Contos de Terror - Tomo II” reúne contos de diversos autores renomados e digo logo de cara é ainda melhor do que o primeiro volume da coleção. Nesse volume se encontra os seguintes contos: “A coisa maldita” (Ambrose Bierce), “A história da velha babá” (Elizabeth Gaskell), “A mão parda” (Arthur Conan Doyle), “O convidado do Drácula” (Bram Stoker), “O manuscrito de um louco” (Charles Dickens) e “O quarto das tapeçarias” (Walter Scott). Todos os contos desse livro possuem uma leitura fluída e o leitor é conduzido para um universo de horror e mistério de uma forma surpreendente e altamente criativa.
Eu gostei ainda mais do segundo tomo da série de contos de terror, nesse volume me deparei com autores que já adorava e me surpreendi com a habilidade deles para escrever contos do gênero em questão. Durante a leitura me transportei para um universo único, onde é perfeitamente plausível acontecimentos sobrenaturais e onde fui dominada pela tensão e a surpresa em cada conto.
Lógico que sempre tem um conto ou outro que superam as expectativas e se tornam os favoritos dentre eles, nesse caso para a minha surpresa o conto que mais gostei foi “A história da velha babá” o único conto escrito por uma mulher no livro. Eu não conhecia a autora antes desse livro e fiquei impressionada com a atmosfera de mistério que ela conferiu a seu conto, como em tão poucas páginas conseguiu construir personagens cativantes e bem elaborados e, a forma como os eventos foram conduzidos com maestria para justificar o caso garantiram que o conto se tornasse um dos meus favoritos.
Os autores do conto por si só fazem a sua apresentação e é muito interessante ver autores consagrados em outros gêneros se destacando nos contos de terror como o caso de Arthur Conan Doyle e Charles Dickens. Como adoro Sherlock Holmes estava bem ansiosa pela leitura do conto escrito por Doyle e mais uma vez o autor me surpreendeu em uma demonstração de seu talento, o conto “A mão parda”  foi uma leitura agradável e fiquei bastante apreensiva para que o narrador e protagonista da história conseguisse solucionar o misterioso caso que afligia o seu tio. Charles Dickens surpreende explorando a mente de um louco, a narrativa é altamente cativante e de fato se parece com uma descrição de alguém que tem perturbações mentais e cabe ao leitor distinguir o que é alucinação do que é real.
"A última visão que tive foi a de uma massa branca e indistinta se movendo, como se todas as tumbas ao meu redor tivessem colocado para fora os fantasmas amortalhados dos seus mortos, e eles estivessem aproximando-se de mim em meio a nebulosidade branca e forte da tempestade de granizo."
O medo é o que permeia os contos e ele é explorado de forma distinta por cada autor, ora por meio do medo de feras, ora por medo de fantasmas materializados. Como leitor estamos sempre em busca de respostas e é em meio as respostas que nos deparamos com o apreensão do desconhecido, ficamos tensos e é essa sensação que temos ao longo da leitura. No final o que nos resta é a satisfação por ter lido mais um conto de horror bem elaborado e com elementos de terror muito bem dosados.
Recomendo a todos que estão em busca de contos de terror concisos, surpreendentes, bem elaborados e com personagens bem construídos. Sem dúvidas vale a pena realizar essa leitura.

