Título:November 9
Autora: Colleen Hoover
Editora: Crave LLC
Ano:2016
Páginas: 320
Finalmente li “November 9” da Colleen Hoover. Já faz um bom tempo que eu o tenho na minha estante e no ano passado comecei a lê-lo, mas naquele momento a leitura não fluiu muito bem. Achei um pouco arrastada e alguns acontecimentos intensos demais para um primeiro momento. Pois bem, parei a leitura e para a minha surpresa ao recomeçá-la esse ano acabei vencendo as barreiras impostas pelas impressões que tive no ano anterior e finalizei a leitura. Então vamos a resenha em questão.
Os protagonistas da rodada são: Fallon uma jovem atriz que tem sua carreira interrompida devido a um acidente que a deixou com cicatrizes e Ben um aspirante a escritor. Eles se conhecem em um momento em que a vida de Fallon está prestes a mudar totalmente, literalmente, ela está se mudando para Nova Yorque. Portanto, eles terão uma grande distância separando-os, tendo em vista que Los Angeles, onde se conheceram, fica do outro lado do país. Os dois acabam tendo um dia incrível e gostando um do outro. Eles tomam a decisão que irão se encontrar durante os próximos cinco anos apenas naquela data, no dia nove de novembro. O acordo é que ambos precisam viver suas respectivas vidas, Ben precisa escrever um livro sobre a história dos dois ao longo desses encontros e Fallon precisa retomar sua carreira como atriz. Além disso, eles não podem conversar nesse intervalo entre os encontros, nem por telefone e tão pouco podem acompanhar as redes sociais um do outro.
Essa ideia me incomodou um pouco porque acho que no mundo atual é muito difícil manter essa distância toda, digo isso pois a tecnologia está aí para aproximar, quebrar as barreiras da distância. Eu me peguei questionando diversas vezes o por quê de não ter nada para se apoiar além de uma data, um único dia que eles poderão se conhecer e descobrir se de fato gostam um do outro. Eles poderiam conversar de vez em quando que não seria um empecilho em nada para os encontros anuais ao meu ver. Vencendo essa barreira, eu gostei da organização do livro, ele é direto e foca nesse único dia, não tem enrolação, os protagonistas não ficam naquela eterna lamentação. Os encontros acabam tendo dinâmicas diferentes com o passar do tempo, o que também é um ponto favorável.
A baixa auto-estima da Fallon se justifica em suas cicatrizes, essa característica da personagem não chegou a me incomodar, pois ela está passando por um processo de aceitação. A personagem se manteve firme em relação ao seu sonho de ir morar em Nova York e eu gostei bastante dessa atitude. Fallon cresce a medida que a leitura evolui, aos poucos vai vencendo seus medos e descobrindo uma forma de prosseguir com a sua vida. Ben em um primeiro momento parece ser aquele cara perfeito, que não existe. É perceptível que ele também tem as suas marcas do passado e que ele está passando por uma situação difícil. O que nos leva ao ‘plot twist’ do livro.
A reviravolta da trama foi inesperada para mim, não fazia ideia do que estava por vir. O primeiro pensamento que passou na minha cabeça durante a leitura é que não era possível, a ideia não ia se sustentar. Não seria Colleen Hoover sem essa dose de drama extra, a forma como os fatos são apresentados foi muito bem elaborado. Em contrapartida, alguns pontos apresentados não me convenceram, mas outros trouxeram veracidade para a obra, garantindo o seu equilíbrio.
Esse não é meu livro favorito da autora, acredito que ela pecou em alguns aspectos, mas no final a leitura fechou com um saldo positivo. Como sempre a escrita da Colleen Hoover é leve e gostosa de se acompanhar. Uma leitura para ser feita de forma despretensiosa e que prova que nem sempre um livro vai agradar de cara, mas ainda assim pode te surpreender.
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