Resenha: Orgulho e Preconceito

28 agosto

Sinopse: Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito com uma das mais célebres frases da literatura inglesa: "É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico deve precisar de uma esposa". O livro é o mais famoso da escritora e traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroina irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses aspectos da trama conduzem os personagens ao auto-conhecimento e ao amor. O livro pode ser considerado a obra prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada.

Jane Austen é uma autora consagrada que tem conquistado leitores através dos anos e em 2017 o ano do seu bicentenário de morte eu me rendi aos seus encantos e finalmente li “Orgulho e Preconceito”. É com um pouco de vergonha que digo que nesses vinte e poucos anos ainda não tinha lido nada dessa autora, agora eu a considero incrível e compreendo todo o seu sucesso.
Vários foram os aspectos me agradaram durante a leitura, dentre eles o que mais se destacou foi a personalidade de Elizabeth, personagem principal, por ter voz ativa e defender seu ponto de vista sem ser insegura. Em seguida, o fato do de não existir um amor a primeira vista, desses que estamos tão habituados. E por fim, Mr. Darcy.
Todo mundo já ouviu falar do famoso Mr. Darcy, acredito eu  um dos maiores ‘crushes’ literário de todos os tempos. Eu não conseguia entender todo esse frisson sobre ele e confesso que precisei conhecê-lo junto a Elizabeth para compreender toda a sua fama. À primeira vista é homem arrogante, orgulhoso, cheio de si e que não faz a menor questão de se envolver com pessoas que não possuem a mesma classe social, porém, o personagem vai se abrindo a partir do momento em que se apaixona (vale ressaltar que não foi a primeira vista) e suas atitudes vão se transformando aos poucos e com isso tenta corrigir seus erros.
A forma como a autora compões seus personagens torna-os complexos e humanos. Todos são suscetíveis a cometer erros, a realizar julgamentos errôneos, reconsiderar seus erros e tentar corrigi-los. Ninguém é perfeito ou inseguro demais de si, todos possuem um equilíbrio exato entre características boas e ruins e é esse conjunto que deixa essa trama ao meu ver sensacional.

“Orgulho e Preconceito” merece ostentar o título de clássico da literatura por ser atemporal. Apesar de ter sido escrito a mais de dois séculos atrás continua tendo personagens compatíveis com o mundo atual que serve de inspiração para tantos outros autores contemporâneos e que não tenho dúvidas continuará conquistando leitores mesmo com o passar do tempo. Uma leitura incrível e que pretendo reler em breve!

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