atuação de Hercule Poirot nesse livro me agradou bastante. O detetive belga é um verdadeiro gentleman, um tanto vaidoso, mas com um faro aguçado para perceber nas entrelinhas os segredos que as pessoas tentam esconder. A dinâmica adotada nesse livro é um pouco diferente dos lidos anteriormente, gostei bastante desse formato e ainda me surpreendi.
"- Instinto, não, Hastings. É uma palavra mal-escolhida. É meu conhecimento, minha experiência, que me dizem haver alguma coisa que não soa bem nessa carta..."
Eu não sigo uma ordem cronológica para ler os livros da Agatha Christie. Confesso que os escolho de forma aleatória e isso implica em esbarrar com citações de livros escritos antes do que estou lendo, isso de fato não é algo que impede a compreensão no geral do livro lido ou contenha spoilers, mas algumas pessoas preferem ler na ordem exata. Não é algo que de fato me incomoda. Nesse livro nos deparamos com alguns personagens que já foram apresentados em livros anteriores como o caso do Capitão Hastings que já trabalhou com o Hercule Poirot antes, e em alguns momentos Poirot e Hastings fazem menções rápidas de alguns casos anteriores, porém é totalmente compreensível.
Os Crimes ABC se trata de uma série de crimes cometido por um serial killer, mas antes de cometê-los ele envia cartas para Hercule Poirot desafiando-o a evitar tais crimes, informando-o a data e o local dos mesmos. Quando o detetive recebe a primeira carta fica intrigado e seus sentidos indicam que de fato irão ocorrer tais crimes, mas ainda assim espera que seja apenas uma brincadeira de mau gosto. O primeiro crime de fato acontece em Andover, na data marcada, conforme mencionado na carta, a vítima uma senhora solitária dona de uma tabacaria, seu nome Alice Arscher, a única evidência na cena do crime é um guia ABC de trens. Quando a segunda carta chega é dada a largada para descobrir quem é o serial killer e quais são suas motivações para escolher suas vítimas.
O livro é narrado em primeira pessoa por Hastings, alguns poucos capítulos são narrados em terceira pessoa, fora da perspectiva dele, mas no início do capítulo fica explícito que não faz parte das lembranças do capitão. Dessa forma a narração ficou bem dinâmica e possibilita o leitor a fazer uma análise de um ponto de vista diferente.
A rainha do crime mais uma vez conduz o enredo de uma forma sensacional, nos induzindo por um caminho e nos surpreendendo em seguida. A questão nesse livro não é exatamente descobrir quem é o assassino, mas compreender as suas motivações e como suas vítimas são escolhidas, desafiando o leitor nos mínimos detalhes.
A leitura é fluída, apesar de apresentar uma linguagem um pouco mais formal e com algumas expressões não tão usuais hoje em dia, a compreensão do texto é fácil. Não percebemos a hora passando e é difícil largar o livro, ficamos ávidos para saber qual será a próxima vítima, quando e o que estará escrito na próxima carta e quando o mistério será desvendado. Em uma hora temos certeza, em outra estamos totalmente cegos esperando a próxima cena para saciar a nossa curiosidade.
Em relação a edição de capa dura está incrível, as folhas são amarelas e a diagramação é muito boa o que permite uma experiência de leitura ainda melhor. A Nova Fronteira caprichou e quero comprar a coleção completa (estou quase lá, rsrsrs).

Até esse momento, esse livro se tornou o meu favorito da rainha do crime, justamente pela dinâmica diferente que ele apresenta, o assassino da vez por se tratar de ser um serial killer é inevitável não tentarmos desvendar o seu psicológico, nos encontramos tentando compreender o que se passa com ele e suas razões. Enfim, indico esse livro para todos que assim como eu gostam do gênero e gostam da escrita da rainha do crime, acredito que não irão se decepcionar.
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Não é segredo que sempre gostei dos contos de fadas. Um dos primeiros livros que ganhei foi a Branca de Neve e reler essa história em uma versão da autora Sarah Mlynowski foi uma grata surpresa! Eu já li um outro livro da autora e como gostei muito, não poderia deixar de ler A Mais Bela de Todas, que foi um lembrete da minha infância.
Abby é uma garota de 10 anos, que após mudar de cidade, vê sua vida mudar e tenta adaptar-se a nova escola, aos novos colegas, mesmo sendo tudo tão diferente. Abby é uma garota racional e não compreende porque tudo tem que ser tão complicado em Smithvile.
Em uma noite, toda a sua racionalidade passa a ser testada quando Jonah, seu irmão de 7 anos a acorda dizendo que o espelho do porão está assobiando. Mesmo não acreditando em nada do que Jonah diz, Abby tenta comprovar pra ele que nada disso é real até o momento em que eles são transportados pelo espelho para o mundo dos contos de fadas, dentro da história da Branca de Neve.
Sem saber como voltar para casa, Abby e Jonah encontram a Branca de Neve , mas chegam no exato momento em que a princesa comeria a maçã envenenada, se eles não a tivessem impedido. Porém, ficou outro problema: o que vai acontecer com a princesa agora que eles mudaram o rumo da história? E como encontrar o caminho de volta para casa sem que fiquem perdidos para sempre?
A Mais Bela de Todas é um livro bem divertido, que apesar de ser voltado para o público infantil, a leitura leve transporta o leitor para um mundo real que ao mesmo tempo mistura-se com os contos de fadas.
O livro é narrado em primeira pessoa pela Abby e apesar de tentar agir sempre da forma mais racional possível, seus planos tomam outros rumos mediante aos acontecimentos.
A autora fez algumas mudanças dos personagens que foram bem interessantes e a madrasta na verdade é Evely Vilã que cria diversas armadilhas para a Branca de Neve, porém sem a tradicional magia. Quanto aos sete anões, tem também mulheres e a Branca de Neve é uma garota insegura, mas que tem um coração muito grande e junto com os irmãos Abby e Jonah, eles vivem grandes aventuras.
O livro é bem fácil de ler e faz parte de uma série publicada originalmente com o nome "Whatever After" e até o momento tem nove livros publicados. No Brasil, já foram publicados três livros e quero ter a oportunidade de continuar acompanhado a série para ler as outras adaptações.
Portanto, para quem gosta de contos de fadas com aventuras, momentos engraçados e muitas confusões com personagens mirins esse é o livro que recomendo! Também fica como dica para dar de presente para as crianças!
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Oi gente! O mês de maio tem sido bem promissor para o nosso blog, estamos muito felizes com as parcerias que já fechamos, pois acreditamos que serão de sucesso. É com imensa alegria que anunciamos a nossa parceria com a autora Francine Camargo. Agradecemos a confiança depositada em nosso trabalho e esperamos que essa parceria renda bons frutos. Francine, seja bem-vinda ao nosso cantinho e esperamos atender as suas expectativas.
A obra Mãos Livres reúne contos e crônicas onde diversos temas são abordados, desde sentimentos a eventos um tanto que inusitados. Abaixo segue uma breve sinopse da obra e a biografia da autora.