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Alguns livros simplesmente precisam ser lidos. Para relembrar um tempo que passou, para variar um pouco as leituras ou simplesmente para te surpreender. Eu poderia escolher qualquer um desses motivos, mas fico com os três. Colégio Interno é um daqueles livros que você vai ler não só para reviver um momento que deixou saudade, mas também para se deixar levar pela leveza e criatividade da autora. Um amor adolescente, um novo colégio e novas amizades. Um livro para te relembrar dos momentos mais especiais que você viveu.
Depois dos diretores da escola em que Camila Bastos estudava deixarem claro para os seus pais que não queria a garota lá, ela estava de castigo e só podia contar com a amizade da empregada da casa Matilde. Ela não sabia onde ia estudar e após insistir com os pais que eles finalmente contassem, decidiram que a mandaria para o colégio interno Brusquet Boarding School. Apesar de resistir inicialmente, Camila parte nessa jornada que será uma grande mudança em sua vida.
Ao chegar ao colégio ela conhece a sua colega de quarto, Larissa e também Felipe Freitas, o melhor amigo da sua colega de quarto que não teve um primeiro encontro agradável com ela. Porém, a situação entre os dois muda quando Camila finge ser a namorada de Felipe e aos poucos, ambos começam a aproximar-se, até que Larissa passa a demonstrar o amor que sente por Felipe. Além disso, Camila conhece Lucas na educação física, um garoto com quem cria uma grande amizade. Durante o ano, Camila passará por grandes mudanças e o ano em que a adolescente imaginava ser um dos mais difíceis da sua vida, poderá também ser inesquecível.
Colégio Interno foi um livro que me fez retornar mais uma vez a época da adolescência. Narrado em primeira pessoa pela Camila, o livro é intercalado entre os outros personagens da trama e é possível conhecer bem cada um deles. Cada adolescente que fez parte da vida de Camila não foi em vão. A autora deu voz a cada um deles e podemos conhecer os seus sentimentos, medos e anseios. Dentre os personagens secundários Gabriel e Larissa se destacam na narrativa, sendo Gabriel o amigo sincero e Larissa, a garota apaixonada por Felipe desde que entrou no colégio interno, mas jamais conseguiu chamar a atenção dele para que a olhasse de outra forma.
Apesar da narrativa adolescente, o livro é completo em termos de bem e mal. Assim como os personagens bonzinhos, tem também os vilões e ao longo da narrativa, vamos descobrindo um pouco mais sobre cada um deles. Apesar da narrativa se passar em um colégio interno, a maior parte dela acontece fora das aulas e nos finais de semana.
Camila é uma adolescente com seus problemas, mas também é sincera e faz de tudo para não decepcionar com ninguém. Ela sabe como valorizar uma amizade e a prova disso é o carinho pela Matilde, que trabalha há muitos anos na sua casa e sempre cuidou da garota quando seus pais estavam ausentes.
Felipe é um garoto encantador. Apesar de estar em um momento difícil, procura sempre transparecer para os seus amigos que está tudo bem e evita encrencas ou qualquer problemas no colégio, procurando sempre manter calma mesmo nos momentos difíceis.
Em relação à diagramação, as folhas são amareladas, a fonte é de um bom tamanho e a edição é simples, com algumas ilustrações para separar os textos do capítulo.
Colégio Interno é um livro encantador que fala sobre adolescência, medos, amizades, amor e sobre ter que lidar com a mudança, mesmo quando ela é tão inesperada. É um livro para todos aqueles que procuram uma leitura rápida e mais leve cheia de surpresas. Caso esteja procurando uma leitura assim, recomendo Colégio Interno sem dúvidas.

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Olá leitores, tudo bem?
Hoje trazemos mais uma dica de livro inspirada no Halloween que está cada vez mais próximo e claro que não podia faltar entre as dicas o clássico "Psicose".
Sinopse: Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, sem edição no Brasil há 50 anos, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bate, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.
Foi através do livro “Psicose” do autor Robert Bloch que tive o meu primeiro contato com a editora DarkSide books e logo me vi interessada por outros títulos publicados por eles. É difícil mencionar algum livro publicado por essa editora sem mencionar a qualidade da edição, é sem dúvidas um aspecto que logo de cara ganha o coração do leitor. Com o livro “Psicose” não foi diferente, apesar de ter a edição que não é considerada luxo, ainda assim ganha em todos os detalhes, a capa apresenta um ralo de banheiro que junto a água escorre sangue, uma breve menção a uma das cenas de destaque do livro, as divisões de capítulo são feitas em página dupla preta com o título do livro em destaque, seguido pelo capítulo e o título do capítulo, além de apresentar uma página também em preto com uma chave de motel com um número que representa o capítulo. Portanto, a edição simples não apresenta nada de simples.

