Filmes

Sessão Pipoca - Bright

09 janeiro


       Falem Rascunheiros, Renner aqui pra falar desse filme sensacional que é a aposta da Netflix para levar um Oscar pra casa em 2018. Estrelado por Will Smith, Bright se passa numa Los Angeles distópica recheada com um universo de Tolkien, com humanos, orcs, elfos e fadas tentando conviver num living hell.
     Primeiro de tudo, a Netflix investiu em ótimas chamadas de marketing, utilizando o jornalista Evaristo Costa, queridinho das redes sociais, como tinha feito na estreia de Stranger Things 2 com Marília Gabriela e a Chiquinha (do Chaves). As chamadas você confere aqui e aqui.
      Pondo de lado o marketing certeiro da Netflix, apesar de Bright envolver criaturas saídas de uma aventura épica de Tolkien, ele se parece muito mais com a Revolução dos Bichos e Maus, nos quais se faz uso da crítica velada a problemas recorrentes da sociedade, escondida pelos panos de animais no lugar de pessoas. Em Bright, as raças coexistentes são personificações da nossa sociedade, os orcs marginalizados, sofrendo abuso de força da polícia o filme inteiro, os humanos no meio do caminho, os elfos representando a elite no pedestal da sociedade e as fadas parecendo o mendigo que o dono do bar espanta tal qual um cachorro de rua. Nessa sociedade caótica, Ward (Will Smith) é um humano policial de Los Angeles que é vítima dos conflitos entre raças, uma vez que é o único da polícia que tem um orc como parceiro (o primeiro orc policial). Jakoby, parceiro de Ward é um bobo de bom coração que pretende servir a justiça na polícia mas é renegado pelo preconceito dos demais policiais e excluído de sua raça por se juntar a polícia e não pertencer a clã nenhum de orcs. 

       As primeiras cenas tem como objetivo deixar bem claro o tipo de sociedade que foi descrita logo acima e cumpre perfeitamente bem esse papel. Durante o cumprimento do dever, os dois policiais atendem uma ocorrência que aparentemente é só mais um caso comum, mas que lentamente vai se revelando um grande problema por ter envolvimento de magia e de um bright (que descobrimos mais tarde). A partir daí, corrupção policial, ganância e outros adjetivos ruins muito presentes na nossa força da lei tomam cena e a situação começa a se complicar. Nossos protagonistas são obrigados a tomar decisões difíceis e começam uma corrida pela justiça, fugindo de todos para proteger o "Santo Graal" do filme das gangues de orcs, humanos, dos policiais corruptos e da milícia élfica Inferni que pressagia a volta de um Lorde das Trevas. 

       A evolução do drama e das descobertas do filme junto com a ação intercalada com momentos para respirar tornam esse um ótimo filme para se assistir sem compromisso, um filme ação+drama pra se ver na sessão da tarde. Entretanto, o filme aborda diversos temas sociais de grande importância e trás uma crítica social bem disfarçada pelas facetas das raças, da magia e do místico, rendendo belas horas de discussão e múltiplas tonalidades de interpretação. Além disso, os cenários ficaram muito bem caracterizados, transmitindo a imagem de sociedade falida, que não deu certo.
        Não bastasse tudo isso, a trilha sonora está perfeita , músicas bem encaixadas nos momentos de ação e drama, com vários artistas conhecidos como Bebe Rexha,  Camila Cabello, X Ambassadors,  Migos, Marshmello, Steve Aoki dentre outros. Logo abaixo segue uma lista das melhores músicas pra você ouvir e se viciar:

        Tenho certeza que como eu vocês vão acabar viciando em pelo menos umas duas ai (kkkkk). Bom galera, é isso, espero que possam ver Bright em breve e que gostem da experiência. Deixem aí embaixo seus comentários e até a próxima. Fui
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