Sinopse:


“Sou do tipo mãos vazias. Prefiro nada carregar e ter os braços livres. Mesmo que seja para travá-los na cintura em espera, cruzá-los em desaprovação. Fico, assim, pronta para um adeus inesperado ou um abraço loucamente necessário em quem acaba de chegar.”
Mãos livres reúne contos e crônicas da autora, com uma escrita poética e fabulizada. As palavras surgem de forma a realçar e tecer a realidade em uma sequência de emoções, narrando eventos  inusitados como o encontro com um cão desordeiro, o diálogo de livros à estante e um lugar chamado Aboborolândia, ou passando por temas universais como o amor, a amizade, a maternidade, a morte, a rotina e a timidez, sempre fugindo das explicações comuns; com as mãos desimpedidas, “como se nada pudesse me fazer parar, como se fosse criar garras para lutar. Decerto, deparo com um abismo e aí, estou pronta, prontinha para voar.

Biografia:


Nascida na capital do Estado de São Paulo, em 1980, Francine S. C. Camargo encontrou, desde a adolescência, uma forma de comunicar-se através do seu instrumento mais estridente: a escrita. Médica Pediatra formada pela Universidade de São Paulo, exerce a carreira desde o ano de 2004, buscando inspiração para os textos que compõem sua obra no trabalho, na maternidade, na Literatura e em todas as descobertas que lhe couberem em palavras, sempre com um toque de lirismo e, às vezes, com um pouco de ironia acobertada.

Redes sociais:
Facebook: facebook.com/francinesccamargo
Instagram: @francinesccamargo
Twitter: @francamargo8
Blog: https://papodefran.com/

Se interessou pelo livro? Você pode adquirir através do email: francinesccamargo25@gmail.com (autografado e com marcadores de página), ou pelo site da editora Chiado (clique aqui).