O livro inspirou um dos maiores clássicos do cinema de suspense e foi adaptado por Alfred Hitchcock. Muitas pessoas têm a impressão errônea de que o livro originou a partir do filme, muitas vezes devido ao fato de que assim que Hitchcock encerrou a leitura do livro ele comprou os três mil exemplares disponíveis no mercado e trancou todos em um depósito para que ninguém soubesse o final do filme antes de assistí-lo. O diretor apostou tanto no filme que mesmo após ter sido recusado por alguns estúdios, ele hipotecou a própria casa para conseguir realizar as gravações do filme que mais tarde seria um sucesso de bilheteria. E após tomar nota sobre o súbito interesse de Hitchcock e as circunstâncias sobre a qual nasceu o filme que o consagrou como diretor e mestre do suspense, claro, não poderia deixá-lo de lê-lo.
Depois de mencionar sobre a edição maravilhosa e as circunstâncias sobre as quais nasceu o filme, vamos ao que interessa o livro. A leitura é extremamente fluida, contando com a narrativa em terceira pessoa, sendo o narrador onisciente, logo me vi envolvida por toda a aura de mistério presente em torno do Norman Bates e sua peculiar vida junto com a mãe administrando o motel da família. Após a construção de uma nova rodovia, a estrada em que se localiza o motel praticamente caiu em desuso e é raro ter algum carro transitando por ela, o que por consequência é raro aparecer algum hóspede.
Logo no primeiro capítulo já é possível ter uma breve ideia sobre a mente doentia de Norman Bates através do seu gosto literário, onde ele regozija ao ler um trecho sobre um ritual selvagem onde um corpo de um inimigo era preservado após a morte e do intestino era feito um tambor e som ressoava pela boca do cadáver. Só por aí é perceptível que o protagonista não bate muito bem das ideias e a forma como o autor vai desenvolvendo ao longo da história é realmente impressionante e possibilita ao leitor compreensão de diversas ações dele e como a mente dele funciona.
“A luz brilhou em seu rosto gorducho, refletiu nos óculos sem aro e banhou o rosado couro cabeludo, visível sob os cabelos ralos e amarelados, quando abaixou para retomar a leitura.”
O leitor tem ainda um vislumbre sobre a mãe do personagem, uma mulher controladora, insatisfeita com o fato do filho de quarenta anos nunca ter saído de casa e que tem alguns desentendimentos com ele. A impressão que fica logo de cara é que a relação dos dois (mãe e filho) não é nada saudável.
Em seguida é apresentado ao leitor a história de Mary a garota que roubou uma quantia generosa da empresa em que trabalhava para ajudar o namorado a pagar as dívidas e assim se casarem. Ela parte na jornada sozinha, deixando para trás a irmã e após dirigir por dezoito horas ela cai na rodovia errada por engano e devido a chuva decide se hospedar no Bates Motel. Dessa forma, seu caminho se cruza com o de Norman Bates.
A ambientação é primorosa, o ar sombrio envolto da casa e do motel deixam a história ainda mais incrível, fiquei durante toda a leitura atenta e tensa. Posso afirmar que os personagens da história são intrigantes e convencem ao leitor, é possível ter um vislumbre da mente de um psicopata através de um enredo desenvolvido com maestria, não é por acaso que Hitchcock ficou tão interessado pela história.
Indico para quem já conhece o filme e gosta, mas ainda não teve a oportunidade de ler o livro, leia. Mesmo para quem ainda não assistiu, mesmo conhecendo a clássica cena do chuveiro, vale a pena investir nessa leitura. Para quem gosta de um bom suspense também não irá se arrepender. O livro é muito bom, bem construído, personagens bem elaborados e consistentes e ainda melhor que o filme. Vale a pena!

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Olá pessoal, tudo bem?

O ano passou bem rápido e já estamos quase em novembro. Bom, infelizmente não vou conseguir ler todos os livros que eu gostaria ainda esse ano, mas selecionei três que estão na minha lista de prioridade. Que tal conferir?


Esse livro me chamou a atenção desde que a editora Planeta o lançou e como foi um booktuber que o escreveu, fiquei ainda mais curiosa. A premissa me chamou muito a atenção e o livro foi bem avaliado no skoob. Mal posso esperar para começar a leitura!

Sinopse: Quando Matheus aceitou acompanhar Beatriz na festa do colégio, jamais imaginou que terminaria a noite participando de um ritual místico (de veracidade duvidosa) para saber o que o futuro reservava para ele e a amiga. Assim que as velas que os cercavam se apagam e uma resposta esquisita encerra a cerimônia, Beatriz leva o resultado a sério e entende que deve fugir da cidade pequena para se encontrar com seu destino nas ruas da capital de São Paulo. Perdido no meio de tudo, Matheus é obrigado a repensar o que considera certo ou errado quando é convidado para participar do plano maluco de fuga e decide que precisa passar por cima dos limites impostos pelos pais para finalmente ser capaz de entender quem realmente é. Os dois amigos partem sozinhos para São Paulo e carregam consigo não somente as malas nas costas, mas também o peso de todos os problemas que achavam que estavam deixando para trás. Sem ter ideia do que estão enfrentando, Matheus e Beatriz descobrem mais sobre si mesmos, criam, quebram laços e encaram desafios que jamais pensaram que confrontariam enquanto contavam as moedas para realizar esse grande plano que iria mudar suas vidas para sempre.


Depois da leitura de Para Todos os Garotos que Já Amei, estou bem ansiosa par ler o segundo livro. Recentemente, a autora confirmou um terceiro, então agora é descobrir o que vai acontecer na vida da adolescente Lara Jean. Para quem deseja ler o primeiro livro, a resenha completa encontra-se disponível aqui.

Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.Em "Para todos os garotos que já amei", Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em "P.S.: Ainda amo você", Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.


Não poderia deixar esse livro para o ano que vem, porque quero encerrar essa série ainda esse ano. A jornada dos Bridgertons foi inesquecível e por esse motivo quero ter a oportunidade de conhecer o tão sonhado final feliz de cada um deles. Esse livro está em pré-venda e será lançado em novembro.

Sinopse: Alguns finais são apenas o começo...Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos...Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza.Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes?A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton.Veja como tudo começou e descubra o que veio depois do fim desta série que encantou leitores no mundo inteiro.




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Contos de Terror – Tomo I” traz cinco contos de terror, sendo dois de Rudyard Kipling ( “As dificuldades da vida – A marca da besta” e “Riquixá fantasma”) os outros três de autores diferentes, são eles: Ambrose Bierce (“A morte de Halpin Frayser”), H.P. Lovecraft (“A cor do espaço distante”) e Nathaniel Hawthorne (“Ethan Brand – Capítulo de um romance abortivo”). Esses contos são classificados como literatura gótica e possuem como características principais o uso do terror psicológico (principalmente, uso da demência) e o imaginário sobrenatural (presença de fantasmas, seres cósmicos, entre outros).
O primeiro aspecto que me chamou a atenção para realizar a leitura desse livro foi a edição que está muito bonita, começando pela capa em um tom de verde musgo que apresenta uma composição simples, abaixo do título segue um desenho de um pequeno corvo. A edição ainda possui algumas ilustrações no início de cada conto, essas chamam a atenção e apresentam um pouco do contexto do conto que virá a seguir.
O segundo aspecto que me chamou a atenção foi a presença de um conto de H.P. Lovecraft, ainda não havia lido nada do autor, porém tendo conhecimento da sua contribuição para o gênero de terror logo me vi interessada em ler a obra em questão. Já adianto que o conto do Lovecraft foi o que mais me agradou e sem dúvidas me deixou curiosa para ler mais contos e obras do autor.
A organização apresentada no livro não deixa a leitura dos contos cansativa, pelo contrário o leitor é convidado a embarcar nesse universo de terror e aos poucos é possível conectar um conto com o outro e assim encontrar elementos em comum entre eles, deixando a leitura ainda mais agradável mesmo sendo um gênero que causa um pouco mais de tensão. Através de narrativas inteligentes aos poucos fui me sentindo confortável dentro do gênero e logo me vi convidada a explorar mais afundo outras obras dos autores apresentados.
Todos os autores merecem ter destaque, mas para essa resenha não ficar cansativa não entrarei em pormenores na vida de todos. Rudyard Kipling possui dois contos nessa obra, ambos ambientados na Índia, eu não tenho o costume de ler livros ambientados na cultura indiana, confesso que me surpreendi com a escrita do autor e logo me vi instigada a conhecer outros textos dele. Uma das obras mais famosas de Kipling é “The Jungle Book” (O Livro da Selva) que reúne sete contos sendo três deles sobre Mogli, um garoto indiano que foi criado por lobos. Mesmo conhecendo a história através das inúmeras adaptações, inclusive assisti ao filme lançado esse ano (2016) eu ainda não tinha lido nada do autor, portanto foi uma surpresa agradável ter contato com esses dois contos.
Todos os autores da obra são referências em literatura fantástica e é bem interessante como os elementos desse gênero se encaixam bem com o terror, formando contos fáceis de serem lidos, que despertam o interesse do leitor e o convidam a buscar novas leituras do gênero. A leitura fica de fato leve e mesmo para quem não está preparado para encarar o universo de terror (ou que tem medo) esses contos não são do tipo que tiram o sono das pessoas. São sim leituras surpreendentes e podem ser ótimos predecessores para quem pretende iniciar na literatura de terror, ou para quem ainda tem receios com o gênero.
A leitura é rápida, fluida e dinâmica, pois os contos não são demasiadamente longos. A edição como já mencionei no início dessa resenha está muito bem feita, o papel utilizado é de ótima qualidade, possui diagramação e tamanho de fonte confortável. Portanto, se você está em busca de um livro de terror, porém com contos curtos e não tão assustadores essa pode ser uma ótima leitura.

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Olá pessoal, tudo bem?
O mês já está chegando ao final e com ele muitos lançamentos que coloquei na minha lista desejados e já estou muito ansiosa com a leitura. É difícil escolher só cinco livros, por isso coloquei aqui aqueles que mais chamaram a minha atenção. Que tal conferir?