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Eu estava procurando um romance New Adult depois das minhas últimas leituras quando encontrei esse livro. Eu já tinha ouvido comentários maravilhosos a respeito dele, então não tive dúvidas em começar a lê-lo.
O Coração do Leão faz parte da série Signos do Amor que ainda está sendo publicada no Brasil pela Editora Arqueiro e é o segundo livro. No momento foram publicados três livros e o primeiro é A Voz do Arqueiro que ainda não li, mas as histórias são independentes e podem ser lidas separadamente.
Evie e Leo se conheceram quando crianças, tornaram-se grandes amigos, mas passaram  a viver em abrigos diferentes. Aos 15 anos de idade, Leo foi adotado por uma família rica e ia separar-se de Evie que não teve a mesma sorte. Quando eles se encontraram no telhado, Leo deu um beijo em Evie e prometeu a ela que ia buscá-la assim que ela completasse 18 anos. Disse que escreveria todos os dias e que jamais perderiam o contato, mas não foi assim que aconteceu.
Oito anos depois, Evie mora sozinha, tem dois empregos e desde que Leo foi adotado, ela nunca mais teve notícias dele. O que a estava incomodando era um homem que já estava seguindo ela alguns dias e para descobrir quem ele era, ela o assusta no meio da rua e ele a revela que seu nome é Jake Madsen e que ele era amigo de Leo que havia falecido. Dividida entre os sentimentos pelo seu primeiro amor e ao mesmo tempo completamente encantada por Jack que também se mostra interessado por ela, mesmo sendo completamente diferentes, Evie deseja embarcar nesse novo sentimento que nasce outra vez a partir do momento em que ela encontrou Jack.
O Coração do Leão foi um livro que comecei sem saber o que esperar e surpreendi com a leitura! O livro é narrado em primeira pessoa pela Evie e os capítulos intercalam presente e passado ajudando o leitor a compreender a infância e a amizade de Evie e Leo.
Mesmo com um passado difícil, Evie nunca deixou de ser uma boa pessoa. Ela tem alguns amigos que fazem de tudo para mantê-la por perto, é batalhadora e está sempre disposta para ajudar aos outros. É também uma grande criadora e contadora de histórias, e são esses contos que a ajudaram muitas vezes e também as pessoas que estavam a seu lado a viverem a realidade difícil.
Jack é um personagem encantador, tem seus mistérios e segredos. Rico, lindo e completamente protetor, não é diferente dos personagens do gênero.
O Coração do Leão é um livro maravilhoso para quem gosta de New Adult, com uma escrita simples, cenas bem sensuais, passado marcante, um pouco de drama e muitos segredos. A leitura flui rapidamente e é um livro bem rápido e agradável de ler. Não deixa de ser clichê, é bem romântico, mas atendeu as minhas expectativas durante a leitura. Portanto, recomendo sem dúvidas!
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Eu ainda não havia lido nenhum livro da Marina Carvalho, apesar de ter lido muitos comentários maravilhosos a respeito deles. Azul da Cor da Mar é um livro surpreendente e muito fofo que mesmo sendo clichê, me lembrou os filmes românticos da Sessão da Tarde. De uma forma descontraída e divertida, a leitura me prendeu do inicio ao fim!
Rafaela Vilas Boas tem 21 anos, é estudante de jornalismo e está no último ano da faculdade. Ela conseguiu uma vaga de estagiária  no jornal Folha de Minas pelo seu esforço e com  a ajuda da sua professora Sandra Pires. Como a sua área é a reportagem investigativa, ela vai trabalhar ao lado de Bernardo Venturini, um grande repórter nessa área. Porém, desde o primeiro dia, ele deixa claro sua antipatia pela moça, pois não consegue trabalhar em equipe e faz de tudo para manter a Rafaela bem longe dele.
Apesar de todo o sentimento de ódio por Bernardo, Rafaela é apaixonada por um garoto que ela viu quando era mais nova. Ela passava as férias em Iriri, na casa da avó e a última imagem que ela guardou do garoto com a mochila xadrez foi quando ele estava sentado na praia, triste e jogou um papel no mar. Rafaela nunca mais viu o garoto e mesmo assim jamais o esqueceu. Durante dez anos, escreveu várias cartas para o garoto confessando o seu amor.
Azul da Cor do mar é um livro super fofo, que apesar de clichê, inova ao transportar o leitor para o mundo do jornalismo e conhecer um pouco mais sobre o que acontece por trás das câmaras. Cada capítulo do livro inicia-se com uma lição de jornalismo e para quem tem interesse na área, pode ser bem instrutivo.
Os personagens são muito bem construídos e é como se fossem pessoas que já conhecemos em nosso dia a dia. Apesar de não se dar bem com Bernardo, Rafa conhece Marcelo que trabalha na área de esportes e não esconde o carinho que sente por ela, fazendo de tudo para mostrar que pode ser muito mais que um amigo.
O livro guarda algumas surpresas, mas nenhum mistério que não possa ser desvendado. Desde o início do livro, já é possível imaginar um pouco do que pode acontecer ao longo da história, mas mesmo assim, Azul da Cor da Mar foi uma leitura encantadora.
Portanto, para quem procura uma leitura leve, rápida, sem grandes aventuras, mas com momentos bem divertidos esse é o livro que eu indico!
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Eu comecei a ler os livros do Isaac Asimov com As Cavernas de Aço (Robôs #1) e agora são obrigatórios na minha lista de leituras futuras. O livro da vez é O Fim da Eternidade e foi uma leitura bem agradável e surpreendente. O livro nos leva a reflexão sobre as atitudes humanas, evolução tecnológica e paradoxos temporais. Isaac Asimov era apaixonado por ficção científica desde a sua infância, escreveu várias obras de ficção e de não ficção. A primeira publicação desse livro foi em 1955.
O livro narra a história de Andrew Harlan, ele é um Eterno, vale ressaltar que apesar de receberem esse nome os Eternos não são imortais. A Eternidade no livro é uma espécie de dimensão paralela que permite que seus habitantes realizem viagens no tempo e, através de vários estudos matemáticos e sociológicos eles avaliam quais as mudanças podem ser feitas para impossibilitar, por exemplo, a existência de uma guerra ou um avanço tecnológico em um momento errado. Cada Eterno possui uma função específica.
“Somente um ser humano fora do tempo, um tempista, podia tornar-se Eterno; ninguém podia nascer nessa posição.”
Os Eternos são escolhidos em séculos diferentes, são retirados da sua realidade e informados que nunca mais retornarão indiferente do que aconteça. Em seguida iniciam os estudos e de acordo com o seu desempenho e habilidade são alocados em cargos diferentes na Eternidade.  Além disso, como não irão retornar eles precisam dissolver qualquer laço existente em seu tempo de origem e também não podem se casar.
Andrew Harlan é um técnico exemplar, segue todas as regras fielmente e desempenha sua função de forma espetacular.
“Um bom técnico raramente errava. Um ótimo técnico nunca errava. Harlan nunca errava.”
Porém, no momento que se apaixonou por Noys uma não-Eterna ele desafia todas as regras com a finalidade de proteger a amada.
Não quero entrar em muitos detalhes do enredo para não cometer nenhum spoiler. No início da leitura eu me vi um pouco perdida, demorei um pouco para pegar o ritmo e me encaixar no contexto apresentado, isso porque o primeiro capítulo não possui muitas explicações e, nos deparamos de cara com o Harlan exercendo sua função. Aos poucos quando a leitura vai avançando, as explicações e questionamentos vão surgindo, então a história engata e não é possível mais parar de ler. No início fiquei preocupada em me perder um pouco nos conceitos apresentados, mas logo eu perdi esse receio, as explicações são simples e no decorrer da leitura vamos compreendendo melhor todos eles.
A narrativa é em terceira pessoa e o foco principal é em Harlan. Não pude evitar a comparação do protagonista do livro com o personagem Sheldon Cooper da série The Big Bang Theory, as personalidades são bem parecidas, ambos agem como verdadeiros gênios, metódicos e possuem uma certa arrogância por terem conhecimento do que são capazes de realizar.
Apesar do romance entre Noys e Harlan esse não é o foco principal do livro, mas sim as implicações das mudanças realizadas pela Eternidade, humanos controlando a vida de outros humanos, será mesmo correto? Além disso, nos leva ao velho questionamento do paradoxo temporal levantado pela ficção científica, por exemplo, o que aconteceria se uma pessoa viajasse no tempo e encontrasse com ela mesma? Ou ainda, se realizasse alguma mudança que impossibilitasse sua existência no futuro, o que isso implicaria? Também nos deparamos com exemplos de Engenharia Social bem aplicados, esse é um conceito usado em segurança da informação, onde uma pessoa realiza uma manipulação psicológica para ter acesso a informações restritas.
Eu gostei bastante da leitura, ela tem uma linguagem um pouco mais técnica devido a formação do autor, mas pra quem já está habituado aos seus livros isso não é um empecilho. Apesar do início ser um pouco complicado para se acompanhar o decorrer da leitura é fluído e prende a atenção do leitor. Enfim, esse livro é um prato cheio para quem ama ficção científica e adora discussões sobre viagens no tempo. Eu o recomendo para quem gosta já do gênero e para quem deseja iniciar no universo criado por Isaac Asimov esse é um bom início.
Se você se interessou em conhecer um pouco mais das obras do Isaac aqui no blog você encontra a resenha da trilogia Fundação (clique aqui).
Skoob: 4,5
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É com grande prazer que nós do blog Um Rascunho a Mais anunciamos a parceria com a autora Laís Rodrigues de Oliveira (LRDO). Esperamos que a nossa parceria seja frutífera para ambas as partes. Laís, agradecemos a confiança em nosso trabalho e desejamos boas-vindas ao nosso cantinho.
Seu livro é uma adaptação do romance clássico de Jane Austen Orgulho e Preconceito. Vamos falar um pouco sobre a autora? Abaixo segue a sua biografia e a sinopse de sua obra.

Biografia


Laís Rodrigues de Oliveira nasceu em Salvador, em 1986. Ainda adolescente, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez faculdade e mestrado em Direito na PUC-Rio. Atualmente, trabalha em uma multinacional na área de Inteligência de Mercado.
 Começou a escrever em 2013, mesmo ano em que desenvolveu o blog LRDO. É também colunista do Sempre Romântica, o maior blog literário de Brasília.
Amante de literatura clássica e grande fã de Jane Austen, Laís lançou no final de 2014 o livro Primeiras Impressões, uma versão moderna de Orgulho e Preconceito.
Em 2015, o conto O Armário, que envolve um mistério em torno de uma mulher que sofre abusos físicos e psicológicos do marido, foi selecionado pelo Concurso de Contos SESC Machado de Assis, e uma antologia com os contos premiados foi lançada em 2016. No mesmo período, seu conto romântico O Reencontro foi escolhido para fazer parte da Antologia De Repente, Nós, publicado pela Editora Andross.
Nos últimos tempos, Laís participou e mediou diversos eventos literários, tais como: Encontros de Fãs de Jane Austen - Etapas Rio de Janeiro e Brasília; Semana do Livro Nacional 2015 (a autora foi convidada para apresentar o de 2016 - Etapa Brasília); Fãs de Romances de Época da Editora Arqueiro; dentre outros.

Sinopse


Primeiras Impressões é uma adaptação moderna do clássico Orgulho e Preconceito de Jane Austen. O romance eterno de Lizzie e do Sr. Darcy é situado desta vez entre paisagens paradisíacas do Brasil e cenários surpreendentes dos Estados Unidos, em um relacionamento complexo entre uma carioca sarcástica e brilhante e um político americano de uma família conservadora.

Se interessou pela obra? O livro físico pode ser comprado na Livraria Cultura e a versão em e-book encontra-se disponível na Amazon. Você ainda pode acompanhar a autora através de sua página no Facebook LRDO ou através do Instagram @leelooluke.
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Quando ouvi pela primeira vez sobre o livro Caixa de Pássaros ele já me despertou a atenção e assim que tive a oportunidade eu o comprei. O livro é classificado como thriller psicológico, mas o que isso significa? Os livros com essa classificação geralmente possuem como elementos principais da trama o suspense, a tensão e a excitação. E de fato esses são os principais elementos de Caixa de Pássaros. Em seu primeiro livro Josh Malerman nos deixa sem fôlego, extremamente tensos, curiosos e com medo do que virá a seguir. É impossível parar de ler e quando chegamos ao final ficamos desejando ter mais algumas páginas.
O livro é narrado em terceira pessoa, sendo o narrador onisciente. Malorie é a protagonista e junto com os seus dois filhos em um mundo pós-apocalíptico tenta se manter sã tanto fisicamente quanto psicologicamente. Os personagens do livro não sabem ao certo quem os ameaçam, somente que não podem abrir os olhos em lugares que não estejam devidamente protegidos (janelas tampadas com cobertores ou madeiras), tanto quanto casas ou lugares externos. Tudo indica que quem ver essas “criaturas” perde a sanidade mental, cometendo atrocidades e por fim, suicidando.
Os capítulos do livro se alternam entre o passado e o presente, explicando como a situação começou e o que levou a Malorie do presente a fugir de onde estava. Quatro anos se passaram desde que tudo começou, Malorie morava com a sua irmã Shanon, quando escutaram os primeiros relatos que pessoas estavam agindo de forma agressiva e em seguida cometiam suicídio, simplesmente por terem visto algo ou alguma coisa. A princípio Malorie não se preocupou com tais notícias, pois acabara de descobrir que estava grávida, porém sua irmã era crédula desde o primeiro momento e logo começou a tomar providencias para proteger a casa em que moravam. Apesar de Shanon ter acreditado desde o princípio ela acaba sendo afetada, o que a leva a sua morte.
Malorie depois da morte da sua irmã decide responder a um chamado no jornal, de pessoas que procuravam outros sobreviventes, ela dirige até o endereço indicado, tampando os olhos eventualmente. É nessa casa que ela passa os próximos anos e lá ela encontra Jules, Don, Tom, Cheryl, Felix e Victor (o cachorro), cada um carrega o peso das perdas e ainda o medo das coisas/criaturas que os assombram.
Ao longo do livro nos deparamos com vários sentimentos que nos levam a questionar: Será que vale a pena sobreviver nesse novo mundo? É possível manter a sanidade mental em meio a todos os acontecimentos? Em quem se pode confiar? O que são essas criaturas/coisas que causam tantos problemas? Existem pessoas que não são afetadas? Quem é louco pode ficar mais louco ainda?
Esse é um daqueles livros que quando encerramos a leitura ele ainda fica martelando na nossa cabeça, principalmente por deixar algumas lacunas em aberto. Sim, quando terminamos a última página ficamos esperando que venham mais algumas a seguir, mas o autor deixou que a imaginação de cada um fluísse em busca de algumas respostas. A princípio fiquei chateada, mas depois percebi que a obra em um todo cumpriu bem o objetivo de um thriller psicológico, o que para mim compensou a ausência de algumas explicações.