Desde que vi esse livro no Goodreads, ele chamou a minha atenção. Apesar de ter muitos livros hoje com a temática de encontrar o garoto que você tem sonhado durante as noites ainda assim O Garoto dos Meus Sonhos parece ter algo a mais, talvez por mesclar o romance infanto-juvenil com a fantasia. Esse livro foi publicado pela Globo Alt e já está na minha lista de futuras leituras.

Sinopse: Desde quando consegue se lembrar, Alice tem sonhado com Max. Juntos eles viajaram o mundo, passearam em elefantes cor-de-rosa, fizeram guerra de biscoitos no Metropolitan Museum of Art... e acabaram se apaixonando. Max é o garoto dos sonhos – e somente dos sonhos – até o dia em que Alice o vê, surpreendentemente, na vida real. Mas ele não faz ideia de quem ela é... Ou faz? Enquanto começam a se conhecer, Alice percebe que o Max dos Sonhos em nada se parece com o Max Real. Ele é complicado e teimoso, além de ter uma namorada e uma vida inteira da qual Alice não faz parte. Quando coisas fantásticas dos sonhos começam estranhamente a aparecer na vida real – como pavões gigantes que falam, folhas de outono cor-de-rosa incandescente, e constelações de estrelas coloridas –, Alice e Max precisam tomar a difícil decisão de fazer isso tudo parar. Mesmo que os sonhos sejam mais encantadores que a realidade, seria realmente bom viver neles para sempre?


Eu só um livro da Cecelia e foi Simplesmente Acontece, uma leitura maravilhosa sobre amor e amizade que me deixou ao mesmo tempo angustiada, mas também encantada pela forma de escrita da autora. Conhecida por escrever romances, ela inovou ao lançar uma distopia. O livro foi publicado pela Novo Conceito e nem preciso dizer o quanto estou ansiosa por essa leitura.
Sinopse: Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, excluídos da comunidade, seres não merecedores de compaixão. Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, bem quista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan. Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor. Ela pode ser presa? Ela pode ser marcada? Ela poderá se tornar, do dia para a noite Imperfeita? Nesta distopia deslumbrante, a autora best-seller Cecelia Ahern retrata uma sociedade em que a perfeição é primordial e quem cometer qualquer ato falho será punido. A história de uma jovem que decide tomar uma posição que poderá custar-lhe tudo.


Esse lançamento foi uma agradável surpresa depois que li Azul da Cor do Mar da mesma autora. Enquanto o primeiro livro é narrado pelo ponto de vista da Rafaela, A Menina dos Olhos Molhados é contada na versão do Bernardo. A resenha de Azul da Cor do Mar já está disponível no blog nesse link aqui. A Menina dos Olhos Molhados foi publicado pela Globo Alt.

Sinopse: Bernardo é um excelente jornalista e suas matérias investigativas são sempre muito elogiadas. Ele só tem uma limitação: odeia trabalhar em equipe. Uma grande decepção amorosa fez com que ele se tornasse fechado e antipático. Por isso a incumbência de levar Rafaela, a nova estagiária do jornal onde trabalha, para todos os lugares, pode parecer a receita certa para uma desgraça. Mas, com o passar dos dias, Bernardo e Rafaela descobrirão que têm muito mais em comum do que a paixão pelo jornalismo.


Garotas Normais definitivamente chamou a minha atenção pela premissa. Uma poção mágica que faz com que uma pessoa se torne bonita é algo impossível de encontrar, mas não nesse livro. Fiquei super curiosa desde que a editora Harper Collins anunciou o lançamento dele e já está na minha lista de leitura.

Sinopse: Evie, Krista e Willow são três melhores amigas de 20 e poucos anos tentando construir uma vida em Nova York. São mulheres normais, de aparência comum e crises típicas da idade, tais como dificuldades em subir na carreira, arranjar um namorado e pagar aluguel. Até que uma delas encontra uma poção mágica chamada Pretty que faz com que você se torne mais bonita! Com uma gota, elas ficam tão bonitas quanto uma top model – cabeças giram, portas abrem, autoestima estoura. Mas à medida que a empolgação se dissipa, elas começam a se perguntar: será que é só sua aparência que está sendo transformada?


Depois Daquela Montanha geralmente foge dos gêneros que costumo ler, mas a sinopse me despertou tanta curiosidade que fiquei bem ansiosa para poder ler esse livro. Duas pessoas isoladas em uma ilha tentando sobreviver em meio a um acidente. Além disso, a história provavelmente vai para as telas de cinema em 2017. O livro foi publicado pela Editora Arqueiro.