A escrita do livro é simples, fácil de entender e bem fluída. Quando percebemos não conseguimos mais parar a leitura. No livro é possível encontrar os principais elementos que são propostos pelo gênero, temos cenas de perseguição, uma protagonista que apesar de saber que existe uma ameaça, não sabe ao certo o que a ameaça e uma fuga que parece ser impossível de ser realizada. Sofremos e compartilhamos o medo junto com a Malorie, conhecemos sua história e suas motivações. Torcemos para que ela sobreviva e que se mantenha sã. Enfim, vivemos um misto de emoções ao longo do livro. Recomendo esse livro para todos que gostam do gênero, vale a pena lê-lo. 
Skoob : 4,2
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Eu estava procurando uma leitura mais leve, sem grandes expectativas e de preferência que eu nunca tivesse ouvido nada sobre a mesma. Buscava um título que me chamasse a atenção e que me divertisse durante a leitura, foi aí que encontrei o livro “Sorte ou Azar?” da Meg Cabot. A primeira impressão que eu tive do livro ao olhar a capa que seria uma mistura do filme “Sorte no amor” atuado pela Lindsay Lohan e o seriado de TV “Sabrina aprendiz de feiticeira” e estava certa. Não é um livro surpreendente,  nem com um final inimaginável e é cheio de clichês, mas ainda assim concluiu com êxito o que eu esperava da leitura.
Jean é uma adolescente de dezesseis anos e se considera uma azarada, desde o seu nascimento eventos de azar a acompanham, por isso seus familiares a chamam de Jinx (se traduzido para português equivale a má sorte). Ela é de Hancock no estado de Iowa, que é uma típica cidade de interior dos EUA.  Além disso, seus pais não são ricos, moram em uma casa pequena e sua mãe é uma pastora. O período escolar está quase no final, porém Jean precisa passar uma temporada em Nova York a fim de fugir de um problema em sua cidade natal e recomeçar a sua vida. Quem sabe não é o fim da sua má sorte? Será que é má sorte ou um dom?
Jean se hospeda na casa de seus tios Evelyn e Ted que possuem uma realidade financeira bem diferente de sua família. Eles a matriculam em uma escola cara e oferecem o máximo de conforto para Jinx. Todos os membros da família estão felizes com a sua chegada na casa, exceto sua prima Torry (ou Torrance, como prefere ser chamada), com a qual terá alguns conflitos.
Como todo livro de fantasia/romance voltado para o público adolescente tem sim um romance que de uma certa forma é impossível e que no geral agrada aos leitores do gênero. Jean assim que chega em Nova York se ver apaixonada por Zach, um garoto lindo que é vizinho dos seus tios, porém tudo indica que ele já é apaixonado por outra garota.
 Eu achei a leitura bem leve, fluída e possível de ser realizada em um curto espaço de tempo. O livro é narrado em primeira pessoa por Jean e tem uma linguagem bem simples. O enredo me lembra bastante os filmes da sessão da tarde que passam na TV, o que conferiu uma certa nostalgia ao ler.
A capa e o título tem tudo a ver com o seu conteúdo. Uma menina ruiva deitada ao lado de um pentagrama desenhado na grama, ao mesmo tempo que segura um livro. Ilustrando bem as características da protagonista, que é uma garota simples, bondosa e bem comportada. Jean se declara como nerd, além disso ainda faz parte da orquestra da escola. Uma composição clássica de contos de fadas, porém é uma personagem agradável, e que é fácil se simpatizar.
 Os personagens secundários no geral complementam bem o enredo. Os tios são adoráveis, os primos mais novos também não deixam a desejar e Torry é uma antagonista que nos diverte com as suas loucuras. Os colegas de escola por sua vez apresentam os estereótipos típicos das escolas norte-americanas para ricos que é passado em filmes, livros e seriados para jovens adolescentes.

Enfim, indico a leitura para quem gosta do gênero e para quem já gosta dos livros da autora. A leitura foi válida, foi conduzida da forma que já imaginava, o final por sua vez também é previsível, mas ainda assim pude apreciar a leitura.
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Oi pessoal, tudo bem?

É com grande alegria que anunciamos o primeiro sorteio do nosso blog. Quer ganhar um exemplar do livro Cinderela Pop da autora Paula Pimenta? É simples! No nosso menu temos a opção sorteios (clique aqui), acesse, siga as regras e boa sorte!
O sorteio ficará disponível até as 18 horas do dia 12/06 e o resultado sairá no mesmo dia às 20 horas. Não fique de fora, participe! Contamos com vocês.
Beijos
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Oi pessoal, tudo bem?

É com grande felicidade que anunciamos a nossa primeira parceria, Um Rascunho a Mais tem a honra de apresentar a autora Clarice Pessato. É com muita alegria que a recebemos para fazer parte do nosso cantinho. Seja bem-vinda e que a nossa parceria seja de muito sucesso!
O livro O Penúltimo Capítulo é a auto-biografia, que pretende através da sua história de vida ajudar outras pessoas. A seguir a autora nos apresenta um pouco da sua história de vida e o quais foram as suas motivações ao escrever o seu livro.

"Ao descrever os acontecimentos de minha vida, além de chamar atenção para o inesperado na vida, destaco a discriminação existente ao redor de nós e em nós. No entanto, ao compartilhar minha fé nas páginas de meu livro, pretendo espalhar a semente que um dia foi plantada no meu coração, transmitir o que aprendi sobre Deus e permitir que através da minha experiência outras vidas sejam edificadas e abençoadas."

Biografia:

por Clarice Pessato.


Nasci em uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul. Primogênita de três irmãos, desde criança era interessada em ser uma boa filha, boa aluna e boa religiosa. No ano de 1981 com 18 anos, cursando o segundo ano de Psicologia, ativa e cheia de sonhos, vi minha vida se transformar quando fui vítima de um acidente automobilístico que me deixou tetraplégica.
Passei a conviver com as limitações físicas que mudaram minha história, mas a angústia de ter que me adaptar com a nova realidade, suportar o peso de tantas perdas, frustrações, decepções, falta de respostas somente foi superado pelo auxílio divino, Deus veio em meu socorro e através da fé recebi forças para prosseguir. Com muito amor Deus ia me ensinando a cada dia e com cada situação fui aprendendo que as experiências mais dolorosas de nossa vida podem nos mostrar novos caminhos.
Na caminhada de reabilitação fui testada com as muitas decepções. Mas aprendi que este não era o fim, era apenas o início de uma trajetória de fé que poderia dar muitos frutos. O que não era mais humanamente possível reparar seria superado pela fé.
Após o acidente, formei-me em Letras, bem como fiz Curso de Inglês. Cursei o Seminário de Especialização em Teologia e o Curso de Missões. Sou professora da Escola Bíblica além de escrever artigos para o jornal local e anuncio a palavra de esperança e salvação do evangelho on-line e off-line. E em Novembro de 2013 foi lançado o livro que escrevi ‘O Penúltimo Capítulo’.
Espero oferecer esperança para quem atravessa a vida com sofrimento e limitações, mostrando como Deus pode nos levar em vitória mesmo em meio aos vales e à escuridão.
Por causa da superação, muitas pessoas sugeriram que escrevesse um livro sobre minha vida. Eu tentei escrever esse livro mais de uma vez, mas não consegui. Eu queria um último capítulo com final feliz, segundo o meu conceito humano, e isso impediu que este livro fosse divulgado antes. Para mim um último capítulo com final feliz seria voltar a caminhar.    Existia a discriminação e o preconceito dentro de mim. Eu considerava a aparência mais importante do que a essência. O meu coração precisava ser mudado, precisava ser curado. Então Deus me deu essa cura e somente quando isso aconteceu eu consegui concluir o livro que hoje estou apresentando. O título do meu livro O Penúltimo Capítulo surge quando eu entendi que o último capítulo da nossa história não é escrito por nós. A nossa história não acaba no ponto final de um livro.