Sinopse: O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo.
Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.
Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada.
Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado?
À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.
Publicado em mais de dez países, Depois daquela montanha chegará às telas de cinema em 2017, com Kate Winslet (de Titanic ) e Idris Elba (de Mandela ) escalados para os papéis principais de uma história que vai reafirmar sua crença na vida e no poder do amor.

 Bom, esses foram os livros que selecionei para o mês de setembro. E vocês, quais são os seus desejados? O que acharam dos lançamentos deste mês? Conta aqui nos comentários, vou amar conhecer um pouco mais da lista de leitura de vocês.



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Eu sempre ouvi falar muito bem dos livros da Colleen Hoover e por isso fiquei curiosa para ler algum, sendo assim decidi começar por “Talvez um dia” e posso afirmar que a escrita dela é realmente cativante, já estou decidida a conhecer outras obras. Outro ponto que me chamou a atenção foi ter ouvido que esse não é um dos melhores livros que ela escreveu, portanto minhas expectativas em relação aos outros subiu consideravelmente, pois eu gostei bastante dessa leitura.
Sydney está prestes a completar vinte dois anos e tem uma vida que ela considera boa, estuda música, tem um namorado, divide o apartamento com a melhor amiga e adora escutar o vizinho do prédio a frente do seu tocar violão. Ridge é quem toca violão todos os dias e tem passado por uma fase difícil de bloqueio, ele não consegue compor letras de músicas. Quando ele percebe que Sydney está sempre cantando enquanto ele toca violão fica curioso para conhecer a letra da música e saber se ela sabe compor, ele decide se aproximar e os dois começam a trocar mensagens de celular. Mesmo relutante Sydney decide enviar a letra da música para Ridge, ele adora e quer que ela continue compondo com ele.
No dia do aniversário de Sydney ela descobre que o seu namorado tem um caso com Tori, sua melhor amiga e com quem divide o apartamento. Ela fica sem chão e como consequência desferiu um soco na amiga e no namorada. Após o episódio imediatamente arruma as suas malas e sai sem rumo de casa. Ridge decide ajudá-la e oferece para que ela fique no quarto que está vago em seu apartamento. Ele já dividia o apartamento com o amigo Warren e uma garçonete a Bridget.
Sydney e nem Ridge vão aos poucos se aproximando, porém Ridge tem uma namorada que ele ama e não pretende abandonar, Sydney por sua vez não quer se transformar em sua amiga Tori e causar em outra pessoa o mesmo sofrimento que ela passou.
Como já mencionei eu gostei bastante do livro, achei a escrita da autora realmente cativante, ela conseguiu prender a minha atenção e me transportar para o universo de Sydney e Ridge, era como se eu estivesse presente em todos os momentos em que eles viveram. Um ponto interessante que me chamou a atenção foi que mesmo com tudo que a Sydney passou ela não deixou de acreditar no amor e ao mesmo tempo se manteve forte.
Desde o princípio era perceptível que a Sydney tinha um relacionamento cômodo com Hunter, por mais que tentasse ela não conseguia se ver morando com ele. Ela tinha planos de morar sozinha por um tempo, de se descobrir primeiro antes de avançar no relacionamento. Independente disso, quando ela descobre que foi traída duplamente ela fica arrasada e até mesmo sente falta do ex-namorado, na verdade sente falta da vida cômoda que levava. A medida que ela vai se afastando do passado, ela acaba se entregando a novas paixões, descobrindo um novo sentimento e por consequência acaba se vendo em um relacionamento impossível. A forma como a autora dispôs todos esses elementos na obra me possibilitou sofrer junto aos personagens.
O livro é narrado ora por Sydney ora por Ridge, na minha opinião ajudou muito para compreender a dor vivida pelos dois e as escolhas feitas por cada um. Confesso que esperava um final diferente, mas ainda assim fiquei satisfeita com o desfecho.
Não posso deixar de mencionar a trilha sonora que acompanha o livro, me apaixonei por todas as músicas. Por vezes, sempre que uma música era mencionada eu colocava os meus fones de ouvido, fechava os olhos e imaginava perfeitamente as situações vividas pelos personagens. O único ponto negativo é que eu não gostei tanto das traduções das músicas, mas compreendo que uma tradução ao pé da letra não se encaixaria bem por se tratar de uma música. Como as músicas originais ficaram disponíveis no site, eu optei por acompanhar só por elas.