Sinopse:


Ao referir-se a capítulos, a autora faz uma alegoria como se a vida fosse um livro esperando um último capítulo com final feliz, Clarice, uma jovem de 18 anos, ativa e cheia de sonhos, vê sua vida se transformar quando foi vítima de um acidente automobilístico que a deixou tetraplégica.
Ela conta a história da luta contra a tetraplegia e a discriminação e que, pela fé, venceu o sofrimento e a falta de respostas, recebendo a capacidade para superá-los. Também mostra como Deus pode usar até mesmo as experiências mais dolorosas de nossa vida a fim de levar-nos para mais perto dele e executar seus propósitos em nós e através de nós.

Book-Trailer:


Link para Compra: Site da autora * Facebook
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Apesar de ter lido muitos romances históricos, esse livro de Tessa Dare foi uma grata surpresa por trazer uma narrativa diferente dos outros que li. Com uma escrita simples, personagens bem construídos e de forma divertida e surpreendente, Romance com o Duque entrou para a minha lista de favoritos e fiquei curiosa para ler as outras obras da autora.
Isolde Ophelia Goodnight ou Izzy é uma mulher de 26 anos, que depois da morte do pai ficara completamente orfã, sem ter nem mesmo um lugar para ir, pois tudo o que os seus pais tinham, haviam ficado em testamento para o seu primo. Apesar do seu pai ser um escritor famoso, conhecido por escrever aventuras que conquistaram legiões de fãs em toda a Inglaterra, toda a herança de Izzy se resumia a uma carta recebida inesperadamente por um padrinho que ela mal conheceu. Ela havia herdado o Castelo Gostley, mas quando ela chegou ao lugar não imaginava que encontraria um castelo em ruínas e com um duque nada feliz por ter que recebê-la.
Ransom é um homem solitário que vive no castelo que recebeu como herança da sua família e não sabe como Izzy chegou até lá, mas não está disposto a deixá-la ficar, pois sente-se atraído por ela. Apesar das brigas dos dois, Izzy pretende ficar e não vai abrir mão da sua herança. Como eles terão que conviver juntos, Ransom decide descobrir como foi que o castelo foi vendido.  Para que isso aconteça ele faz um acordo com Izzy  e pede para que ela examine as correspondências que haviam chegado para ele durante o todo esse tempo em que ele estava recluso.
Dispostos a descobrirem juntos o que aconteceu, Ransom e Izzy tornam-se cada vez mais próximos e em meio a aventuras, confusões e segredos, ambos tem que lidar com a atração que sentem um pelo outro e lidarem com um novo sentimento que cresce cada vez mais entre os dois...
Romance com o Duque é um livro surpreendente que me deixou encantada com a leitura. Enquanto Izzy é uma mulher forte, sonhadora, que luta para conquistar algo em sua vida, mesmo muitas vezes não tendo nenhuma contribuição do destino, Ransom é um homem arrogante, solitário, marcado por cicatrizes e não o príncipe encantado que a Izzy sonhou muitas vezes. Porém, mesmo aparentando tantos defeitos, é um personagem que quando conhecemos profundamente se torna impossível não se apaixonar por ele.
Para quem é fã de romances históricos, vale muito a pena a leitura! Ramson e Izzy são personagens incríveis que em meio as turbulências da atração que sentem um pelo outro, também tem que lidar com seus medos e seus segredos e é ao longo da narrativa que vamos descobrindo o passado marcante de cada um desses personagens. Posso dizer que Romance com o Duque me conquistou da primeira a última página! Cada vez que eu começava a leitura, eu ficava ansiosa para terminar e posso dizer que ele correspondeu a todas as minhas expectativas.
Portanto, se você procura um bom romance com segredos, aventuras e uma narrativa diferenciada com personagens marcantes, esse é o livro que eu recomendo!
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Sabe aqueles livros super fofos e românticos para ler em um final de semana? Um Amor de Cinema é exatamente esse tipo de livro. Um chick-lit que traz a lembrança dos filmes favoritos de quem é apaixonado por um bom romance.
Kensington Shaw tem quase 30 anos e é apaixonada por comédias românticas, está noiva de Bradley e trabalha na mesma agência que ele como diretora de criação.  Ela tenta fazer de tudo para agradar aos pais,  principalmente a mãe, que parece importar-se mais com a nora Ren do que com a própria filha.
Com a esperança de tentar desbancar a Ren ela anuncia o seu noivado com Bradley, mostrando o lindo anel que ganhou de presente e mais uma vez Ren marca pontos com uma notícia ainda mais empolgante para a família. Chateada com o que aconteceu, Kenzi visita o antigo quarto e lá ela recebe uma solicitação de amizade pelo facebook surpreendente do seu ex-namorado Shane Bennett com quem ficou durante quatro anos e foi o seu verdadeiro amor.
De volta ao trabalho, sem conseguir esquecer o que aconteceu, ela descobre que está prestes a perder o emprego e a conta de um novo cliente pode ser a garantia que ela precisa para continuar. Porém ela não contava que precisaria trabalhar com seu ex-namorado Shane que vai abrir o Carriage House,  um restaurante com cinema e ele só vai ajudar Kenzi a permanecer no emprego se ela assinar um contrato com ele para reviver as cenas de dez filmes românticos que fazem parte da lista dos dois.
Um Amor de Cinema é um livro incrível para aqueles que gostam de filmes românticos. As cenas revividas fazem lembrar os filmes de uma forma mágica e engraçada e fui transportada para a leitura enquanto lia cada momento marcante de Kenzi e Shane.
Apesar de viver momentos inesquecíveis, Kenzi não deixa de pensar sobre o seu casamento com Bradley e nem esquecer que foi deixada por Shane, mesmo sabendo que seu coração ainda bate forte por ele.