Talvez um dia” foi uma leitura prazerosa, fluida e rápida. Os personagens são intensos, verdadeiros e sensíveis e, mesmo com o fim da leitura eles continuam bem vivos em minha cabeça. A autora aborda outros temas como a surdez, a amizade e a lealdade de uma forma tão delicada que fiquei bem impressionada. Estou encantada com o livro no geral e posso afirmar que comecei com o pé direito as leituras das obras da Colleen Hoover e pretendo seguir lendo outras obras dela. 



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Estou cada vez mais impressionada com o talento dos autores nacionais contemporâneos, a cada livro lido eu me apaixono ainda mais pela escrita e pelas histórias que tenho contato. Dessa vez o livro que me encantou foi “Mais uma chance: O amor vai te buscar” dos autores Gutti Mendonça e Federico Devito (argentino, mas brasileiro de coração), mesmo tendo um grande volume de páginas li bem rápido e apreciei página por página.
O livro traz a história de uma banda de sucesso internacional, composta por cinco membros, sendo eles: Gigio, Mica, Zack, Apolo e Enzo. Eles estão a quatro anos em turnê e sem férias, portanto decidem que irão descansar por quatro meses, porém precisam fazer o último show da turnê em Zankas, onde começaram a carreira.
Gigio o vocalista da banda, faz muito sucesso entre as mulheres, portanto em cada local que passa acaba ficando com algumas dessas mulheres, a sua irmã Mica cansada de vê-lo se envolvendo em relacionamentos sem futuro o desafia a ficar com alguém sério. Gigio então decide que quando chegar em Zankas irá escolher uma das fãs que estiver com o cartaze escrito “Quer casar comigo?” e aceitará o pedido.
A repórter que fica responsável pela cobertura da chegada da banda é Carolina Capel, uma ex-namorada de Gigio de antes da fama. Ela guarda grandes remorsos, pois quando ele começou a fazer sucesso deixou apenas um bilhete e depois disso nunca mais entrou em contato com ela. Quando a banda chega a cidade tem um verdadeiro aglomerado de fãs a espera deles e Gigio já chega observando quem ele irá escolher para aceitar o pedido de casamento. A escolha dele é Aninha, porém Carolina não lida bem com isso e acaba jogando o microfone no vocalista da banda e abandonado a cobertura antes da hora.
O que Gigio não contava era que Aninha não seria uma conquista fácil, ela não é obcecada como as outras fãs, ela tem personalidade forte e não é deslumbrada pelo encanto da fama. Ele a convida para passar as férias com ele e a banda na cidade natal deles, para que ela possa conhecer ele melhor, a garota fica relutante, porém acaba aceitando e após o show eles partem para Nova Esperança. Mesmo achando a Aninha uma personagem cativante, achei um pouco nonsense o fato dela trancar a faculdade para ficar com uma banda por quatro meses, mesmo ela se questionando se é o certo a todo o momento.
Gigio a princípio só quer mostrar para Mica que pode ter um relacionamento duradouro, do outro lado Aninha tem medo de se apaixonar e sofrer, portanto ela opta por manter os pés firmes no chão. O modo de agir dela vai aos poucos conquistando o vocalista e abrindo espaço no coração dele para amá-la. Aninha por sua vez vai se surpreendendo com a vida que a banda leva fora dos palcos, com os dramas familiares e como são simples.
O romance presente na história se desenvolve aos poucos e por vezes sai fora de foco para dar abertura para apresentar os dramas vividos pelos demais integrantes da banda e também destaca a vida de Carolina Capel. Além de todo o glamour do mundo da fama os autores optaram por mostrar como o sucesso repentino afastou os membros da banda das suas respectivas família, o que eles precisaram abrir mão para alcançar o sucesso e apesar de terem feito uma fortuna acabam não aproveitando ela devido a falta de tempo.
A escrita dos autores é envolvente, a linguagem é simples e o enredo daria um bom roteiro para um filme desses que a gente não se cansa de assistir na Sessão da Tarde. A narrativa é em terceira pessoa e o narrador é onisciente, o que permite o leitor saber os pensamentos e sentimentos dos personagens.  A leitura é agradável e como já mencionei no início eu nem percebi o tempo passando enquanto estava lendo.
A edição está muito bem elaborada, a capa é agradável, diagramação simples porém impecável e as folhas amareladas. O livro acompanha um CD que contém a trilha sonora do livro, o que me agradou bastante, as músicas são gostosas de se ouvir e me permitiu ter uma ideia melhor sobre a banda.
Recomendo a leitura para todos que gostam de livros de romance que fazem menções ao universo da música, da fama e com uma boa dose de drama familiar.
Onde comprar: Saraiva | Editora Évora

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Olá leitores, tudo bem?
A postagem de hoje no especial de Halloween irei citar alguns filmes que despertam em mim o interesse em conhecer ou um determinado livro, ou mesmo ler o livro em que o filme se baseia. Não é de hoje que temos a honra de assistir grandes filmes de terror e convenhamos os efeitos estão cada vez melhores, porém os clássicos não perdem seu glamour e vira e mexe acabo assistindo-os novamente. Então sem delongas vamos aos filmes.