A narrativa é em primeira pessoa mostrando claramente os anseios de Kenzi em relação a família, a busca por aprovação e o desejo de se encaixar em algum lugar tendo alguém ao seu lado. Quanto aos outros personagens, todos tem sua importância no livro, construídos de forma bem real e a que menos me agradou foi a Tonya, que apesar de ser considerada como amiga pela Kenzi, é bem desagradável.
Com uma narrativa maravilhosa, Victoria Van Tiem transporta os leitores para os roteiros cinematográficos mais românticos dos últimos anos. Apesar da lista de Shane contemplar somente dez filmes, o livro faz menção a vários outros e os trechos favoritos da personagem são relembrados.
 Portanto, para aqueles que gostam de um bom livro fofo, romântico e com uma lista de filmes inesquecíveis, esse é o livro que indico para vocês!
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Apesar do sucesso do livro Uma Curva no Tempo aqui no Brasil, publicada pela mesma autora, ainda não tive a oportunidade de lê-lo. A História de Nós Dois é o primeiro livro que leio da Dani Atkins e foi uma grata surpresa! De uma forma comovente e sensível, esse livro fala sobre segredos, amizade, escolhas,  família e de como seguir adiante, mesmo quando tudo parece ser tão difícil.
Emma tem 27 anos, trabalha em uma livraria, mora com seus pais e está noiva de Richard, que ela conheceu ainda na época da escola. Junto com Amy e Caroline, suas melhores amigas, elas comemoram sua despedida de solteira, e é na volta que toda a sua vida muda ao sofrerem um acidente de carro. E é no meio do desespero em que Emma se encontra com  Jack, um americano que aparece para salvá-la e tirá-la de dentro do carro enquanto ainda há tempo.
Apesar de Caroline e Emma terem sobrevivido ao acidente, o mesmo não aconteceu com Amy, que não conseguiu resistir ao impacto. Com a morte da melhor amiga, o aparecimento súbito de Jack em sua vida do qual ela não consegue desvincular-se desde que ele a salvou, a luta para seguir em frente junto com Caroline  e a decisão de adiar o casamento por mais algum tempo fazem da vida de Emma uma jornada difícil com muitos momentos de dor.
A História de Nós Dois é um daqueles livros de tocar o coração e ao mesmo tempo repensar as atitudes que vão sendo tomadas ao longo da vida. É nítido o desespero em que Emma e Caroline se encontraram diante da morte da amiga e o quanto foi difícil para as duas lidarem com a falta e o vazio que sentiam ao não ter mais a Amy por perto. A aproximação de Jack aos poucos faz com que o sonho do casamento com Richard seja repensado e que o laço que ela tem com ele pode ser maior do que ela imaginava.
O livro é muito bem escrito, narrado em primeira pessoa e é impossível não sentir um pouco da angústia que Emma viveu. O enredo é bem previsível, mas também é sincero com segredos que pela narrativa podem ser deduzidos, mas em nenhum momento ele deixou de ser encantador. Apesar de ter romance, a tragédia tornou-se central na história e o rumo da vida dos personagens tornou-se diferente depois do acidente.
A História de Nós Dois é um livro que recomendo sem dúvidas! De uma forma sensível e cativante, ele deve ser lido para refletir e repensar os caminhos que tomamos em nossas vidas. Com personagens bem construídos e  envolventes, esse livro vai tocar o seu coração!
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Espada de vidro é o segundo volume da série Rainha Vermelha (clique aqui para acessar a resenha) escrito por Victoria Aveyard. O final do primeiro livro deixou um ótimo gancho para o segundo e quis começar a ler a sequência imediatamente. Espada de Vidro começa exatamente onde o anterior foi encerrado. E assim como o primeiro volume da saga dividiu o público entre os que gostaram e os que não gostaram. Eu faço parte do grupo que a história agradou.
Mare Barrow tem o sangue vermelho, porém possui poderes prateados e assim como ela existem outros vermelhos com a mesma condição, eles são chamados de sanguenovos. A variação genética no sangue vermelho deixa-os com poderes mais fortes que os dos prateados, e o príncipe agora rei Marven também tem conhecimento da existência desses novos vermelhos e começa a sua caçada. Mare, por sua vez, precisa correr contra o tempo para conseguir salvar seus semelhantes, além de fugir das garras do novo rei.
A sequência é realmente eletrizante, o livro sempre está em seu ponto alto e repleto de ações. Assim como A Rainha Vermelha #1, é narrado em primeira pessoa por Mare Barrow.  Mare está bem diferente de como foi apresentada inicialmente, nesse volume ela tem consciência dos seus poderes e das consequências causadas pela guerra. Porém, em alguns muitos momentos isso é irritante, ela age como se fosse mais preciosa (o que no contexto de fato a faz ser mais importante) do que todos os outros, como se fosse uma mártir, tratando todos como se fossem objetos e armas de guerra. Esse fato, porém não deixa a história ruim, é mais um ponto a favor da autora, que mostrou uma versatilidade incrível, conduzindo a história para rumos inesperados e possibilitando a sua protagonista ter sentimentos contraditórios, permitindo que ela errasse e que fosse imprevisível.
Victoria Aveyard não nega que tem grandes influências literárias, ela ate cita-as em seu agradecimento. Muitas críticas alegam que em seus livros não são originais, que é parecido com outras histórias, porém é comum ocorrer algumas referências, afinal ela é fã de grandes escritores de ficção fantástica. O que de forma alguma ameaça a originalidade do livro, o universo criado é distinto e tem características únicas o que enriquece a história.
O romance apresentado é bem sutil, não é preciso algo fervoroso para deixar um livro bom, afinal os personagens vivem em um mundo de privações, em meio a uma guerra. Uma paixão avassaladora é desnecessária, os romances acabam ficando em segundo plano. Em alguns momentos Mare chega a passar a imagem de que não ama ninguém, que não confia em ninguém, nem mesmo nela própria, o que é perfeitamente justificado por tudo que já passou, é normal se fechar e ter uma visão diferente.


Em relação a edição eu gostei bastante, o papel utilizado é amarelo e a fonte é bem confortável. Nem preciso falar que a capa é linda, os designers que a desenvolveram fizeram um belo trabalho. Ainda vem com uma pequena surpresa, na orelha do livro vem um marcador de páginas personalizado, porém eu não tive coragem de recortar.



Enfim, eu achei o livro muito bom, gostei da forma como foi desenvolvido, como os detalhes se encaixaram e o gancho final foi sensacional. Preciso saber com urgência o que acontecerá na sequência. Infelizmente vai demorar um pouco até sair o próximo volume, mas creio que se a autora mantiver o ritmo dos dois primeiros livros não tenho dúvidas que será muito bom. Vale ressaltar que essa é uma distopia YA (Young adult – jovens adultos), recomendo a leitura para quem gosta do gênero, porém não espere um livro romântico, cheio de mimi e sim com mais ação, guerra e algumas mortes, afinal são consequências das situações vividas.
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Maigret é um famoso investigador criado por Georges Simenon. O detetive aparece em aproximadamente 75 romances e também em cerca de 30 contos. Não é possível determinar exatamente quantas obras o autor escreveu, pois ele usava uma quantidade significativa de pseudônimos. Como gosto bastante de romance policial decidi conhecer os livros de Georges Simenon, e o meu primeiro contato foi com o livro Um Crime na Holanda
Delfzijl é uma pacata e conservadora cidade da Holanda, mas é o cenário do assassinato de Conrad Popinga, professor da Escola Naval de Delfzijl, casado com Liesbeth. Ele levou um tiro enquanto guardava a sua bicicleta na garagem. O professor Jean Duclos é um dos suspeitos, ele estava hospedado na casa dos Popingas enquanto realizava conferências na cidade. Após ouvir o tiro ele é visto com a arma do crime na mão, mas ele afirma tê-la encontrado no banheiro. Por ser francês solicitou ajuda da polícia de seu país de origem e então entra em cena o Comissário Maigret.
Maigret é um investigador francês, um homem comum de classe média, sujeito a erros como qualquer pessoa, porém bem objetivo. Assim como Sherlock adora fumar um charuto. Ele não fala holandês o que dificulta a comunicação com alguns dos suspeitos, porque nem todos falam francês. Ele chega a Holanda sem saber muito sobre o caso, apenas com uma lista de nomes de prováveis suspeitos que lhe fora enviado pelo professor Jean Duclos. São parte da lista: Liesbeth esposa da vítima, Any cunhada da vítima, a família Wienands vizinhos do Sr. Popinga e Beetje uma jovem filha de fazendeiro e amiga da família.
Tudo indicava que Conrad era um homem que todos gostavam, simpático, trabalhador e que já havia viajado pelo mundo todo. Sua esposa é religiosa e conservadora. Ao que aparentava ele não tinha inimigos, logo ninguém tinha motivos para assassiná-lo. Maigret começa então suas investigações, mesmo não conseguindo se comunicar com todos.
O livro é narrado em terceira pessoa e apresenta uma linguagem um pouco mais formal. Foi escrito no ano de 1931, ano dos primeiros romances de Maigret. É um livro curto e extremamente objetivo, atém se exclusivamente aos fatos do assassinato, não é feita uma análise psicológica profunda de seus personagens. O leitor vai descobrindo junto com Maigret quem são os suspeitos, aos poucos uma teia vai se formando e novas pistas vão surgindo. É através da alta percepção e os olhos treinados do investigador que os segredos vão sendo revelados. Os principais suspeitos não parecem de fato interessados em descobrir quem é o assassino e, nem mesmo a polícia local demonstra esse interesse. Maigret segue nadando contra a corrente e fica cada vez mais próximo de desvendar o caso.
A narrativa é bem fluída, um livro pra se lido em apenas algumas horas, além disso, bem agradável. O desfecho é satisfatório mesmo com toda a hostilidade que Maigret enfrenta ao longo da trama. O comissário busca a verdade custe o que custar e não pretende encerrar o caso enquanto não revelar para todos quem matou o Sr. Popinga.
Achei o livro bom, apesar de ter sentido falta de uma profundidade maior dos personagens. Ao pesquisar um pouco mais sobre o comissário Maigret fiquei sabendo que com o passar dos anos Simenon foi conferindo mais detalhes e enriquecendo mais as suas obras. Por ser meu primeiro contato com o autor fiquei particularmente satisfeita, o livro atendeu minhas expectativas e o desfecho me agradou. Apesar do comissário está atuando em terras desconhecidas, fiquei extremamente satisfeita com a forma em que o caso foi conduzido. Esse livro me despertou a curiosidade para continuar lendo outras obras do autor, principalmente as que possuem o comissário Maigret. Se você gosta de um bom suspense acredito que esse livro irá te agradar e surpreender.
Sobre o autor: Georges Simenon é de origem belga e nasceu em 1903, ainda na adolescência sua cidade foi tomada por alemães durante a primeira guerra mundial. Georges teve que abandonar a escola quando o seu pai foi acometido por uma grave doença no coração e começou a trabalhar. Passou por vários empregos até ser contratado como office boy no Gazette de Liêge, onde mais tarde passou a atuar como repórter. Como consequência do seu emprego aprendeu a escrever rápido e respeitar prazos. Começou a escrever então com pseudônimos.
Anos mais tarde mudou-se para Paris, onde criou Maigret, sob o pseudônimo em 1929 já escrevia contos do comissário da polícia francesa. Os primeiros romances foram escritos entre os anos de 1930 e 1931 e foram publicados já com o nome do autor. Em 1970 já na América Simenon escreveu o último romance protagonizado por Maigret, seus livros posteriores se resumiram a autobiografias. Suas obras foram adaptados para a TV, quadrinhos e cinema.
Na década de 1960 foi inaugurada em Delfzijl uma estatua do comissário Maigret. A cidade foi a escolhida por ter sido onde Simenon rabiscou a primeira história do comissário. Abaixo a fotografia da estatua.


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