Carrie, A Estranha
Já foram feitas diversas adaptações do livro do Stephen King e provavelmente se você gosta de filmes de terror já deve ter assistido pelo menos uma dessas adaptações. Nesse filme nos deparamos com uma adolescente que sofre bullying na escola, além de ter uma mãe totalmente obcecada e como consequência ela acaba desenvolvendo poderes psíquicos. Eu ainda não tive a oportunidade de ler o livro, porém o filme despertou o meu interesse em realizar a leitura e pretendo lê-lo em breve.
A obra apresenta a adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, coisas estranhas acontecem, misteriosamente. Aos 16 anos, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram.


Carietta White (Chloë Grace Moretz) sempre foi oprimida pela sua mãe, Margaret (Julianne Moore), uma fanática religiosa. Além dos maus tratos em casa, Carrie também sofre com o abuso dos colegas de escola, que nunca compreenderam sua aparência nem seu comportamento. Ridicularizada por todos, aos poucos ela descobre que possui estranhos poderes telecinéticos, que se manifestam com força total durante sua festa de formatura.




Cemitério Maldito
“Cemitério Maldito” (1989) é mais um filme baseado em uma obra homônima de Stephen King. A família Creed se muda para uma nova casa e tudo parece perfeito exceto pela rodovia que passa em frente a casa e o misterioso cemitério de animais que fica no bosque próximo a ela, local de grandes segredos. Quando o gato da família morre o pai sabendo do apreço que a filha tem pelo animal decide enterrá-lo no cemitério índio que tem o poder de ressuscitar os mortos, porém as consequências são graves. Após assistir o filme logo adicionei o livro a minha lista de próximas leituras e pretendo lê-lo em breve.


Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um 'simitério' no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação.Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.

Recentemente os Creeds se mudaram para uma nova casa nos arredores de Chicago. A casa é perfeita, exceto por duas coisas: os reboques, que vivem fazendo barulho na estrada, e o misterioso cemitério no bosque atrás da casa. Os vizinhos dos Creeds estão relutantes em falar sobre o cemitério e eles tem um bom motivo para tal comportamento. Gradativamente o casal toma conhecimento da verdade e ficam chocados ao saberem do perigo que seus filhos correm. Quando o gato da família morre atropelado, eles o enterram em um cemitério índio que tem o poder de ressuscitar o que for deixado naquele terreno, mas as conseqüências são inimagináveis.

Psicose
“Psicose” (1960) é um clássico do cinema adaptado por Alfred Hitchcock com base no livro homônimo de Robert Bloch. É nesse filme que conhecemos Norman Bates um psicopata que foi inspirado em Ed Gein um famoso assassino que costumava exumar cadáveres de cemitérios e fazer troféus com eles. O filme ficou extremamente conhecido devido a famosa cena de assassinato no chuveiro. Eu já li o livro Psicose e em breve terá resenha dele aqui no blog.


Marion Crane é uma secretária (Janet Leigh) que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga à carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca.

Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, sem edição no Brasil há 50 anos, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bate, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.
Drácula
Mesmo com diversas adaptações para o cinema ainda tenho a curiosidade de ler a obra homônima de Bram Stoker. Os vampiros nessa versão não são bonzinhos, o Drácula é um monstro, mas ainda assim continua extremamente convidativo para conferir a obra.



Drácula (Bela Lugosi) é um conde vindo dos Cárpatos que aterroriza Londres por carregar uma maldição que o obriga a beber sangue humano para sobreviver. Após transformar uma jovem em vampira ele concentra suas atenções em uma amiga dela, mas o pai da próxima vítima se chama Van Helsing (Edward Van Sloan), um cientista holandês especialista em vampiros que pode acabar com seu reinado de terror.

Drácula, de Bram Stoker, está entre as mais famosas histórias de terror de todos os tempos. Rompeu os limites do livro e foi adaptada para a TV e o cinema, traduzida para diversos idiomas e encenada no teatro, retratada em quadrinhos, transformada em comédia e musical. Agora, chega às suas mãos pelos traços de Eugênio Colonnese – gênio brasileiro dos quadrinhos –, que nos brinda com sua feliz releitura deste clássico.
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